Médico que atirou e feriu policial em operação do GAECO em Camboriú virou réu por tentativa de homicídio

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Marcelo Marques Costa, o homem investigado na Operação Efeito Colateral, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) na terça-feira (5), em Camboriú, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, após atirar contra policiais durante o cumprimento de mandados judiciais e ferir um policial militar.

A operação do GAECO investiga um suposto esquema de fraude na emissão de atestados médicos falsos, utilizados para beneficiar detentos, incluindo lideranças criminosas, em pedidos de prisão domiciliar. 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão temporária, o médico reagiu à abordagem e efetuou diversos disparos com uma pistola calibre .380 contra os agentes, mesmo após a identificação da equipe policial. Um dos disparos atingiu um policial militar.

Segundo os autos, o homem teria agido de forma consciente ao atirar contra os agentes, assumindo o risco de provocar a morte da vítima. O homicídio não foi consumado porque o policial recebeu socorro imediato e foi encaminhado rapidamente ao hospital.

Além da tentativa de homicídio qualificado, o investigado também responderá pelos crimes de resistência, posse e porte ilegal de armas de fogo e munições, além de impedir ou embaraçar medida investigativa relacionada à apuração de crimes envolvendo organização criminosa armada.

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A denúncia foi apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú, e o acusado passou a ser réu em ação penal que tramita na Vara Criminal da comarca. Ele está preso no Presídio Regional de Itajaí.

O policial militar baleado segue em recuperação, com quadro estável e evolução clínica positiva, segundo o MP.

O Ministério Público também sustenta que os disparos colocaram em risco outras pessoas presentes no local, incluindo familiares do próprio investigado. A denúncia ainda aponta que a reação armada teria ocorrido para tentar evitar a prisão e impedir a apreensão de provas relacionadas à investigação. 

Durante as buscas, foram apreendidas na casa de Marcelo uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .12 e munições de diferentes calibres, inclusive compatíveis com armamentos de uso restrito. 

O MPSC pediu que o acusado responda pelos crimes perante o Tribunal do Júri.

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