Uma pesquisa realizada pelo 12º Batalhão da Polícia Militar (12BPM) de Balneário Camboriú apontou que a maioria dos participantes é favorável à imposição de limites no horário de funcionamento de conveniências e tabacarias na cidade. Dos 502 entrevistados, 84,1% se manifestaram contra o funcionamento liberado por 24 horas.
O levantamento foi feito de forma online e divulgado pela própria PM com o objetivo de compreender a percepção da população sobre os casos de perturbação do sossego e auxiliar no planejamento de ações de segurança pública.
A pesquisa ocorre em meio à intensificação do debate sobre o funcionamento de conveniências 24 horas em Balneário Camboriú. Nos últimos dias, a Polícia Militar tem reforçado publicamente a relação desses estabelecimentos com ocorrências que impactam diretamente a população, como perturbação do sossego alheio, consumo e tráfico de drogas, aglomerações e até crimes violentos.

Divulgação/12BPM
No último domingo (31), por exemplo, uma tentativa de homicídio registrada após as 2h da madrugada em uma conveniência da Quinta Avenida voltou a colocar o tema em evidência (leia aqui). Na ocasião, um homem efetuou um disparo de arma de fogo em direção ao estabelecimento após uma confusão ocorrida no local. O tiro atingiu o celular da vítima e danificou sua roupa, sem provocar ferimentos.
Em vídeo divulgado, o comandante da PM de Balneário Camboriú, Rafael Vicente, abordou a intensificação da fiscalização e citou estabelecimentos localizados em diversas regiões da cidade, como Quinta Avenida, Rua Dom Afonso e Avenida Palestina. Segundo ele, todos funcionam 24 horas por dia e são alvos frequentes de reclamações relacionadas à perturbação do sossego.
O comandante ainda mencionou a existência de estabelecimentos operando sem alvará. Um dos casos citados fica na Avenida Palestina, esquina com a Rua Jamaica, no Bairro das Nações.
O proprietário do local foi preso por tráfico de drogas em 19 de março deste ano e permanece preso, mas, conforme relatado pela Polícia Militar, o estabelecimento continua em funcionamento mesmo sem possuir alvará.
Resultado da pesquisa
Entre os participantes do levantamento, 39% defendem que conveniências e tabacarias encerrem suas atividades até as 23h59. Outros 32,5% acreditam que o fechamento deveria ocorrer ainda mais cedo, às 22h.
Já 11,8% consideram aceitável o funcionamento até as 2h da madrugada, enquanto apenas 0,8% apoiam a extensão das atividades até às 6h.
Somente 15,9% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao funcionamento irrestrito durante 24 horas. 84,1% dos entrevistados foram contra o funcionamento liberado por 24 horas.
Na avaliação apresentada pela Polícia Militar, os números demonstram um forte consenso popular em favor da regulamentação dos horários desses estabelecimentos, refletindo preocupações relacionadas à segurança pública, à ordem urbana e ao sossego da população durante a madrugada.

