Na Semana da Educação Especial e Inclusiva, associada à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada entre 21 e 28 de agosto, os Núcleos de Educação Infantil (NEIs) e Centros Educacionais Municipais (CEMs) de Balneário Camboriú, desenvolveram múltiplas atividades com o objetivo de trabalhar a importância dos direitos das Pessoas com Deficiência (PcD).
Atualmente a Educação Especial e Inclusiva atende 1425 estudantes diagnosticados. Os desafios são grandes, mas o acolhimento é maior e por isso é tão importante trabalhar essa questão entre crianças e adolescentes.


As escolas prepararam sua programação. Algumas, como o CEM Taquaras e o CEM Vereador Santa, investiram em atividades esportivas adaptadas, como o vôlei sentado, basquete sobre cadeiras, futebol vendado, capoeira inclusiva, mímica e caminhada com vendas.
Outras trabalharam peças teatrais em Libras, teatro de fantoches, viram filmes que abordam a inclusão e realizaram jogos de integração.
No CAIC Ayrton Senna da Silva, alunos realizaram uma atividade com base no livro “Tudo bem ser diferente”, de Todd Parr.
Os pequenos do NEI Nova Geração receberam visita de cão-guia e fizeram atividades em Libras, além de visitar às instituições AMA Litoral e Amor pra Down.
O Polo de Atendimento Educacional Especializado em Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) desenvolveu o projeto “Vamos Falar de AH/SD?”, uma iniciativa com objetivo de aproximar o polo das unidades escolares, profissionais da educação e famílias.

O CEM Prof. Armando César Ghislandi também realizou palestra para mães atípicas, conduzida pela especialista em inclusão Lily Kliemann, que abordou a importância do acolhimento familiar.
“Objetivo é fortalecer a inclusão no ambiente escolar”
A diretora do Departamento de Educação Especial e Inclusiva da Secretaria de Educação de Balneário Camboriú, Evori Kaminski, falou ao Página 3 sobre a importância de envolver as unidades de ensino na programação especial, que tem como objetivo maior, derrubar barreiras do preconceito que infelizmente ainda existem e fortalecer a inclusão no ambiente escolar, com foco especial no acolhimento.
Acompanhe:

JP3 – A Secretaria de Educação preparou uma programação especial para Semana da Educação Especial e Inclusiva, associada à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada anualmente entre 21 e 28 de agosto.
Evori Kaminski – A SEDUC, por meio do Departamento de Educação Especial, solicita a todas as Unidades Escolares que realizem atividades direcionadas a fim de fortalecer a inclusão no ambiente escolar. Algumas unidades escolares estão desenvolvendo atividades esportivas como o vôlei sentado, o futebol vendado e a capoeira inclusiva, entre outras atividades, mostram aos nossos alunos que a deficiência não limita o direito de participar. Ao vivenciarem essas práticas e dinâmicas como a caminhada com vendas, eles aprendem sobre cidadania e empatia na pele. É o esporte ensinando que uma sociedade justa é aquela que garante espaço e acessibilidade para todos.
JP3 – Qual é o principal objetivo desta iniciativa?
EK – O principal objetivo é romper as barreiras atitudinais, barreiras estas que são reforçadas pela falta de conhecimento, seja das deficiências, transtornos ou altas habilidades/superdotação.
JP3 – Qual é a estrutura da Educação Especial e quantos estudantes da rede municipal são atendidos?
EK – Temos hoje diagnosticados 1.425 estudantes na rede.
JP3 – Quantos profissionais a SEDUC dispõe para atender estes estudantes?
EK – Temos hoje 55 Professores do AEE – Atendimento Educacional Especializado e 466 Auxiliares de Apoio de Educação Especial.
JP3 – Como a Educação Especial trabalha com Pcds, o atendimento é setorizado pelo tipo de deficiência que a pessoa tem? Deficiência Física; Auditiva; Visual, Intelectual, Mental/Psicossocial, Múltipla?
EK – O AEE – Atendimento Educacional Especializado é ofertado a todas as famílias dos estudantes, público da Educação Especial, que acontece dentro das unidades escolares. Também enquanto rede, ofertamos atendimentos nos polos de AEE – Altas Habilidades e Superdotação e AEE – Libras.
JP3 – O Polo de Altas Habilidades atende atualmente quantos estudantes?
EK – Atualmente o Polo está atendendo 67 estudantes. Em período de exploratória – avaliação 25 estudantes.
JP3 – Quais são os maiores desafios da Educação Especial no contexto da Educação Regular?
EK – Barreiras Atitudinais e Capacitismo: Presença de preconceito, baixa expectativa de aprendizagem em relação aos alunos com deficiência ou a visão equivocada de que a inclusão é apenas “socialização”, e não desenvolvimento acadêmico.

JP3 – A educação é a principal bandeira para derrubar preconceitos, como essa questão é trabalhada, porque infelizmente eles existem em todas as escalas e idades?
EK – A conscientização não ocorre apenas em aulas isoladas ou datas comemorativas, mas na postura diária da instituição. Regras claras contra o bullying, mediação de conflitos e diretrizes pedagógicas inclusivas garantem que o ambiente escolar seja um espaço seguro de acolhimento.
JP3 – Quais são os cuidados básicos que a Educação Inclusiva oferece para estes estudantes?
EK – AEE – Atendimento Educacional Especializado; AAEE – Auxiliar de Apoio de Educação Especial; Atividades pedagógicas adaptadas – sempre que necessário.
JP3 – E para os familiares deles?
EK – Acolhimento junto às famílias; Rodas de conversa; Direcionamentos sobre encaminhamentos necessários junto a saúde.
JP3 – Espaço aberto para o que mais considerar importante divulgar.
EK – O Departamento de Educação Especial e Inclusiva reafirma seu compromisso de estar continuamente à disposição para esclarecer dúvidas, oferecer orientações e acolher todas as famílias.

