O cão Fantasma foi devolvido ao tutor após autorização do Judiciário. O Página 3 foi informado, no final da tarde de terça-feira (8), que o homem foi até o abrigo da ONG Viva Bicho, no Bairro Nova Esperança, em Balneário Camboriú, para buscar o animal.
Fantasma estava acolhido após o caso ocorrido em 20 de agosto, quando imagens do cachorro sendo agredido na Avenida Martin Luther circularam pelas redes sociais. Na ocasião, o tutor, de 55 anos, foi localizado pela Guarda Municipal e preso por maus-tratos.
Após o episódio, o cachorro ficou afastado do tutor. Agora, mediante autorização judicial, Fantasma foi devolvido e deixou o abrigo da Viva Bicho.
Caso mobilizou Guarda Municipal e Depa
As agressões aconteceram na manhã de 20 de agosto e foram registradas em vídeo. As imagens repercutiram nas redes sociais e chegaram às autoridades. A Guarda Municipal e o Departamento de Proteção Animal e Combate aos Maus-Tratos (Depa) atuaram no caso.
A partir das imagens, o Núcleo de Inteligência da Guarda Municipal iniciou buscas para identificar o responsável e descobrir para onde ele havia seguido com o cachorro.
O homem foi localizado por volta das 14h45 daquele dia em sua casa, no Bairro das Nações. Ele foi abordado pela Guarda Municipal Ambiental e pelo Depa e encaminhado à delegacia.
À época, a diretora do Depa, Patrícia Ferreira, informou ao Página 3 que o próprio tutor admitiu ter agredido Fantasma. Segundo ela, o homem afirmou que estava nervoso, mas não explicou o motivo.
Apesar de o cachorro aparentar estar bem cuidado e não apresentar sinais externos evidentes de maus-tratos, Patrícia destacou na ocasião que isso não afastava a possibilidade de lesões nem a gravidade das agressões registradas.
Família havia pedido para permanecer com Fantasma
Quando as equipes estiveram na casa, a mãe do tutor pediu que Fantasma não fosse retirado da família e afirmou que a agressão registrada naquele dia teria sido um episódio isolado.
Naquele momento, porém, também chegaram ao conhecimento das autoridades relatos de vizinhos indicando que aquela poderia não ter sido a primeira agressão sofrida pelo cachorro. As informações ainda precisariam ser apuradas.
Após a ocorrência, Fantasma e o tutor foram encaminhados à delegacia e o destino do animal ainda não estava definido. Entre as possibilidades mencionadas na ocasião estava justamente o acolhimento pela ONG Viva Bicho.

