Trabalho de Gévelyn Almeida, de Balneário Camboriú, reconhecido pela Confederação Brasileira de Handebol

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A paratleta e professora Gévelyn Almeida, de Balneário Camboriú, foi nomeada neste mês integrante do Comitê de Políticas para as Mulheres no Handebol, pela Confederação Brasileira de Handebol.

No comando da equipe local no Brasileiro masculino (Arquivo pessoal)

Além de multicampeã em provas de arremesso de disco e lançamento de dardo, Gévelyn também é professora e técnica das equipes de handebol em cadeira de rodas da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC) e fundadora do Instituto Catarinense de Esportes para Deificentes (ICED). 

Ela disse que ficou surpresa com a recente nomeação por parte da Confederação, porque antes desta vieram outros reconhecimentos.

“A primeira foi minha nomeação para representar o Brasil na Confederação Centro Sul América de Handebol (Coscabal) que logo depois me convidou para integrar um grupo de desenvolvimento do handebol em cadeira de rodas. São movimentações ao longo dos anos, há quase duas décadas, e vejo que a atual diretoria executiva da Confederação Brasileira está confiando mais uma vez no meu trabalho”, disse.

No Mundial em 2013 onde representei a Seleção Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas (Arquivo pessoal)

Gévelyn atribui o reconhecimento ao trabalho desenvolvido no handebol em cadeira de rodas há muito tempo e que sempre envolveu muitas pessoas. 

“Tudo o que conquistamos é reflexo do que plantamos. A equipe local vem conquistando seu espaço, tivemos o vice-campeonato brasileiro feminino e masculino, atletas pré-convocados para seleção brasileira, um trabalho junto a Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas, onde também trabalhamos as questões da modalidade a nível de América do Sul e internacional. Fizemos algumas frentes para unificação de regras, questões de arbitragem, a inserção de fato no trabalho da modalidade e uma das principais lutas é a inserção da mulher com deficiência, ela conquistando esses espaços não só como atleta, técnica, preparadora física, árbitra, enfim o espaço da mulher com deficiência que tanto precisa ser valorizado”, destacou.

Ela agradeceu ao presidente da Confederação Brasileira, Felipe Barros e demais membros da diretoria pelo mais recente reconhecimento.

“É um peso enorme que fica leve, porque compartilhado a várias mãos, vamos conseguir alcançar nosso objetivo que é levar o paradesporto ao destaque que merece e agradeço ao esporte local, que também é reflexo de todo esse trabalho. É desta que vamos rompendo as barreiras, inclusive a nível internacional”, concluiu.

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