Inicia na próxima segunda-feira (30) uma nova frente da obra de macrodrenagem, desta vez na Rua 1.001. A etapa marca o avanço do sistema para além da faixa de areia, com intervenções estratégicas nas ruas para ampliar a capacidade de escoamento das águas.
Inicialmente, as aduelas, estruturas de concreto que compõem a galeria, começam a ser posicionadas na faixa de estacionamento, no período da manhã. Já as escavações na pista estão previstas para iniciar no dia 6 de abril.
A intervenção segue o mesmo modelo executado na Rua 1301 em 2025 e tem como objetivo conectar a galeria da praia ao Canal do Marambaia, criando um sistema mais robusto de drenagem para a região central e reduzindo os impactos de alagamentos em períodos de chuva intensa.

Sistema depende de interligações em diferentes pontos
De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Carlos Humberto Silva, a obra entra agora em uma fase considerada essencial para o funcionamento do sistema: a implantação dos chamados extravasores, pontos de ligação que permitem o escoamento da água entre diferentes galerias.
Serão três estruturas desse tipo, localizadas nas ruas 1001, 51 e 1400. Neste momento, os trabalhos se concentrarão nas duas primeiras – inicialmente na 1001 e depois na 51.
“Já avançamos pela região da Praça Tamandaré, mas agora precisamos fazer essas conexões. Não adianta seguir com a galeria no Centro, onde iremos paralisar as obras neste momento, sem antes implantar os extravasores. Todo o sistema precisa estar interligado para funcionar corretamente”, explicou.
Segundo ele, além das novas galerias, a obra envolve a conexão entre estruturas antigas e novas, por meio de caixas de ligação instaladas ao longo da Avenida Atlântica.
Obra é considerada estratégica para a cidade

Ainda conforme o secretário, a macrodrenagem vai muito além das intervenções visíveis na orla e exige escavações profundas em diferentes pontos da cidade.
“É uma obra complexa, que não se limita à praia. Precisamos abrir ruas, fazer ligações subterrâneas e posicionar grandes estruturas de concreto. Sabemos que gera impacto, mas é fundamental para resolver um problema histórico da cidade”, afirmou.
A expectativa é que, com o avanço das conexões e a chegada das galerias até o Canal do Marambaia, onde também estão sendo executadas estruturas de proteção com gabiões, o sistema passe a operar de forma integrada.
Próxima etapa deve avançar para o trecho Norte
Após a conclusão dessa fase, o município já projeta o início da reurbanização da Avenida Atlântica no trecho Norte da cidade. O projeto executivo está em fase de ajustes e, segundo a prefeitura, a intenção é lançar a licitação ainda no primeiro semestre.
“Estamos trabalhando para conseguir o projeto executivo o mais rápido possível e gostaríamos muito de lançar a licitação do trecho norte ainda neste semestre, para ir fazendo o lado norte assim como já trabalhamos na Barra Sul”, completou o secretário.
