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Preço do arroz, ameaçado por desastre no RS, cai 1,9% em abril, mas ainda sobe 25% em 12 meses

Os preços do arroz caíram 1,93% em abril para os consumidores brasileiros, apontam dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta sexta-feira (10).

Trata-se da maior redução mensal em mais de dois anos, desde janeiro de 2022, quando a baixa havia sido de 2,66%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelos cálculos.

Apesar da trégua mensal, o arroz ainda acumulou alta de 25,46% nos 12 meses até abril. Somente em 2024, até abril, a alta foi de 7,21%.

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Nos últimos dias, entrou no radar de analistas um novo fator que pode gerar alguma pressão inflacionária no Brasil. Trata-se do possível impacto das enchentes que devastam municípios do Rio Grande do Sul neste início de maio.

O temor é de que a catástrofe afete estoques de alimentos, com reflexos sobre os preços, especialmente do arroz. Já há, inclusive, restrições a compras em supermercados.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil. Responde por cerca de 70% da cultura.

Com o receio do impacto das cheias na inflação, o governo federal anunciou a importação de até 1 milhão de toneladas do cereal.

A medida é contestada por produtores. Eles dizem que as lavouras gaúchas terão condições de alimentar a demanda nacional, mesmo com as perdas nas áreas restantes. Cerca de 83% das lavouras já haviam sido colhidas no estado.

“O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz, mas também tem produção de soja e milho, que são importantes na produção de ração animal, por exemplo”, disse André Almeida, gerente do IPCA.

O custo da ração é um dos componentes dos preços das carnes e do leite. “Essas chuvas podem acabar impactando a produção. Agora, como isso vai se refletir nos preços, a gente tem de aguardar”, ponderou Almeida. O IBGE não faz projeções de preços.

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A inflação do grupo alimentação e bebidas aumentou de 0,53% em março para 0,70% em abril. Houve pressão de produtos consumidos no lar.

Os preços da alimentação no domicílio aceleraram de 0,59% em março para 0,81% em abril. No mês passado, o IBGE constatou altas do mamão (22,76%), da cebola (15,63%), do tomate (14,09%) e do café moído (3,08%).

“É um grupo que deve seguir pressionando a inflação, por conta da tragédia no RS, que é um grande produtor de alimentos do país, principalmente no arroz”, disse em relatório André Fernandes, chefe de renda variável e sócio da A7 Capital.

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