Safra catarinense de pitaia é 75% superior a 2021

Apesar do crescimento, volume ficou abaixo do esperado

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Santa Catarina finaliza a safra de pitaia com volume estimado de mais de 1.750 toneladas comercializadas, representando um crescimento em torno de 75% em comparação à safra 2020/2021 e um movimento econômico de cerca de 7 milhões no Estado.  

O levantamento de produção foi realizado pela Epagri e pelas cooperativas Cooperja, de Jacinto Machado, e Coopervalesul, de Turvo. 

Mais de 90% da fruta foi produzido no Sul Catarinense.

Arcangelo Alberton, produtor de Turvo, está animado com a colheita deste ano (Foto: Divulgação/Epagri)

Segundo o engenheiro-agrônomo Ricardo Martins, extensionista rural da Epagri em Maracajá, grande parte do aumento de produção se deve à transformação dos pomares jovens em adultos e não ao aumento da área plantada. 

Ele informa que o principal destino da fruta no mercado interno foi principalmente as regiões Sul e Sudeste do Brasil. 

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“Uma pequena parte da produção do estado também foi exportada para o Canadá”, diz.

Estimativas preliminares realizadas apontam área de produção em torno de 236 hectares, com cerca de 275 famílias envolvidas. 

“Desde 2021 está sendo realizado um levantamento socioeconômico da cultura da pitaia, visando caracterizar melhor os dados de produção e o perfil do produtor daquela fruta no Estado”, informa o engenheiro-agrônomo Diego Adilio da Silva, líder do Programa Fruticultura da Epagri no Sul Catarinense.

Crescimento abaixo da expectativa

Fatores climáticos  prejudicaram o florescimento e frutificação da planta, resultando em uma safra abaixo da expectativa da Epagri (Foto: Divulgação/Epagri)

Apesar do crescimento, Ricardo afirma que esse volume ficou abaixo das expectativas da Epagri, que esperava atingir o dobro da produção da safra passada, ou seja, acima de 2 mil toneladas. 

Segundo Ricardo, houve diversos fatores que influenciaram no rendimento da safra de pitaia no estado, sendo o principal deles o clima.

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De acordo com o engenheiro-agrônomo, um conjunto de fatores climáticos  prejudicaram o florescimento e frutificação da planta. “Antecedendo a safra, em novembro e dezembro, foram as baixas temperaturas e noites frias que atrasaram e reduziram a intensidade das primeiras floradas. No meio da safra, a partir de janeiro e fevereiro, as altas temperaturas e períodos de estiagem resultaram no abortamento de flores e desidratação das plantas”, explica.

Mesmo assim, na avaliação de Ricardo, os números são bons e mostram que a pitaia é mais uma opção de diversificação e geração de renda na pequena propriedade rural em Santa Catarina, contribuindo na qualidade de vida e manutenção do pequeno produtor.

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