Setor da construção também critica Banco Central e renova pressão pela queda nos juros

"Lamentamos que a taxa seja mantida, mais uma vez, nesse patamar exorbitante", afirmou a CBIC. "Isso está claramente afetando o desempenho da atividade produtiva no país, justamente ela que gera renda e emprego."

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(Por Circe Bonatelli/AE)

As maiores associações do setor de construção civil criticaram o Banco Central por não cortar os juros e renovaram a pressão sobre a autoridade monetária para que agilize esse movimento. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) distribuíram notas à imprensa cobrando uma mudança de postura por parte do Banco Central.

“Lamentamos que a taxa seja mantida, mais uma vez, nesse patamar exorbitante”, afirmou a CBIC. “Isso está claramente afetando o desempenho da atividade produtiva no país, justamente ela que gera renda e emprego.”

A CBIC lembrou que a indústria da construção está sendo muito impactada pelo juro elevado, com queda de 30,2% dos lançamentos imobiliários nos primeiros meses do ano.

A entidade afirmou ainda que certamente fará uma revisão da sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) setorial neste ano. “O cenário com menor pressão inflacionária, a melhoria das expectativas e a redução de incertezas com a aprovação do arcabouço fiscal pela Câmara demonstram que ou reduzimos os juros ou continuaremos a atrasar o crescimento do país.”

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A Abrainc também disse que lamenta a decisão do BC e que reforça a necessidade de queda dos juros. A associação classificou como “preocupante” constatar que o Brasil detém as maiores taxas de juros reais do mundo, com uma taxa de 9,4% ao ano (descontada a inflação), muito acima do segundo colocado, o México, que possui 6,6%.

“Esses números representam um obstáculo significativo para investimentos e têm um impacto prejudicial na geração de empregos, especialmente para a população de baixa renda”.

A Abrainc citou que a Selic elevada é ruim para os financiamentos imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Segundo a Abrainc, a taxa de 13,75% inviabiliza a aquisição de imóveis para milhares de famílias, uma vez que os altos juros resultam em um aumento exorbitante nas parcelas do financiamento

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