Cerca de 2,5 mil estudantes participaram nesta quarta-feira (7), do OPA 2026 (Opção Profissional por Área), no Campus Balneário Camboriú da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A programação reuniu jovens interessados em conhecer cursos e possibilidades de carreira e professores do Ensino Médio convidados a discutir um desafio que já chegou às salas de aula: como trabalhar com inteligência artificial quando a tecnologia produz respostas que podem parecer corretas, mas conter erros, vieses e informações inventadas.
Com a edição de Balneário Camboriú, o OPA 2026 chega a cerca de 9 mil estudantes nas duas cidades, estabelecendo novo recorde de participação.
No Campus Professor Edison Villela (Itajaí), cerca de 6,5 mil estudantes participaram da programação em 1º de outubro. Em BC, o público circulou pelos espaços da universidade, conheceu cursos, conversou com professores e acadêmicos e participou das atividades práticas organizadas pelas quatro Escolas do Conhecimento da Univali — Ciências da Saúde; Ciências Jurídicas e Sociais; Negócios, Educação e Comunicação; e Politécnica.

O reitor da Univali, professor Rogério Corrêa, disse que foi muito expressivo o número de estudantes circulando pelo campus, conhecendo os cursos, perguntando sobre as novas profissões.
“Superou as nossas expectativas e mostra o interesse dos estudantes em conhecer de perto as possibilidades que encontram aqui”, afirmou
A programação também apresentou os novos cursos previstos para 2027, promoveu um aulão preparatório para o Enem, teste vocacional e ofertou 80% de desconto na primeira mensalidade para quem participou do evento.
Em Balneário Camboriú, a condição é válida para matrículas realizadas até 11 de outubro.
Enquanto os estudantes experimentavam diferentes áreas de formação, os professores que acompanharam as turmas participaram da palestra “O uso da inteligência artificial na elaboração de projetos integradores”, conduzida pelo professor Marco Antonio Pinheiro, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Univali.
Quando uma resposta correta pode estar errada

Ao discutir o funcionamento dos modelos de inteligência artificial, Pinheiro partiu de uma questão que interfere diretamente na relação entre tecnologia e educação: produzir uma resposta semelhante à humana não significa compreender o que está sendo produzido.
“Ela pode dar respostas inteligentes sem compreender o que está fazendo. Por isso, precisamos ensinar os nossos alunos a verificar, questionar e entender o que a ferramenta produz”, observou Pinheiro.
Ele segue dizendo que a IA já integra diferentes atividades do mercado de trabalho e a universidade precisa preparar os estudantes para utilizar essas ferramentas com domínio técnico, capacidade crítica e responsabilidade sobre o resultado.

