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Balneário Camboriú
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Doenças típicas do verão: síndromes respiratórias, viroses, dengue e insolação

Na estação mais quente do ano, as praias de Balneário Camboriú atraem milhares de pessoas diariamente. 

A aglomeração maior nas areias e lugares como bares, restaurantes e casas noturnas podem facilmente se tornar espaços para a proliferação de diversas doenças comuns nesta época, além ainda das síndromes respiratórias, como Covid-19 e Influenza.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças mais comuns desta época do ano são: Conjuntivite; Dengue, Chikungunya e Zika; dermatoses/doenças de pele provocadas pelo sol, alergias; desidratação; insolação; intoxicação alimentar e viroses; micoses e otite (infecção do ouvido).

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Centro de Operações na Praia Central atende moradores e turistas

Estrutura montada para atendimento na praia central (foto PMBC)

O Centro de Operações Integradas que a prefeitura instalou na Praia Central desde 28 de dezembro, para primeiros-socorros e atendimentos do público que fica na orla da Avenida Atlântica, teve movimento intenso em janeiro. 

A técnica de enfermagem Amanda de Oliveira, a coordenadora Caroline Prazeres e a enfermeira Rejany Mendes Vieira (foto Renata Rutes)

A enfermeira Caroline Prazeres é a responsável pela tenda da Saúde que fica no Centro de Operações; ela conta que fizeram contratação de equipes de técnico e enfermeiros para inicialmente trabalharem nos três turnos – manhã, tarde e noite. 

“Estávamos com um ostensivo bem robusto, mas agora a gente reduziu (a reportagem do Página 3 esteve no local na terça-feira, 25, onde estavam trabalhando a enfermeira Rejany Mendes Vieira e a técnica de enfermagem Amanda de Oliveira) por conta da demanda – houve uma diminuição gradativa”, explica.

Profissionais tiveram alta demanda no fim do ano (foto PMBC)

Segundo Caroline, no fim de 2021 e nos primeiros dias deste ano o trabalho foi intenso, e por isso tiveram também a presença de médicos atuando no Centro (agora há somente enfermeiros e técnicos, que suprem a demanda). 

“Nos primeiros dias de janeiro a gente tinha uma necessidade de ter uma ambulância aqui no Centro para prestar atendimento imediato para as portas de urgência, mas agora não mais. Fazemos contato telefônico e uma ambulância vem e leva o paciente. Trabalhamos bastante com os guarda-vidas, eles trazem casos para nós. 

O objetivo dessa estrutura era ser um elo para integrar os serviços, como segurança, fiscais de postura, guarda-vidas, sendo uma base de apoio para todos que vêm para a praia e que aqui trabalham, sendo também o local onde turistas podem tirar dúvidas e pedir informações”, salienta.

As principais ocorrências atendidas

A coordenadora lembra que as ocorrências atendidas foram mudando. Logo que abriram foi a Virada do Ano, onde boa parte dos atendimentos envolvia embriaguez (algo comum no fim do ano e no período noturno de atendimentos – que seguiu até 15 de janeiro), lesão perfuro cortante por garrafas (somente uma profissional, segundo Caroline, fez cerca de 30 suturas no rosto, causadas por brigas, além de fraturas de braço, perna, etc.), latas ou até mesmo conchas, além de queimaduras por caravelas (que apareceram na praia central entre o fim de dezembro e começo de janeiro), exposição solar excessiva que causa hipotensão e queimaduras.

Centro conta com equipe de técnicos de enfermagem e enfermeiros

“Essa era a realidade que vivenciamos, com mais de 30 atendimentos/dia. Agora mudou, estamos atendendo cerca de 11 a 12 pessoas/dia, e são situações bem leves, como pequenos curativos, hidratação, ver sinais vitais. 

Hoje temos mais casos de aumento de pressão arterial, com esse calor que vem fazendo – as pessoas não respeitam sair no momento mais fresco, a questão de hipoglicemia ou hiperglicemia, que conseguimos identificar através de teste de glicemia capilar, além de introdução de objetos estranhos por crianças – atendemos um caso de uma criança que introduziu uma bolinha (miçanga) de pulseirinha dentro do ouvido, e conseguimos remover, tínhamos instrumental para isso, mas tomamos cuidado porque nem todas as atividades são inerentes do profissional enfermeiro, não podemos ultrapassar a linha e em certos casos encaminhamos para as portas (UPA Nações, PA da Barra, Hospital Ruth Cardoso e UBSs)”, diz.

O turista André Deziadek, de Curitiba, foi até o Centro para medir a pressão (foto Renata Rutes)

Caroline salienta ainda que muitas pessoas estão procurando o Centro para testar para Covid-19, mas lembra que no local não são realizados testes. 

“A maioria que vem até nós é em busca do teste, e não fazemos aqui por conta da questão de ser praia, que não é o ambiente propício. Mas muitos vêm para testar para poder voltar para seus países de origem, como os argentinos, e como Balneário só está testando casos sintomáticos de médio a grave, recomendamos que eles procurem farmácias ou a rede privada”, acrescenta.

O Centro está atendendo todos os dias das 7h às 19h, incluindo domingos e feriados e já é considerado um sucesso, devendo ser instalado novamente no próximo verão. A estrutura deve permanecer na praia até o Carnaval.

O Centro de Operações deve seguir até o Carnaval na praia central (foto Renata Rutes)

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