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Balneário Camboriú
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SIM, ELAS PODEM: Mulheres empresárias dividem suas histórias

Se por um lado muitos homens abrem espaço para o crescimento da mulher – seja dentro de casa, na família, no mercado de trabalho, no círculo de amigos, outros ainda oferecem barreiras e restrições de toda ordem. 

Mulheres empoderadas, evoluídas, independentes, ainda incomodam muitos homens… mas elas estão aí e mostrando que o espaço corporativo é lugar, sim, do público feminino.

Para lembrar o Dia Internacional da Mulher (terça-feira, 8) o Página 3 ouviu empresárias de Balneário Camboriú e região que dividem suas histórias e desafios à frente de grandes empresas. Acompanhe.

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“Nunca encontrei dificuldade por ser mulher, me sentia privilegiada, cuidada”

“Nunca encontrei dificuldade por ser mulher, me sentia privilegiada, cuidada”

Mozara Paris, empresária, coach voltada para a área da liderança e primeira dama de Balneário Camboriú

(foto Arquivo pessoal)

Início da trajetória

“Eu comecei no mundo corporativo no McDonald’s, quando eu tinha 16 anos. Trabalhei nove anos no Brasil e um na Inglaterra, foi onde desenvolvi minha habilidade de treinamento de pessoas, habilidade que eu já tinha e que foi aperfeiçoada nível hard. Foi onde aprendi sobre processos, padrões. 

Com 21 anos me formei, mas com 20 já gerenciava o McDonald’s, com 120 funcionários. 

Voltei para o Brasil, trabalhei na Pizza Hut, Habib’s, até que decidi trazer um projeto de educação empreendedora para Balneário.

Empresária em Balneário

Na época, fui até a Acibalc (Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú), em busca do que faziam pelo jovem empreendedor. 

Em Balneário ainda não se falava muito sobre. Aí juntei amigos e começamos a reativar o Núcleo Jovem, que antes tinha e não continuou. 

A Maria Pissaia, que foi minha sócia por 8 anos, participava do Núcleo Jovem de Itajaí, e veio para participar em Balneário porque mora aqui. 

Nos tornamos sócias, mas decidimos vender a empresa (o Grupo Preze) no fim de 2020. Foram anos de muito trabalho, muita dedicação e empenho. Deu certo porque unimos força, trabalhamos bastante, tínhamos muita experiência e vivência. Tocamos o negócio muito bem, foi super saudável durante todos os anos que existiu. Por propósitos diferentes, decidimos vender a empresa.

Coach na área da liderança

Eu já havia desenvolvido um processo de treinamento dentro da Preze. Comecei a fazer formações, que me capacitaram ainda mais nesses anos. Ano passado comecei pós em Neurociência e Desenvolvimento Humano, sou ministrante de vários cursos, desenvolvi o meu método – um treinamento meu e do Fabrício (Oliveira, prefeito de Balneário e marido de Mozara), que lançamos agora. O conhecimento é libertador, fiz várias formações junto da Educação de Balneário e dentro da prefeitura também, além de muitas na igreja onde congrego há 10 anos (a Embaixada do Reino de Deus). Tenho liderança para mulheres dentro da igreja. 

Nunca encontrei dificuldade por ser mulher, me sentia privilegiada, cuidada. Fui promovida cinco vezes no McDonald’s; morei fora, concorri com homens lá, conquistei meu espaço. Em momento algum me senti desmerecida, sempre aprendi muito desde pequena a encontrar meu espaço, tive oportunidade de ter família, bons exemplos, ver meus pais empreendendo, conquistando coisas.

As mulheres começaram a se abrir mais para o mundo dos negócios, é a minha opinião. 

Por que não tem tanta mulher na política? Porque precisa trabalhar isso dentro de casa, muitas vezes precisamos fazer escolhas: ser mãe ou empresária, ou trabalhar na política, e acaba que mulheres às vezes não conseguem estar no negócio, na política… mas a internet, a facilidade da comunicação, pode facilitar mulheres a se envolverem mais, precisamos instigar isso, para que participem.

“O nosso papel hoje é encontrar o nosso lugar”

O que vejo que precisa mesmo é respeitarmos a nós mesmas e as escolhas de cada uma, ser feliz com o que lhe faz bem. O nosso papel hoje é encontrar o nosso lugar. O que vejo hoje, é que muitas mulheres não conseguem se relacionar porque não conseguem se deixar ser cuidadas, vivem uma busca incessante por aprovação absurda, algo que não tem sentido e que vai ser uma busca eterna, pois buscam por algo que está dentro de si. Vivem uma distorção de identidade – quando não sabem quem é, começa a fazer coisas para ser amada, e ter coisas para ser amada, quando na verdade você só precisa ser você. É sobre restauração de identidade – quero ser mulher e não ter filhos, beleza! 

Quero ser profissional, mas quero ser mãe e esposa, tudo bem! O que precisamos é apoiar as pessoas, não provar nada para ninguém, respeitar a individualidade de cada mulher. Atendo mulheres que ocuparam espaço que não era delas, que se sobrecarregaram… precisamos falar, instruir, porque vejo pessoas perdidas.

Acredito que realmente o ser, a mulher, é algo que tem capacidades e habilidades extraordinárias, podemos ser mãe, gerar vidas, mas essa capacidade natural de cuidar, influenciar – somos influenciadoras por natureza… ser mulher é extraordinário, precisa ser celebrado, lembrado. Para manter conquistas do passado precisamos estar lembrando. Afinal, difícil não é chegar no topo e sim se manter lá, difícil é manter resultado da revolução durante vários anos”.

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“Ser jovem, mulher, mãe e filha do fundador foram alguns “pré-conceitos” que tive”

Tatiana Rosa Cequinel, presidente da EMBRAED e uma das 20 mulheres de sucesso na lista Forbes

(foto Rodrigo Luft)

Trajetória na EMBRAED

“Sempre gostei do universo de design e arquitetura, e acompanhei meu pai desde pequena na trajetória da EMBRAED Empreendimentos. 

Recordo que quando pensava em qual faculdade seguir, ele me disse: “faça Administração de Empresas, assim você poderá ter uma visão mais ampla do negócio e trabalhar com inúmeros arquitetos”. 

Dessa forma, optei por essa profissionalização e outros cursos no ramo. Entretanto, faço questão de acompanhar a equipe de diversas áreas e o que há de mais moderno e inovador no mercado mundial, além de participar ativamente de todo o desenvolvimento do conceito, do projeto e do design de interiores de cada empreendimento. 

Também, em minha trajetória, fui responsável pela criação da EMBRAED Home, em 2006, empresa do Grupo especializada em decoração de interiores com seleção especial de móveis e objetos exclusivos que vão do clássico ao contemporâneo.

Em 2013, com 35 anos, assumi a presidência da EMBRAED Empreendimentos e, em meio a um segmento quase completamente dominado pelos homens, iniciei o processo de desenvolvimento e profissionalização dos negócios. Buscamos tecnologias, sistematização e organização dos processos, com base nos mais modernos princípios da governança corporativa e auditoria. 

Hoje, graças ao esforço, à dedicação e ao trabalho de toda equipe, somados à exclusividade e alta qualidade de nossos produtos, alcançamos o sucesso nacional e internacional, e seguimos em expansão. 

“Ser jovem, mulher, mãe e filha do fundador foram alguns “pré-conceitos” que tive que enfrentar”

Apesar de sempre ter acompanhado meu pai em todas as áreas da empresa, foi bastante desafiador no início. 

Ser jovem, mulher, mãe e filha do fundador foram alguns “pré-conceitos” que tive que enfrentar quando assumi a presidência da empresa. 

Mas, com o passar do tempo, com o foco em trazer constantemente inovações para os projetos, a profissionalização dos processos, a gestão corporativa e o desenvolvimento sustentável, todos foram percebendo as mudanças positivas, o meu empenho, a paixão, o desenvolvimento organizacional e profissional da empresa e consequentemente a solidificação da EMBRAED. 

Hoje, a EMBRAED tem números que confirmam seu sucesso absoluto. 

Ao todo, possui mais de 684 mil m² de área construída, 44 empreendimentos e 2.184 apartamentos entregues. 

Também foi reconhecida por uma das premiações mais importantes e tradicionais da economia brasileira, figurando entre as melhores e maiores empresas do ranking da Exame. Conquistou ainda a primeira colocação em satisfação do cliente na categoria Construtoras e Incorporadoras no prêmio organizado pelo Instituto MESC e foi eleita a número 1 na categoria construção civil na “Pesquisa Mulheres na Liderança 2021”, pela Ipsos e a ONG Women in Leadership in LatinAmerica (WILL), em parceria com os jornais Valor Econômico e O Globo e as revistas Época Negócios e Marie Claire, em função de suas práticas para equidade de gênero e ascensão feminina.

Destaque na Forbes

Estar na lista das ’20 Mulheres de Sucesso em 2022′ da revista Forbes, ao lado de tantas mulheres inspiradoras, é uma honra. É uma edição que sempre acompanhei e que destaca o protagonismo feminino em várias áreas. Por isso, representar a construção civil brasileira, um segmento quase completamente dominado pelos homens, também é um reconhecimento e responsabilidade. 

Aqui, na EMBRAED, por exemplo, temos mulheres em vários cargos: presidência, conselho de administração, gerentes, arquitetas, engenheiras, auxiliares de obra, contadoras, profissionais da segurança do trabalho, designers de interiores são alguns exemplos de cargos ocupados por mulheres.  

E todo o recrutamento, carreira e promoções são pautados na qualificação técnica, méritos do candidato e competências compatíveis com a função e cargo. 

Logo, também vejo a citação como reconhecimento à trajetória do meu pai, a minha e da minha família, mas também como resultado de todo o esforço, trabalho e dedicação da minha equipe, hoje composta por cerca de 700 colaboradores. 

E, além do protagonismo feminino, vejo também como um reconhecimento às iniciativas sociais da empresa como é o caso da criação do Instituto Rogério Rosa (em homenagem ao meu pai e fundador da empresa), criado no ano passado e que articula ações com outras entidades locais seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mulheres nos negócios: números estão crescendo

Com certeza acredito que as mulheres estão conquistando mais espaço e buscando cada vez mais qualificação. Inclusive, são as mulheres que têm mais acesso ao ensino superior atualmente, apesar de ainda representarem uma minoria em áreas exatas como engenharia. Logo, um dos desafios seria estimular o ingresso de mulheres em outras áreas do conhecimento, assim como na política, para termos mais representatividade. 

Outro dado interessante é que menos de 10% dos profissionais da construção civil são mulheres no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (2015) e isso pode ser observado principalmente no canteiro de obras. 

Uma profissão que exige mais esforço físico. Entretanto, temos percebido, aos poucos, uma maior procura das mulheres também para essas funções, especialmente no caso de setores que exigem um alto cuidado e atenção com detalhes como no caso da instalação de pisos, tapetes de mármore e outros acabamentos. 

Conquistar espaço no mercado de trabalho, direito ao voto, entre outras vitórias foi um começo, mas infelizmente, ainda vemos tantos casos de abuso e feminicídio. 

As pessoas precisam ter mais respeito, educação, gentileza e cordialidade umas com as outras. 

São valores que vão além do Dia da Mulher e precisam ser estimuladas, estudadas e transmitidas para todas as épocas do ano. 

Por outro lado, acredito que as datas comemorativas são importantes, porque nos ajudam a relembrar valores, inspirar pessoas e olhar para o futuro. 

Daí também a importância de ideias como a da revista Forbes, e agora também do Página 3, de olhar para esse lado, em retrospectiva, reconhecendo iniciativas que já existem ao nosso redor, inclusive no mundo dos negócios. Ainda temos muito para melhorar em termos de educação e representatividade”.

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“Acredito muito na preparação, capacidade, comprometimento e boas ideias”

Juliana Tedesco, Diretora Executiva da Tedesco Marina e Atracadouro Barra Sul

(foto Arquivo pessoal)

Negócio faz parte do DNA da família Tedesco

“Sou natural de Porto Alegre, formada em Administração de Empresas pela Ulbra e Direito pela Univali. 

Comecei a trabalhar com 18 anos na empresa Primo Tedesco, em Porto Alegre. 

Em 2000, morei um ano no Canadá  e Estados Unidos para estudar inglês e pesquisar sobre modelos de marinas. 

Em 2001, vim morar em Balneário Camboriú. 

Administrei a Expressul e, após, o Grupo Tedesco iniciou o projeto da Tedesco Marina do qual administrei desde a construção  até hoje. 

Atualmente, sou Diretora Executiva da Tedesco Marina e Atracadouro Barra Sul, Conselheira Administrativa na Bontur, Parque Unipraias, e Vice- Presidente da Tedesco S/A e ainda trabalho ao lado da minha irmã Patrícia Tedesco no grande projeto do Multiparque, último projeto idealizado pelo pai, Júlio Tedesco.

Juliana e a irmã, Patrícia, comandam o Grupo Tedesco atualmente

Sempre trabalhamos junto com o pai desde que começamos a faculdade e a experiência da vivência diária com ele é nossa maior bagagem. Trocávamos ideias e informações diariamente. O pai nunca buscou um sucessor, ele sempre teve pessoas de confiança ao seu lado e formou equipes que administram os empreendimentos. 

Ele era e é ainda a figura forte do grupo, e todos estão seguindo como sempre foi e assim será, a continuação do trabalho nos mesmos moldes agora encabeçado por mim e pela Patrícia.

Preparação, capacidade, comprometimento e boas ideias 

Já estamos vivendo em uma época em que as mulheres estão muito mais independentes e buscam sua realização profissional e pessoal. 

Acredito muito na preparação, capacidade, comprometimento e boas ideias para que se tenha sucesso nos negócios e na carreira. 

Os desafios ainda são muitos como por exemplo, equiparação salarial e cargos de confiança um parâmetro dessa disparidade ainda são poucas mulheres CEO de empresas. 

As mulheres estão cada vez mais livres para decidirem suas vidas, quebrando paradigmas e podendo decidir questões como se querem casar ou não, se querem ter filhos ou não e está tudo bem porque elas estão tomando a frente de suas vidas e assim tendo a liberdade de serem quem querem ser”.

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“Temos mulheres com muita capacidade em nossa cidade”

Luciene Cristine Vieira é empresária do segmento comercial e ligada ao associativismo

(foto Arquivo pessoal)

“O que falta para as mulheres chegarem ao mesmo patamar de liderança do que os homens é hábito e mudança social”

“Eu sou uma mulher que celebra muito as vitórias de tudo o que as outras mulheres conquistaram por nós – o voto, as leis trabalhistas, a licença maternidade; as vitórias na lei de proteção à criança e ao adolescente, que dizem que as meninas não podem casar, que infelizmente é algo que ainda acontece no mundo – com muitos países tendo legislações que protegem as crianças do casamento infantil, e a lei não se aplica, inclusive aqui no Brasil. Mesmo assim, ainda temos gravidez na adolescência, a cada hora 48 bebês de mães adolescentes nascem no Brasil. 

Acho que é importante alertarmos que ainda há muito a conquistar e que essa não é uma questão só das mulheres. Somos 52% da população brasileira e se esse 52% tiver condições de se desenvolver, imagina que país maravilhoso poderemos ter, mas hoje temos evasão escolar para cuidar dos filhos, diferença salarial com os homens e até mesmo trabalho sem remuneração. Com isso, nosso país vai continuar estando sempre em desenvolvimento.

Também vejo muitas vitórias, principalmente na área do empreendedorismo. Temos muitas mulheres trabalhando na área financeira, em bancos, porque há muito tempo os bancos perceberam que as mulheres têm o seu dinheiro e eles têm interesse no dinheiro do público feminino. Acho que essa é uma grande lição – não existe gênero para dinheiro, para carreira, para habilidade ou inteligência. Nós temos as mesmas condições, físicas e intelectuais do que os homens, então o que falta para as mulheres chegarem ao mesmo patamar de liderança do que os homens é hábito e mudança social.

Empreender no Brasil é ainda mais difícil sendo mulher

Ser empreendedor no Brasil é difícil para qualquer pessoa, para as mulheres foi ainda mais difícil porque havia aquele mito de que as mulheres não sabem ser líderes, não sabem administrar seu negócio, são fúteis, supérfluas e não tem visão de negócio. Nada mais estúpido. 

Temos mulheres com muita capacidade em nossa cidade, eu sou um exemplo disso em minha família, mesmo o meu negócio sendo familiar a minha mãe também é uma mulher muito boa de negócios, e eu espero ter herdado isso. Somos duas mulheres e dois homens administrando o negócio. Fazemos de tudo, tanto eu, quanto minha mãe, meu pai e meu irmão.

Mulheres são boas de negócio: números comprovam isso

Eu gosto sempre de lembrar do Nobel da Paz, que é o economista Muhammad Yanus, um indiano chamado de ‘banqueiro dos pobres’. 

Ele é economista, tem várias empresas de crédito, e trabalha com o microcrédito – essa expressão nasceu com ele. 

É muito curioso, ele acredita que a paz pode ser construída através da eliminação da desigualdade social. Ele trabalha com pobres na Índia, e quase 90% dos clientes dele são mulheres. 

Ele fez pesquisa e viu que o dinheiro que a mulher investe fica na comunidade, investe em educação familiar e não só cumpre com seu compromisso como dobra tudo que realmente se aplica à ela. Ela reinveste. Existe preconceito, mas números estão para provar que as mulheres são boas de negócio”.

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“Eu sempre digo que a mulher sempre está no futuro”

Karina Elisa Schweder de Lima é proprietária do Laboratório Camboriú e colunista social

(foto Arquivo pessoal)

Essencial para o desenvolvimento da empresa

“Minha trajetória profissional começou aos 19 anos, quando de professora de educação infantil em Blumenau eu de repente aceitei um convite para gerenciar a primeira loja masculino com um conceito inovador. Daí pra frente, logo casei e tive 4 filhos, e estive ao lado do meu falecido esposo, por quase 30 anos na empresa familiar, laboratório de análises clínicas. 

Tenho certeza de que fui essencial para o desenvolvimento da empresa, principalmente no atendimento e lida com o público, já que a minha função administrativa sempre foi o primeiro contato, acolhimento e aquele jeitinho, que eu sempre amei dar, ajudando todos ao meu alcance. Inclusive hoje, afastada há três anos dessa função presencial, ainda atendo quem me procura e presto minha ajuda sem titubear. 

Meu esposo sempre dizia que eu era o coração do laboratório e fazia um trabalho psicológico completo com os pacientes que viravam amigos nas horas difíceis, passando por enfermidades e momentos ímpares. 

“Sem mimimi”

Desta forma acredito muito na força da mulher no mundo dos negócios, sem mimimi, simplesmente pela competência, trato e inteligência intuitiva mesmo. As mulheres prospectam e realizam, sonham acordadas e fazem acontecer, são qualificadas para produzir e criar em diversas situações, elas são lindas, estão conquistando cada vez mais lugares de respeito, responsabilidade e destaque.

Desafios

Ao meu ver, a mulher já nasceu tendo desafios, ela cresce e os desafios vão mudando, mas nunca acabam, vivem se desafiando, porque a mulher, comprovadamente, é capaz de processar várias situações, vivenciar várias emoções e ficar ali, firme e forte, então essa figura da mulher, é tudo de bom nesse mundo.

A mulher está no futuro

Quando falamos de futuro, eu sempre digo que a mulher sempre está no futuro, sempre está adiante das situações, uma mãe por exemplo, está sempre ligada na família e faz as projeções para tal, uma profissional com certeza também está sempre alinhada e tem um planejamento impecável, porque mulher é assim…

O Dia da Mulher é uma forma de homenagear esse ser especial e também de reconhecimento pelas conquistas das mulheres que nos antecederam, foram lutas que merecem ser honradas. Eu tenho muito orgulho da minha trajetória como filha, como esposa, como empresária e como mãe, inclusive de três lindas mulheres e agora como avó.

Estou há 16 anos na área da comunicação, como colunista, paralelamente ao voluntariado, tenho certeza do meu papel em cada lugar, do exemplo e do tanto de pessoas que um dia já puderam se inspirar em mim, por isso devemos nos orgulhar sim, nos valorizar e viver tudo o que quisermos viver! 

Parabéns a todas as mulheres, todas mesmo, as que trabalham em casa, na rua, no campo, você, mulher, é a perfeição criada por Deus, acredite sempre na sua força!”.

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“Quando a mulher tem consciência do seu papel, ela flui mais leve”

Andrieli Bonassoli é empresária, mastercoach, analista de perfil comportamental e palestrante

(foto Arquivo pessoal)

“O coach entrou na minha vida em 2018, quando eu fiz uma transição de carreira. Sempre trabalhei na indústria, sou formada em Logística e durante 12 anos trabalhei na área de Planejamento. 

Mas sempre fui apaixonada por vida, por ajudar a transformar pessoas e 2018 foi o start disso, e para chegar ‘lá’ precisei me transformar. Foi isso que aconteceu. 

Eu gostaria de ter feito antes, mas virei a chave e desde lá sigo impactando vidas, de forma pessoal e também junto de empresas. Trabalho com marketing também.

Os desafios foram vários e seguem até hoje, são diários, mas quando eu não tinha esse entendimento e não havia ressignificado as minhas crenças limitantes eu acabava retrocedendo. Fui aperfeiçoando minha inteligência emocional e consigo atingir novos patamares e projetos, e tem sido incrível, extraordinário.

O meu coração arde, queima por ajudar mulheres. 

Uma mulher apoiada faz o impossível, e através do meu trabalho consegue ajudá-las nisso. 

O meu sonho é ver mulheres voando, e por isso o meu trabalho me traz uma alegria imensa porque realmente é uma metodologia que funciona, e me traz uma satisfação imensa. Os resultados são tremendos na parte pessoal e fortalecendo ainda a parte profissional, trazendo clareza, assertividade, sem passar por cima de ninguém. 

Quando a mulher tem consciência do seu papel, ela flui mais leve. 

Equilíbrio é construção diária para assim conseguirmos superar nossos medos e limitações. 

Quando temos clareza, a vida flui. A rivalidade feminina também precisa acabar, quando nos apoiamos temos ainda mais força, mulheres unidas com sabedoria crescemos ainda mais, sem medo de ser ‘alvo’ de alguém. 

Nós mulheres temos um poder que homens não têm. A mulher tem intuição, visão de águia, e podemos conquistar grandes coisas”.


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