Pioneiro do vôo livre em Balneário Camboriú quer incentivar a volta de eventos radicais

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“Estamos na cabeceira da pista, aquecendo os motores, prontos para decolar com os esportes radicais outra vez”, disse Balduino Fabris Filho (Sagui), pioneiro do vôo livre em Balneário Camboriú, na década de 70.

Entusiasmado com a resposta do público no evento que comemorou os 40 anos do Clube Laranjeiras de Voo Livre (CLVL), sábado (2), na praia Central de Balneário Camboriú, Sagui acredita que este foi o primeiro sinal para trazer de volta esportes radicais.

(Divulgação/PMBC)

“O primeiro alcançou o objetivo, foi um evento de confraternização, onde pudemos mostrar que ainda estamos por aí, fomentando esportes radicais em nossa cidade, como fizemos no início da década de 70. Foi um encontro de cunho esportivo, familiar e cultural, o público elogiou a iniciativa de dar uma acordada nos esportes radicais da cidade pois estamos aos poucos perdendo essa cultura”, disse. 

O Clube Laranjeiras de Voo Livre (CLVL), fundado em 1º de agosto de 1985, foi quase uma exigência na época, para Sagui representar Balneário Camboriú em competições nacionais.

“Para ser filiar à Associação Brasileira de Voo Livre, cada estado tinha que ter três clubes, senão não aceitavam. Recebemos apoio de amigos e fundamos o clube e eu pude competir oficialmente”, contou.

Sagui disse que esse foi só o primeiro passo… (Divulgação)

Participaram do encontro pioneiros do vôo livre, além do presidente da Associação de Skate de BC, presidente dos Clubes de Vôo Livre e da Associação Catarinense de Vôo Livre, o presidente da Confederação Brasileira de Skateboard, Eduardo Dias.

(Divulgação/PMBC)

“O que fizemos no sábado foi um evento histórico, apresentando as origens e preparando o terreno para o futuro. Acho que o momento é propício para a retomada de eventos e festivais ligados ao voo livre na cidade, porque Balneário Camboriú está pronta para se tornar a capital do vôo livre no sul do país”, acredita.

O público conheceu a história do esporte radical em uma exposição do Museu do Vôo Livre, que apresentou equipamentos, documentos e fotos.

(Divulgação/FMEBC)

“Construímos uma rampa especialmente para o evento, fazia 45 anos que eu não construía uma pista. Vieram voadores de diversas cidades, porém as condições atmosféricas não estavam propícias para voar”, disse Sagui, agradecendo a Fundação Municipal de Esportes e a Fundação Cultural pelo apoio.

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