Quem é a brasileira que brilhou no 'Oscar' do surfe de ondas gigantes

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(UOL/FOLHAPRESS) – Aos 44 anos, a paranaense Michaela Fregonese fez história no Big Wave Challenge 2025, a maior premiação do surfe de ondas grandes no mundo.

No último sábado, em Newport Beach, Califórnia, ela conquistou dois dos troféus mais prestigiados: Onda do Ano e Maior Onda do Ano, ambos por uma performance impressionante em Jaws, no Havaí —um dos picos mais temidos e respeitados do planeta.

“Com certeza é fruto de muito trabalho, dedicação e do amor por esse esporte pelo qual sou completamente apaixonada: o big surf. Muito obrigada a todos que torceram por mim, que cruzaram meu caminho nessa trajetória e que, de alguma forma, me ajudaram a chegar até aqui para receber esse prêmio. Jaws é, sem dúvida, a onda que mais amo no mundo e que mais alegrias já me deu”, afirma Michaela.

TRAJETÓRIA

Natural de Curitiba, Michaela começou no mar ainda criança, aos 12 anos, com um bodyboard presenteado pela irmã.

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Pouco depois, migrou para a prancha e, ao se mudar para o Havaí, aprendeu a lidar com a força do mar em ondas lendárias como Pipeline e Waimea.

Foi nesse ambiente que passou a se arriscar cada vez mais em ondas gigantes, construindo o caminho que a levou a se tornar uma das principais big riders do mundo.

ACIDENTE NO MÉXICO

Essa trajetória não foi sem obstáculos. Em 2019, durante uma competição em Puerto Escondido, no México, sofreu um grave acidente: um tombo em cima das quilhas de outra prancha perfurou seu abdômen, levando-a direto ao hospital.

A recuperação foi dura, mas sua volta por cima aconteceu no mesmo ano, quando venceu o Itacoatiara Big Wave, em Niterói, em condições extremas.

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PIONEIRISMO

No Brasil, Michaela também marcou seu nome na história. Foi a primeira mulher a surfar a mítica ‘Avalanche’, no Espírito Santo, em 2021.

Ela também já havia se aventurado antes em outro pico desafiador, a Urca do Minhoto, no Rio Grande do Norte.

Além do talento e coragem, a conquista de Michaela reforça a tradição brasileira no surfe de ondas gigantes, já marcada por nomes como Maya Gabeira – atual recordista mundial com uma onda de 22,4 metros em Nazaré, Portugal.

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