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Balneário Camboriú
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Uso de Naming Rights para Estádio das Nações volta a ser discutido

A cidade possui lei sobre o assunto, mas utiliza pouco do recurso

Depois de uma visita ao Estádio das Nações (Estádio Municipal Eduardo Zeferino Tiago) esta semana, a vereadora Juliana Pavan viu a necessidade de revitalizar o local. Uma sugestão feita por ela é a utilização de Naming Rights (prática da concessão de direitos de empresas, que compram ou alugam o nome de algum estabelecimento, eventos, etc., trocando para o nome da própria empresa ou de algum produto), que já é lei em Balneário Camboriú desde 2016, de autoria do vereador André Meirinho. 

Em setembro do ano passado, Meirinho esteve no estádio e  também sugeriu a utilização de Naming Rights.

No Estádio e na pista de atletismo

Juliana no Estádio das Nações (Divulgação/Gabinete)

Juliana observou a necessidade de melhorias tanto no Estádio das Nações como na Pista de Atletismo, que fica no complexo. Hoje, dois atletas do Instituto Atletismo Balneário Camboriú (IABC), Anny Caroline de Bassi e Douglas Hernandes Mendes, medalhistas no Pan-Americano de Santiago, não conseguem realizar todos os treinos na pista e precisam ir treinar em Itajaí.

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Uma das soluções apresentadas pela vereadora ao Executivo é a exploração do Naming Rights do Estádio das Nações, proporcionando uma fonte de financiamento para melhorias essenciais, como uma pista oficial de atletismo, equipamentos esportivos para a comunidade e iluminação para atividades noturnas. 

“A proposta de Naming Rights surge em um momento crucial para o Estádio das Nações, que foi recentemente interditado devido a várias irregularidades. A segurança dos torcedores e atletas estava comprometida pela falta de estrutura adequada para eventos esportivos com público. Além disso, a infraestrutura física estava em péssimas condições, representando riscos de acesso indevido e falta de segurança elétrica. A ideia é arrecadar fundos para todas as melhorias necessárias, garantindo que nosso Estádio seja um local seguro e moderno para eventos esportivos. Ao explorar o Naming Rights, poderemos revitalizar o Estádio”, disse.

O que diz o vereador autor da lei*

Meirinho no Estádio em setembro (Divulgação/Gabinete)

O vereador André Meirinho fez a sua tese de doutorado sobre o tema (a primeira do Brasil sobre o assunto) e é também o autor da lei de Naming Rights de Balneário Camboriú – que foi a primeira aprovada no país. 

Ele opinou que é importante que mais vereadores destaquem o uso de Naming Rights na cidade, já que a lei foi aprovada em 2016 e pouco colocada em prática. 

“É importante que se defenda a prática, a implementação, independente de quem esteja tocando a cidade daqui para frente, quem vai estar como prefeito, o que importa é que a prática seja aplicada com equilíbrio, com o apoio da comunidade, mas que esse mecanismo seja utilizado, porque qualifica espaços, a comunidade não tem que pagar mais um imposto, e as marcas podem se beneficiar e utilizar espaços para propaganda, já que Balneário Camboriú projeta tanto”, pontuou. 

Meirinho disse que desde a aprovação da lei ela foi pouco utilizada – um exemplo foi a arena de verão, em 2022/2023, patrocinado por uma marca de apostas esportivas. 

“Chegou a arrecadar mais de R$ 2 milhões, mas dava para arrecadar muito mais, com planejamento, fazendo com antecedência. Um exemplo é o Réveillon, mas tem que licitar muito antes, dá para fazer contrato até por mais tempo, está previsto na lei. A empresa que vinculasse a marca com o Ano Novo poderia divulgar o ano todo”, acrescentou.

O vereador disse que quanto às instalações, a exemplo do Estádio das Nações, o uso de Naming Rights traz muitos benefícios. 

“Estive no Estádio das Nações em setembro/2023 e falei sobre essa possibilidade citada agora pela vereadora Juliana. Vejo que o que pudermos agregar em patrocínios, não apenas no nome no estádio, mas para aumentar arrecadação, auxiliar na manutenção do espaço e diminuir despesas – o Naming Rights é uma forma inteligente e as empresas têm interesse em investir. O pessoal já chama por Estádio das Nações, embora o nome seja outro, então poderiam chamar por outro nome, a exemplo do Allianz Parque e o mais recente Morumbis. É uma tendência mundial, inclusive muito forte lá fora (mais informações podem ser conferidas em uma palestra de Meirinho sobre o tema, aqui”, disse, citando ainda as estações de metrô que são patrocinadas também. 

Meirinho completou afirmando que para o Naming Rights de fato ser utilizado em Balneário Camboriú demanda atitude do Poder Executivo. 

“Fomos pioneiros com a lei, outros lugares estão utilizando, eu recebi até prêmio no Conselho Federal de Administração (relembre aqui), temos muitas informações, mas precisa de vontade pública”, finalizou.

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