Santa Catarina colhe mil toneladas de pitaia na safra 2020/2021

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Santa Catarina encerra a safra de pitaia com volume estimado em mil toneladas comercializadas, representando um crescimento em torno de 60% em comparação à safra 2019/2020. Esse volume superou as expectativas da Epagri, que presta assessoria aos produtores dessa fruta, concentrados o Sul do estado. “Foi uma safra com clima bem favorável, com precipitações bem distribuídas. Aliado a isso, boa parte dos pomares implantados entraram na fase adulta acarretando em maior produção”, destaca Ricardo Martins, engenheiro-agrônomo e extensionista rural da Epagri em Maracajá.

O levantamento de produção foi realizado pela Epagri e pelas cooperativas Cooperja, de Jacinto Machado, e Coopervalesul, de Turvo. Segundo Ricardo, esse volume comercializado consolida Santa Catarina como um dos principais polos produtores de pitaia no Brasil. Estimativas preliminares realizadas apontam área de produção em torno de 200 hectares, com cerca de 150 famílias envolvidas. “Em 2021 faremos um levantamento sócio- econômico da cultura da pitaia de forma a caracterizar melhor os dados de produção em no estado”, informa o engenheiro-agrônomo Diego Adilio da Silva, líder do Programa Fruticultura da Epagri no Sul Catarinense.

Na avaliação de Diego, a expansão da pitaia em Santa Catarina, em especial no Sul Catarinense, vem ocorrendo de forma significativa, principalmente devido à organização da atividade em cooperativas, alternativa de diversificação nas atividades econômicas da pequena propriedade rural e assistência técnica permanente nas propriedades.

Mercado consumidor

O maior consumidor da pitaia catarinense está no Brasil, mas este ano parte da produção foi exportada para países da Europa e da América do Norte (Foto: Ricardo Martins)

O principal destino da fruta no mercado interno são as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Este ano parte da produção foi exportada para países da Europa e da América do Norte. O extensionista Ricardo afirma que há uma tendência de queda nos preços pagos aos produtores em virtude do aumento de produção e pouca popularidade da fruta. “A pitaia ainda é uma fruta muito desconhecida em diversas regiões do país. Dessa forma, há a necessidade de ampliar o leque de comercialização, principalmente com a exportação. A industrialização também é uma excelente oportunidade para alavancar e agregar valor à cadeia produtiva”, diz ele. A Epagri, inclusive, oferece cursos para orientar produtores no processamento da pitaia e auxilia na prospecção de novos mercados, a exemplo do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

  • Ricardo Martins, extensionista rural da Epagri em Maracajá, pelo fone (48) 3529-0118/ 99626-2974.

Fonte: Assessoria Comunicação/Epagri

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