Os quatro acusados de envolvimento no assassinato de Marcos Antônio Serpa, de 37 anos, morto a tiros na Rua 901, no Centro de Balneário Camboriú, em janeiro de 2024, foram condenados em júri popular realizado na quinta-feira (26).
A informação foi confirmada pela irmã da vítima, que entrou em contato com a reportagem. Segundo ela, os réus eram pessoas próximas à família. “Eram amigos do meu irmão, dormiam na cama do meu irmão, comiam na mesa juntos. E para não pagar o que deviam, planejaram e executaram meu irmão”, afirmou.
De acordo com as informações repassadas à reportagem: Wesley Rambaldi, apontado como mandante, foi condenado a 16 anos de reclusão.
Elias de Oliveira Junior (atirador) recebeu pena de 14 anos de reclusão. Conforme relatado, ele já respondia por outros crimes em Jacupiranga (SP), como ocultação de cadáver e tráfico de drogas, mas teria obtido benefício após se declarar culpado. Samuel Farias de Ponce, tio da esposa de Wesley, foi condenado a 12 anos de reclusão.
A esposa de Wesley, Silviane Ponce Batista Rambaldi, que respondia em liberdade, teve a prisão decretada durante o julgamento e foi condenada a 18 anos e 8 meses de reclusão, sendo considerada mentora do crime.
Ainda segundo a família, o Tribunal reconheceu que o homicídio ocorreu por motivo torpe. Os réus alegaram que sofriam ameaças da vítima, versão que, conforme informado, foi rejeitada durante o julgamento. Também foi fixado um valor mínimo de R$ 90 mil a título de reparação simbólica à família.
RELEMBRE O CASO

Marcos Antônio Serpa foi assassinado em 29 de janeiro de 2024, na Rua 901, região central da cidade. Ele dirigia um Land Rover quando foi atingido por disparos na cabeça, nas proximidades da residência onde morava.
Na ocasião, a Polícia Militar informou que dois homens em bicicletas teriam participado da execução. Desde os primeiros levantamentos, a principal linha de investigação apontava para um possível acerto de contas, já que a vítima possuía passagens policiais por agiotagem.
Em maio de 2024, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú, prendeu no Paraná o homem apontado como mandante do crime. A investigação indicou que a motivação teria sido uma dívida de aproximadamente R$ 60 mil.
“Não estou aqui para dizer que meu irmão era um santo”
A irmã da vítima afirmou que a família não nega o histórico do irmão, mas destaca que nada justificaria o assassinato. “Não estou aqui para dizer que meu irmão era um santo, nem para dizer que o que ele fazia era certo”, declarou.
Ela relatou que a mãe faleceu oito meses após a morte do filho. “Ceifaram a vida de um filho, de um pai, os filhos dele sofrem, o meu pai enterrou o único filho e minha mãe não aguentou o sofrimento e partiu com o filho dela”, disse.

