O vereador Eduardo Zanatta (PT) será o único agente público de Balneário Camboriú a representar o município na COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá entre 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). Além dele, participarão outros moradores de Balneário, entre eles, a empresária Luciene Vieira, representante da UBV – Universidade do Bem Viver, organização social organizadora da Conferência Livre de Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú.
O evento, considerado o principal fórum global de discussão sobre o enfrentamento da crise climática, vai reunir chefes de Estado, representantes de governos, entidades ambientais, pesquisadores, empresas e organizações da sociedade civil de mais de 170 países.
Na Cúpula de Líderes está confirmado um número menor de delegações: 143 países. Nela estarão 57 chefes de Estado ou governo e 39 ministros. Por uma questão de segurança, o Itamaraty não divulga antecipadamente os nomes, mas já foi noticiado que Donald Trump e Javier Milei não devem participar da Cúpula.
O vereador Eduardo Zanatta está bastante feliz em participar do evento, quando Belém será a “capital do Brasil”, numa mobilização que colocará a Amazônia no centro das discussões mundiais sobre o clima.
“É uma honra poder representar Balneário Camboriú em um momento histórico. A COP30 será a primeira conferência climática realizada no Brasil e a primeira sediada na região amazônica. O mundo vai se encontrar em Belém para discutir o futuro do planeta”, diz.
Representando Balneário Camboriú na agenda global

O vereador participará como delegado da comitiva brasileira, com acesso a todas as atividades e salas de negociação (na chamada Zona Azul).
Segundo ele, a conferência é dividida em duas grandes áreas: a Zona Azul, voltada às negociações oficiais entre os países, e a Zona Verde, aberta à sociedade civil, onde ocorrem debates, apresentações de projetos, painéis e articulações paralelas.
Zanatta explica que sua participação acontece dentro da delegação credenciada pelo governo brasileiro, e que isso possibilita acompanhar de perto as decisões e acordos que definirão os próximos compromissos internacionais de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas.
“Participei da COP28, em Dubai, em 2023, também como membro da delegação brasileira. Já naquela ocasião era perceptível a expectativa pelo que chamamos de a COP da Amazônia, que é COP30. Agora, a realização no Brasil reforça o protagonismo do país e nosso compromisso com políticas e ações efetivas de enfrentamento à crise climática”, afirma.
Pautas locais com impacto global
Zanatta comenta que sua participação no evento vem através de temas que estão debatidos em Balneário Camboriú, especialmente os projetos de sua autoria voltados à sustentabilidade e à adaptação urbana.
Entre eles estão o BC Carbono Zero, primeira proposta de descarbonização da indústria da construção civil de Santa Catarina, e a Agenda 2030, que propõe diretrizes municipais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU – ambas em tramitação na Câmara.
“A agenda ambiental precisa ser tratada em todos os níveis, internacional, nacional, estadual e municipal. Precisamos que Balneário Camboriú tenha um plano de ação climática, com metas claras para mitigar e se adaptar aos efeitos do aquecimento global”, defende o vereador.
Efeitos das mudanças climáticas em Balneário Camboriú
Para o vereador, os impactos das mudanças climáticas já são perceptíveis no cotidiano da cidade.
“Não dá mais para acreditar que Balneário Camboriú alaga porque o bueiro entupiu ou que houve deslizamento só porque choveu demais. As mudanças no clima afetam a qualidade de vida das pessoas e também o desenvolvimento econômico da cidade”, diz.
Ele lembra que enchentes e alagamentos frequentes já vêm sendo registrados com maior intensidade nos últimos anos.
“E isso pode afetar diretamente nosso turismo, que é a principal vitrine de Balneário Camboriú, assim como houve a preocupação com as chuvas registradas em janeiro deste ano. Por isso, precisamos agir com planejamento e responsabilidade e vou para a COP30 também para ver o que os outros países estão fazendo e que pode ser adaptado para a nossa realidade”, completa.

