Poluição na praia central é alta porque reparo no tratamento de esgoto ainda não foi concluído

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A praia central de Balneário Camboriú continua apresentando impropriedade para banho e riscos à saúde dos frequentadores, na maior parte do tempo, porque a Lagoa de Estabilização da Estação de Tratamento de Esgoto ainda não está funcionando de maneira adequada. 

Na última sexta-feira a reportagem do Página 3 fez uma visita à Estação, guiada pelo novo diretor geral da Emasa, Julimar Dagostin, que detalhou o motivo do mau funcionamento da lagoa: faltam aeradores, peças que foram compradas nos Estados Unidos, mas ainda não chegaram.

Os aeradores insuflam ar no esgoto contido no tanque de aeração, ajudando na desinfecção, mas a quantidade instalada no momento é metade da necessária.

Essa lagoa, por erros da direção anterior da Emasa, ficou dois anos funcionando precariamente, condenando os moradores a um fedor insuportável ao longo do Rio Camboriú -e a cidade a duas temporadas com a praia central poluída.

O reparo custou cerca de R$ 5 milhões e foi executado em menos do 60 dias, uma comprovação inequívoca de má gestão -ou desejo deliberado de prejudicar a Emasa para privatizá-la.

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Julimar Dagostin, há muitos anos uma espécie de braço direito do prefeito Fabricio Oliveira, disse ao Página 3, dias atrás, que sob sua gestão ninguém privatizará a Emasa.

O diretor geral da Emasa, Julimar Dagostin (Foto: Waldemar Cezar Neto)

A expectativa é que a entrega dos aeradores ocorra em breve e o problema seja resolvido.

Os relatórios do Instituto do Meio Ambiente, reproduzidos abaixo, mostram como é instável a balneabilidade da praia central.

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