Briga entre moradores do Terraços da Rainha e dono de restaurante termina com interdição

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Uma confusão entre moradores do edifício Terraços da Rainha e o proprietário do restaurante Aragon, que funciona na cobertura do prédio, terminou com a interdição do estabelecimento na tarde de quarta-feira (15), em Balneário Camboriú. A decisão de interdição foi feita pelo 12º Batalhão de Polícia Militar, após o registro de desordem generalizada e risco à integridade física de pessoas no local.

Relatos de moradores

Moradores do Terraços da Rainha, que preferiram não se identificar, afirmam que a confusão começou após o zelador do prédio pedir que o proprietário do restaurante retirasse um totem instalado irregularmente na frente do edifício (a proibição do totem do restaurante foi aprovada em assembleia pelos moradores). O empresário teria reagido com violência.

“O dono pegou o totem à força, deu um tapa e cuspiu no zelador. Temos filmagens, e ele também ameaçou a família do funcionário. Não foi a primeira vez que isso aconteceu, ele já agrediu um condômino antes. Não podemos esperar para ver até onde vai”, relatou um dos moradores.

Os condôminos afirmam ainda que o restaurante opera acima do permitido. O proprietário teria ampliado o local sem autorização. “O restaurante vem descumprindo muitas coisas que o regulamento não permite e faz no estilo “vou dar um passo, vou indo e se alguém reclamar, vou ganhar no grito”. Há várias situações irregulares desde o início do funcionamento, em 2022. Tentamos conversar, mas ele já vem com grito, ele não conversa”, afirmou uma moradora, que citou que vivem sob constante ameaça.

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Os moradores alegam que estão acuados dentro de seus apartamentos, enquanto o empresário, que é inquilino já que aluga a cobertura para ter o restaurante, ‘continua faturando e agindo como se estivesse acima das regras’. “Nossa segurança está em risco”, destacou um morador.

PM interditou o restaurante

A Polícia Militar informou que a interdição foi feita ‘devido à desordem generalizada no local, o que colocava em risco a segurança de moradores e visitantes da região’, motivada por diversas denúncias e constatações de que o restaurante estava operando de maneira irregular, ‘promovendo aglomerações e gerando distúrbios que comprometiam a ordem pública e a tranquilidade dos frequentadores’.

Segundo o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Rafael Vicente, a Polícia Militar foi até o local e precisou agir imediatamente para evitar um desfecho mais grave. “Eu interditei pessoalmente o ambiente, porque estava uma briga generalizada.Teve vários boletins de ocorrência que foram feitos, realmente não tem acordo entre eles, moradores e comércio, eu vi a briga acontecendo e que se a polícia saísse dali, aconteceria alguma questão de risco de vida. Por isso, entendi pela interdição”, disse.

A opinião de Vicente é que não deve mais ter estabelecimento comercial no prédio, pois o restaurante funciona há três anos e desde então tem confusão. “Essa situação de quarta-feira foi a gota d’água. Vou enviar meu parecer ao desembargador com nossa opinião, para que ele decida, mas eu vejo que não deve mais ter [restaurante] nesse prédio, pois coloca em risco a vida das pessoas mesmo. Foi bem ruim o que aconteceu lá”, completou.

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A reportagem tentou contato com o proprietário do restaurante Aragon, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Se ele quiser se pronunciar, o espaço permanece aberto.

ATA MOSTRA POSSÍVEL DESCUMPRIMENTO POR PARTE DO RESTAURANTE

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