(Texto de assessoria do pré-candidato) – Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), respondeu ao governador Jorginho Mello (PL) sobre a polêmica envolvendo a Via Mar. Ao lado do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) e do senador Esperidião Amin (PP), o ex-prefeito de Chapecó voltou a afirmar que o governo não possui o projeto da rodovia e detalhou as etapas necessárias para a execução da obra.
“O senhor entregou um anteprojeto. Se tivesse o projeto pronto, por que está licitando o projeto agora? Está aqui (no site de compras do governo) a contratação do projeto. Dizer que em 40 dias as máquinas vão roncar é criar uma expectativa falsa apenas porque estamos em véspera de eleição. Não jogue esse jogo, porque ele não é leal com o catarinense”, afirmou Rodrigues.
No site de compras do Estado, aparece a concorrência aberta na última quinta-feira (25) para a elaboração de projeto básico e projeto executivo de engenharia, fases que levam meses para ficarem prontas.
O ex-prefeito de Chapecó também lembrou que a BR-101 é um gargalo que sufoca Santa Catarina e que cabe ao Estado cobrar e buscar soluções, mesmo se tratando de uma rodovia federal. Segundo ele, quando Jorginho assumiu o governo, em 2023, já havia uma empresa contratada para elaborar o anteprojeto, o que permitiria a abertura da licitação ainda em 2024.
“Segurou mais de 600 dias. Hoje estaríamos vendo a obra acontecendo”, afirmou ao mostrar que houve uma licitação ainda no governo de Carlos Moisés.
“Não é projeto, é um anteprojeto”
João também criticou o anúncio do governador ao lembrar de outras promessas não cumpridas.
“Governador, o senhor prometeu zerar a fila do SUS e ela aumentou (de 107 mil pessoas em 2023 para 116 mil em 2025, segundo dados do próprio governo). O senhor não entregou um projeto, entregou um anteprojeto”, disse Rodrigues antes de questionar Antídio Lunelli, ex-prefeito de Jaraguá do Sul, sobre a diferença entre as etapas.
“O anteprojeto é uma ideia inicial para que depois seja elaborado o projeto, que traz os detalhamentos de custos, licenças e desapropriações. Só depois, com o projeto pronto, é possível licitar a obra”, explicou Antídio, pré-candidato ao Senado no projeto de Rodrigues.
O senador e pré-candidato à reeleição, Esperidião Amin, reforçou a importância do projeto executivo, etapa que começou a ser licitada apenas na quinta-feira (25) pelo governo de SC.
“É o projeto executivo, com licença ambiental, detalhamento das desapropriações e todos os aspectos da obra, inclusive perfurações geológicas e estudos de impacto ambiental. É esse projeto que se licita para reduzir riscos durante a execução”, destacou Amin, que também é ex-prefeito.
Confira o vídeo:
