Deputado federal do MDB manda emenda para recapear condomínio de luxo onde mora em SP

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(FOLHAPRESS) – A Prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, usou recursos de emendas parlamentares do deputado federal Fábio Teruel (MDB-SP) para recapear o condomínio fechado onde ele vive, com artistas famosos como vizinhos.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (25) pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha.

No ano passado, o deputado destinou cerca de R$ 11 milhões em transferências especiais -as chamadas “emendas Pix”- para a cidade. Desse total, R$ 2,2 milhões foram usados para o recapeamento de oito ruas dentro do condomínio fechado Residencial Tamboré 1.

Teruel é radialista voltado ao público gospel e tem mais de 5 milhões de seguidores no Instagram. Além dele, personalidades como a cantora Simone Mendes (ex-dupla Simone e Simaria) e a influenciadora Deolane Bezerra (presa preventivamente em setembro de 2024 em uma investigação por lavagem de dinheiro) também moram no local.

O condomínio abriga quadras esportivas e reserva de mata nativa. Em sites de classificados de imóveis, há residências à venda com preços que variam de R$ 12 milhões a R$ 48 milhões.

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A Folha procurou a Prefeitura de Barueri para comentar o caso, mas não obteve resposta. A regulamentação de loteamentos de acesso controlado, de 2017, prevê situações em que recursos públicos podem ser usados para obras nesses espaços. Contudo, a destinação de emendas parlamentares para benefício direto do próprio parlamentar pode configurar improbidade administrativa.

A reportagem também procurou o deputado, que não atendeu à ligação nem respondeu a mensagens enviadas por WhatsApp. Sua assessoria também não respondeu.

As emendas Pix são alvo de questionamentos por falta de eficiência e controle. Um relatório divulgado em dezembro passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) apontou que apenas 2 dos 644 municípios paulistas fiscalizados pelo órgão informam, em seus portais da transparência, o recebimento desse tipo de emenda e a forma como o dinheiro é gasto. A capital paulista não entra na conta por ter tribunal próprio.

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