Caso envolvendo suposta arma em escola de Camboriú: pais de alunos apontam omissão e criticam gestão do caso

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Um episódio considerado grave envolvendo um estudante da Escola Municipal Andrônico Pereira, no Bairro São Francisco de Assis, em Camboriú, tem gerado forte repercussão entre pais e responsáveis, não apenas pelo ocorrido em si, mas principalmente pela forma como o caso vem sendo conduzido.

Relatos apontam que, na última terça-feira (24), um aluno teria entrado na escola portando uma arma de fogo do tipo pistola, além de um carregador e possíveis munições. A situação teria vindo à tona apenas dias depois, o que motivou indignação e cobranças por parte das famílias. Segundo testemunhos de estudantes, durante o recreio da manhã, um grupo de cerca de cinco alunos foi até o banheiro da escola, onde a arma teria sido exibida. 

Um dos relatos afirma que o objeto chegou a ser apontado para a cabeça de outro jovem, causando medo entre os presentes. Ainda conforme os alunos, uma imagem da arma teria sido registrada e compartilhada em um grupo de mensagens, sendo posteriormente apagada.

A situação teria sido comunicada a uma professora. Ao perceber que o caso havia sido denunciado, o estudante deixou a escola e não retornou. Antes de sair, ele teria escondido a arma em um dos banheiros da unidade. 

No dia seguinte, quarta-feira (25), outro aluno teria encontrado o objeto e o levou para fora da escola, entregando-o ao pai do estudante apontado como dono da arma. Há ainda relatos de que o menor teria dito a colegas que recebeu o item como “presente de aniversário”.

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Pais cobram transparência e relatam falta de acolhimento

A repercussão do caso ganhou força nos dias seguintes, com pais afirmando que não houve comunicação imediata por parte da escola. Muitos relatam que só souberam do ocorrido por terceiros ou pelas redes sociais. 

Nesta segunda-feira (30), um grupo de pais foi até a escola em busca de esclarecimentos, mas, segundo informações repassadas ao Página 3, eles não foram atendidos pela direção e ainda foram filmados de forma irregular por um professor, que seria marido da diretora. 

Os pais foram informados, de forma extraoficial, que o aluno envolvido está suspenso por tempo indeterminado. Houve registro de boletim de ocorrência sobre o caso e a escola teria contratado um vigia para reforçar a segurança.

A insatisfação também se reflete em críticas diretas à condução do caso. Uma mãe ouvida pelo Página 3 classificou a situação como “nota zero em gestão de crise”. 

“Ninguém deles tem culpa do ocorrido, mas o modo como estão lidando é, no mínimo, irresponsável”, afirmou.

Secretaria diz que não há comprovação dos fatos

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Camboriú informou que não há, até o momento, comprovação dos fatos na forma como vêm sendo divulgados. Confira a nota abaixo: 

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“NOTA À COMUNIDADE ESCOLAR

A Secretaria Municipal de Educação de Camboriú informa que, a partir de relatos recebidos sobre uma possível situação envolvendo estudante da unidade escolar, todas as medidas cabíveis foram imediatamente adotadas, conforme os protocolos legais e institucionais.

Desde o primeiro momento em que a situação foi sinalizada, nossa equipe realizou os encaminhamentos necessários, com registro de Boletim de Ocorrência com a denúncia e comunicação ao Conselho Tutelar, conforme previsto em lei.

Ressalta-se que, até o presente momento, não há comprovação dos fatos na forma como vêm sendo divulgados, tampouco foram apresentadas evidências materiais que confirmem algumas das informações veiculadas publicamente. 

A Secretaria reforça que todas as ações estão sendo conduzidas com responsabilidade, cautela e em diálogo com os órgãos competentes, priorizando a segurança, o cuidado e a proteção de todas as crianças e estudantes.

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Permanecemos à disposição das famílias para quaisquer esclarecimentos.

Secretaria Municipal de Educação de Camboriú”.

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