Com o objetivo de implantar a Guarda Marítima em Balneário Camboriú, o vereador Anderson Santos, o secretário de Segurança, Major Geraldo Rodrigues, o secretário de Articulação, Diogo Catafesta, o comandante da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, Fábio Rambo, e o diretor da Fiscalização de Posturas Artur Gayer, participaram de uma série de visitas técnicas no Rio de Janeiro, nesta semana (nos dias 15 e 16/10).
O objetivo foi conhecer o modelo em funcionamento na capital fluminense, que há cinco anos atua no ordenamento da orla e na fiscalização de embarcações, e avaliar como adaptá-lo à realidade local.
A principal reunião ocorreu na Secretaria de Ordem Pública do Rio de Janeiro, onde o grupo foi recebido pelo secretário Coronel Marcus Belchior e pela equipe da Guarda Marítima carioca.

Anderson Santos, que já havia defendido a criação da Guarda Marítima em gestões anteriores, afirma que a viagem consolida um passo técnico e político importante para tirar o projeto do papel.
“O antigo secretário de Segurança (Gabriel Castanheira) não quis dar andamento, mas esse é um pedido constante da comunidade da Barra e Barra Sul, especialmente na temporada, quando o problema da perturbação do sossego causada por embarcações com som alto se agrava. Conversei com a prefeita Juliana Pavan e conseguimos avançar. Agora temos um modelo testado e em funcionamento para seguir como referência”, explicou o vereador.
Durante a visita, a comitiva também conheceu o Centro de Operações do Rio (COR), sistema integrado que reúne diversas secretarias e faz o monitoramento em tempo real de ocorrências — e conversou diretamente com o Comando da Guarda Marítima do RJ.
“A orla do Rio é mais extensa, mas o formato é adaptável à nossa realidade. Conseguimos entender na prática o que funciona e o que precisa ser ajustado. A ideia é estruturar e implantar a Guarda Marítima de Balneário Camboriú o quanto antes, com base em uma abordagem técnica e eficiente”, disse.
O modelo proposto prevê a criação de um grupo especializado dentro da Guarda Municipal, nos moldes da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal), com cerca de oito guardas municipais focados em monitoramento, fiscalização e autuação dentro da orla marítima.

A atuação também incluiria parcerias com a Marinha, para que a Guarda tenha poder de fiscalização sobre embarcações e possa atuar tanto na segurança dos passeios náuticos quanto na prevenção de acidentes e perturbações sonoras.
“O Rio já tem cinco anos de experiência com a Guarda Marítima, e vimos de perto as correções que fizeram nesse período. Queremos trazer o aprendizado deles para Balneário Camboriú, garantindo ordem, segurança e tranquilidade para moradores e turistas. Tem também trabalho de lei seca que fazem. Estou muito confiante que vai dar certo e vai dar resultado. A proposta é que o grupo tenha capacitação e treinamento, para que já esteja em operação no próximo verão. Também será preciso estrutura, como embarcação”, acrescentou Anderson.
Além da pauta da Guarda Marítima, a viagem incluiu uma reunião no Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas (INPH), onde o vereador foi recebido pelo coordenador-geral Domênico Accetta. O encontro discutiu a possibilidade de parceria técnica para avaliar e propor soluções de drenagem na orla de Balneário Camboriú, especialmente em pontos críticos identificados durante períodos de chuva intensa.
“Estamos buscando referências que realmente funcionam. A Guarda Marítima é essencial para coibir abusos na orla, mas também para proteger quem utiliza o mar de forma responsável. E, paralelamente, estamos tratando da drenagem costeira, que é outro desafio da cidade. O importante é mostrar que Balneário Camboriú está se preparando de forma técnica e integrada para os próximos verões”, concluiu o vereador.
