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“É como ir para a guerra sem arma nenhuma”: secretária diz que equipe da Abordagem Social está mais receosa

Somente no último fim de semana, houveram três agressões a funcionários da Abordagem Social (equipe da Secretaria de Inclusão Social de Balneário Camboriú especializada em abordar e acolher pessoas em situação de rua). 

Nas últimas semanas, estão aparecendo cada vez mais casos de pessoas em situação de rua cometendo crimes na cidade – roubos, furtos, agressões e até tentativa de homicídio (e homicídio consumado). 

A situação acende um alerta e a prefeitura está tomando medidas para tentar resolver.

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Mulher que agrediu a funcionária da abordagem, segue circulando (Divulgação/PMBC)

A secretária de Inclusão Social de Balneário Camboriú, Christina Barichello, explica que os funcionários estão mais receosos em trabalhar, o que é ‘natural’, já que se sentem ameaçados. 

“Eles são literalmente ameaçados com faca, já houve funcionários agredidos, que tiveram o nariz quebrado. Eles [a equipe da Abordagem Social] têm treinamento para isso, mas não são policiais, são agentes sociais, psicólogos. É como ir para uma guerra sem arma nenhuma. É muito difícil”, diz.

Christina aponta que, diferente de grandes cidades, onde a população de rua é formada por pessoas que não têm onde morar, em Balneário 99,9% das pessoas em situação de rua são dependentes químicos. Ela exemplifica dizendo que hoje há mais de mil vagas de emprego abertas, e que nas abordagens na rua essas pessoas não aceitam ajuda – como ir para a Casa de Passagem tomar banho e ganhar roupas limpas, tratar a dependência química ou receber ajuda para melhorar de vida e voltar para o mercado de trabalho. 

“O que eu vejo é que não existe esse morador em Balneário que não pode pagar aluguel, e sim eles querem estar na rua, porque o ganho é de R$ 200 a R$ 500/dia e vai tudo para a droga. O poder público pode fazer tudo, mas se a população seguir dando esmola, vamos continuar financiando o tráfico. É como se, de alguma forma, os moradores estivessem investindo no tráfico, porque o dinheiro que você dá para o morador de rua, vai para droga. Eles ganham tudo, comida, roupas, abrigo – então vai para bebida ou droga”, acrescenta.

A secretária comenta ainda que outra coisa que ‘nunca pensou que ia viver para ver’ e que também está acontecendo é bandidos ‘se infiltrarem’ como pessoas em situação de rua, para passarem despercebidos. 

“Já teve pessoa que cometeu latrocínio, estuprador, outro que arrancou tornozeleira eletrônica. Em breve vamos divulgar um programa focado no combate à dependência química. Vamos agir, mas também precisamos do apoio da comunidade, que precisa entender que não pode dar dinheiro, não pode dar esmola, porque isso os incentiva a permanecerem na rua”, completa.


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