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Balneário Camboriú
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Show marca a Geminação do Cristo Redentor, do Corcovado, com o Cristo Luz, de Balneário Camboriú

A Geminação do Cristo Redentor do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, com o Cristo Luz, de Balneário Camboriú será celebrada em cerimônia nesta quinta-feira (15), às 19h, com um show no Cristo Luz.

A Geminação do Cristo Redentor do Corcovado com o Cristo Luz, vai partilhar experiências, assim como já foi realizado com o Santuário de Cristo Rei, em Portugal; o Cristo Redentore di Maratea, na Itália; o Cristo del Otero, na Espanha; e o Cristo Redentor de Itaperuna.

Os monumentos passarão a se conectar com parcerias nas áreas de Turismo, Cultura, Desenvolvimento Sustentável e Social. 

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O idealizador e diretor do Complexo Turístico Cristo Luz, afirma Mário Pretto, disse que é gratificante poder celebrar os 25 anos, fazendo a geminação com o Cristo Redentor, um imponente e histórico monumento para o país e para o mundo.

“O monumento Cristo Luz, há 25 anos vem iluminando nossa cidade e todos que a visitam. Como sempre citamos, o versículo João 8:12b “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, que através dessa luz, trazemos a nossa lembrança o legado que Jesus Cristo nos deixou de humildade, compaixão, fé e amor”, acrescentou Pretto. 

O reitor do Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor, Padre Omar, também falou sobre a importância do momento.

“Quando olhamos para o monumento ao Cristo Redentor, logo vemos os seus braços abertos, acolhedores e generosos. Mas, entre os braços, aos olhares mais atentos, sobressai a imagem do seu Sagrado Coração. Uma reflexão mais atenta revela o sentido do coração, centralizado, articulando o gesto acolhedor. O Cristo Redentor, no Corcovado, se alegra em admitir essa importante parceria. Viva o Cristo Luz! Viva o Cristo Redentor!”, destaca.

Além da cerimônia para oficializar a geminação do Cristo Redentor com o Cristo Luz, os convidados serão presenteados com o show do grupo “Nossa Voz”, seguida de um jantar.

Sobre o Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor do Corcovado

Símbolo nacional dos sentimentos cristãos do país, o Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor é um espaço originalmente sagrado, que contou com grande participação dos fiéis e empenho da população do Rio de Janeiro para a sua construção. A ele afluem pessoas de todos os povos e culturas. A elas, o Cristo Redentor acolhe, de braços abertos, para que sua presença real, em corpo e sangue, alma e divindade, viva na Capela Nossa Senhora Aparecida, toque seus corações. É lugar de celebrações culturais e culturais, de caridade, de diálogo ecumênico e inter-religioso, de peregrinação e de desenvolvimento sustentável.

Atribui-se a ideia original da construção de uma imagem de Jesus Cristo sobre o Monte Corcovado ao sacerdote lazarista francês Pierre-Marie Bos. 

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Esse missionário chegou ao Brasil em 1859, sendo designado capelão da igreja do Colégio da Imaculada Conceição, no Rio de Janeiro, no Bairro de Botafogo, local com vista privilegiada para o Corcovado. Em 1888, a Princesa Isabel, que frequentava a Igreja da Imaculada Conceição, assinou a Lei da Abolição da Escravatura, e quiseram homenageá-la com uma estátua no alto do Monte Corcovado. A princesa gentilmente declinou, ordenando a construção de uma imagem ao Sagrado Coração de Jesus, que para ela era o “verdadeiro Redentor dos homens”. 

Contudo, a Proclamação da República, em 1889, cancelou temporariamente os planos da construção.

Em 1921, nos preparativos para o Centenário da Independência, um grupo de leigos chamado “Círculo Católico” lançou novamente a ideia da construção, que foi prontamente acolhida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, sob a liderança de Dom Sebastião Leme. 

O projeto vencedor foi do engenheiro carioca Heitor da Silva Costa, que contou com a colaboração do pintor Carlos Oswald, do escultor francês Paul Landowski e os cálculos estruturais do engenheiro francês Albert Caquot. O monumento, com 38 metros de altura, foi erguido com doações do povo brasileiro, entre 1926 e 1931, sendo inaugurado com a benção do Cardeal Leme, na presença do chefe de governo Getúlio Vargas, no dia 12 de outubro de 1931. 

Em 2006, no 75° aniversário da inauguração do monumento, o platô do Monte Corcovado foi reconhecido como um lugar sagrado, recebendo, por decreto de Dom Eusébio Scheidt, o título de Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor do Corcovado.

Sobre o Cristo Luz

O Cristo Luz está localizado no município de Balneário Camboriú, no estado de Santa Catarina. O monumento foi inaugurado no dia 4 de outubro de 1997, em uma parceria entre a iniciativa privada e pública, tornando-se umas das principais opções turísticas da cidade. Na ocasião, o Papa João Paulo II estava em visita ao Brasil e abençoou o monumento, que é um sinal da luz de Deus em meio à cidade. E no dia 12 de outubro do mesmo ano, o então bispo da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Eusébio Scheid, celebrou no Cristo Luz uma grande missa pelo dia de N.Srª Aparecida.

Localizado em um dos pontos mais altos de Balneário Camboriú, o Cristo Luz foi esculpido em argamassa e construído em ferro, aço e cimento. Segura na mão esquerda o símbolo do sol, iluminando e abençoando a cidade e os turistas. A roupagem do monumento, em estilo franciscano, também fica iluminada através de um jogo de luzes especial, o que permite sete combinações de cores, alternadas diariamente. Cada cor tem uma representação simbólica. O rosto do monumento permanece branco, representando a paz e a fé. Na roupagem, a cor amarela representa a energia; a verde, a natureza; a azul, a saúde; a lilás, a reflexão; a vermelha, o amor, e a rosa simboliza a felicidade. As luzes acendem a partir das 19h, podem ser vistas de diversos pontos da cidade.

A presença dos fiéis nesse espaço ressalta o aspecto religioso, tornando-se não apenas um lugar de turismo, mas de peregrinação e fé. Desse modo, o Cristo Luz reveste-se de um caráter fortemente eclesiástico, e a Geminação com o Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é uma forte demonstração da comunhão de fé e de amor existente entre todos aqueles que visitam os monumentos dedicados à Jesus, reconhecido por todos como Mestre da Paz e do Amor.

Texto: Renata Furlanetto 

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