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“11 anos de muitas histórias vividas e contadas”, por Daniele Sisnandes

Memória & Histórias 30 anos JP3

(Equipe de funcionários e colaboradores)

Durante esses 30 anos de jornalismo do Página3, passaram pela redação dezenas de funcionários e colaboradores, esse relato é de um deles.

O Página 3 foi o meu primeiro trabalho no jornalismo, mas foi bem mais que isso. Foi uma escola, que virou uma extensão da minha família e uma incubação de potenciais que eu desconhecia: o principal deles foi contar histórias e hoje eu vou tentar resumir a minha aqui.

Quando eu cheguei ao Página 3, no final de julho de 2007, eu tinha 21 anos, estava no sexto período de jornalismo e tinha um total de zero experiência em muitas coisas da vida, inclusive em ser repórter. Entrei como estagiária, achando que sairia em um ou dois semestres, mas me despedi só em 2019, já colunista e editora do noticiário online.

A dona Marlise sempre foi minha âncora na redação, incentivando de um jeito amoroso, ajudando a voar e ousar. 

Dani com Lisi e Marzinhom (Arquivo Pessoal)

O Marzinho era cético, questionador e às vezes um tanto quanto indignado, mas dividiu comigo sem orgulho, por muitas vezes, a capa e a página três – nosso espaço nobre, onde ficavam as notícias mais quentes da edição. Meu computador ficava numa posição privilegiada entre os dois. Imagine trabalhar entre gigantes! 

Às vezes eu me sentia pequena, cercada por aqueles seres mitológicos da comunicação local, o ir e vir na redação de entrevistados figurões, as pessoas ao telefone, o fax barulhento, a gráfica ligando e cobrando os arquivos da edição. Era SEMPRE com emoção!

Nesse contexto de adrenalina e deadlines fui lapidando minha inexperiência, ganhando espaço e confiança dia a dia. Sempre com um gravador de fita na mão, eu corria para cima e para baixo dessa cidade, ouvindo e olhando os entrevistados nos olhos. A “intrépida repórter”, me chamava o Maguila, nosso rei do comercial.

Lembro até hoje quando o Marzinho ficou indignado comigo quando acreditei numa informação de um político e coloquei no meu texto. Foi minha grande lição de checagem. Eu não lembro das palavras, mas lembro da fúria dele! São coisas que os livros e a universidade não são bons em te contar: a malandragem das interpretações, o drible que tentam te dar nas respostas. Esses meandros a gente só entende encarando de frente.

Entrei ainda na época do jornal impresso, quando o formato era o “standart”, aquele jornalão que dobrava ao meio. Viramos “berlinense”, um tabloide gourmet muito do lindo, por onde me aventurei em editorias diversas. 

Eu sempre amei escrever sobre cultura, mas era nas especiais – as grandes reportagens do Página 3 – que eu me sentia em casa! Aquele espaço era um laboratório pra mim, onde eu podia treinar meu estilo e experimentar! Tanto que ganhei dois prêmios de jornalismo naquelas páginas – meu maior orgulho nessa profissão tão linda.

Dani com Fab e Renata (Arquivo Pessoal)

Outra conquista que eu guardo no coração até hoje, é a amizade da Fab – ninja, diagramadora, programadora e o que mais precisasse! A gente ficou amiga nas festas épicas de aniversário do jornal e depois viramos cúmplices nessa coisa louca de escrever a história do JP3, passando pelos perrengues das coberturas de eleição e até uma transmissão itinerante da edição em um dia que acabou a luz e não tínhamos como terminar o jornal da redação. 

A gente sempre dava um jeito! E assim, ajudamos a migrar para as versões estilo revista e depois todas as evoluções na era 100% online, versões, adaptações com colunistas e formatos. 

Toda ruptura tem suas dores, mas esses foram marcos carregados de amor! É emocionante pensar que fiz parte disso por tanto tempo.

Fica aqui minha gratidão de coração à família Schneider Cezar, à Carol e Nanda, à prole que eu vi crescer, aos colegas, fontes e leitores pelas lições mesmo que difíceis e aos amigos e caminhos que construí. Hoje tudo é história, capítulos que se fundem e se complementam. Muito orgulho de ajudar a escrever alguns parágrafos disso tudo!

Com carinho, Dani!”

Nota da Redação: Daniele Sisnandes foi jornalista do Página3 por 11 anos. Atualmente trabalha como DJ, assessoria de comunicação e produção de conteúdo.

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