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“Tinha muito estresse mas também vaca atolada no fogão a lenha”, por Luciana (Lu) Altmann

Memória & Histórias 30 anos JP3

(Equipe de funcionários e colaboradores)

Durante esses 30 anos de jornalismo do Página3, passaram pela redação dezenas de funcionários e colaboradores, esse relato é de um deles.

“Em junho, recebi uma mensagem da Lisi para escrever um texto sobre a minha passagem pelo Página 3. Expliquei que a vida estava um tanto agitada (mudanças de negócios, obra etc …) e que não sabia se conseguiria tempo para escrever. De fato não consegui! Cabeça a mil, mas de lá pra cá foram surgindo fragmentos da minha história com o jornal, aonde muito da pessoa que sou hoje foi forjada. Foram cerca de 4 anos e meio no Página 3, não sou boa com datas, aliás era um perigo não revisar os “leads” das minhas matérias para ver se eu não tinha trocado a data do acontecido. 

Eu fui levada para o jornal pelo Christiano Cesário, advogado do jornal e amigo. Um dia comentei com ele que gostaria de trabalhar na área durante a faculdade. E lá fui eu fazer uma entrevista com o Marzinho e a Lisi. Ok, vamos fazer uma experiência! Primeira matéria: rebelião no ‘presídio’ por superlotação! Não chorei, não colapsei, escrevi e pronto, estava dentro. 

E não foram poucas matérias desse naipe, no presídio mesmo, foram inumeráveis, numa delas fiquei sozinha lá dentro, porque o fotógrafo foi procurar um ângulo melhor para a foto e o delegado foi resolver outro BO. É, era assim, emoção atrás de emoção! Foram anos de aprendizado, muita escrita, muito BO.

Teve uma também quando um repórter da Folha de SP, veio para cá e fomos juntos fazer uma matéria na Praia do Pinho. A exigência, como era uma praia de naturismo, era entrar sem roupa, mas argumentamos que estávamos a trabalho e seria constrangedor fazer as entrevistas nus. Foi hilário, porque o constrangimento maior foi estar vestido no meio dos pelados! Que vergonha! 

Muitos momentos tensos, em épocas de campanha, mas também tempos divertidos fazendo a cobertura da Câmara de Vereadores, escrevendo a coluna de política. Depois chegava na Câmara e ouvia os comentários, eles achavam que era o Marzinho. Ficava bem quieta e dava risada. Sempre com muita liberdade e autonomia! 

Luciana com Karina Peters (E) e Ike Gevaerd nas comemorações dos 9 anos do JP3, ano 2000 (Arquivo/JP3)

Era uma época bem diferente.

Para começar, celular era um luxo. Era tudo na base do telefone, inúmeras ligações por dia e várias saídas para entrevista. Voltar e escrever tudo. Eu nunca fui de gravar entrevista, era tudo no caderninho e na memória. E o fax era um grande aliado para receber o material! Já tinha e-mail, mas o fax ajudava muito! Ficávamos muito tempo na rua. A verdade é que a rua era o refúgio do repórter.

Noites em claro, quando o jornal era montado no past-up (a montagem manual, com cola Pritt e estilete, de cada página da edição). A matéria era impressa, recortada e diagramada. Hoje parece surreal esse processo!

Nessas noites de fechamento tinha estresse, mas também tinha ‘vaca atolada’ feita no fogão a lenha pelo Marzinho. No almoço, frango na cerveja da Lisi. Delícias!

Foram anos que me forjaram como pessoa profissional e onde construí grandes amizades, dessas tipo família! Obrigada Lisi, Marzinho, Carol e Nanda! Ah, tinha também o Hilton e o Elvis!” ]

(Arquivo Pessoal)

Nota da Redação: Atualmente Luciana Altmann trabalha na área da gastronomia. Administra o Lumière Café, @lumierecaffe,  que está de mudança para novo endereço na Praia Brava e deve reabrir junto com a Primavera. Enquanto isso, ela atende on-line encomendas e cestas de café.

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