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Balneário Camboriú

“A inesquecível corrida de bateiras e mais algumas…”, por Gil Koeddermann

Memória & Histórias 30 anos JP3

(Equipe de funcionários e colaboradores)

Durante esses 30 anos de jornalismo do Página3, passaram pela redação dezenas de funcionários e colaboradores, esse relato é de um deles.

Nestas três décadas tenho parte ativa nos dois primeiros anos como pauteiro, entrevistado, gerente de vendas, apaixonado por encartes e ‘execrado’ da redação em dia de fechamento, porque tinha minhas tendências políticas; e nos 28 anos seguintes tenho parte ativa como leitor…separei algumas lembranças que marcaram. Acompanhe:  

Gerente Comercial

No início de 1992 fui convidado pelo Bola, Marlise e Marzinho para ser o gerente comercial do Página3. Vender publicidade em jornal numa cidade pequena que saía uma vez por semana não era fácil, mas sempre me virei bem principalmente quando surgia nas quintas-feiras os famosos ‘buracos’. O que é isso Gil? Explico: Quando um jornal tem muitas matérias jornalísticas de relevante interesse ele vai aumentando de volume (vai abrindo mais páginas). Com o aumento de novas páginas aparecem os ‘buracos’ que são espaços que, se não forem vendidos para publicidade, o jornal perde muito dinheiro e eles sempre apareciam na véspera do fechamento, à medida que iam surgindo novas matérias e abrindo novas páginas…Então saía eu com uma lista de ‘buracos’ do Página3 para fechar. Tipo na página 3 tem umk buraco de 3x15cm…na página 5 tem ¼ de página e assim por diante. Nunca no período que estive na gerência o Jornal deixou de circular sem os buracos fechados rsss …

Proibido de pisar na Redação nas quintas-feiras

A primeira sede do Jornal Página3, que ficava na Rua 600 era muito pequena, a redação e o comercial então ocupavam o mesmo espaço, porém o comercial e a redação nunca viveram em harmonia, em dias de fechamento…Como eu já era bem envolvido com a política local eu ficava bisbilhotando as manchetes da semana e claro tentava dar uns palpites… Meus palpites sempre eram motivos de ampla discussão no local… Moral da história: fui expulso várias vezes da área da redação até que os três sócios decidiram por absoluta maioria proibir a minha entrada na redação às quintas-feiras…porque não admitiam misturar as coisas, comercial com matérias com política…não admitiam e ponto. Em 1993 sai do Jornal, pois fui convidado pelo Castro e Dado para assumir uma secretaria no novo governo. Depois que assumi o governo, em nenhum dia da semana, me deixavam entrar mais na redação… rsss.

A Primeira Entrevista e o Pata Pata

No início da década de 90 a cidade pequena, muitos bairros carentes, era muito comum a organização da comunidade através de associação de moradores. Eu a convite do Volney de Oliveira, Beto Cruz, Afonso Tobias (in memoriam) e José Macedo (in memoriam) fundamos a associação de moradores da Vila Real, em abril de 1989… Transcorridos dois anos ajudamos a fundar junto com Edésio Cirilo Pereira, Artur Virgílio, Osvaldo de Andrade (ambos in memoriam) a União das Associações de Moradores de Camboriú, para a qual fui eleito o primeiro presidente. Por esse motivo fui entrevistado pelo Página3. Depois da entrevista, rolou um longo bate papo com o Marzinho, regado a cerveja, na lanchonete do Júlio Pata Pata, e dando risada com o fotógrafo Arnaldo João Sansão. Aliás o Pata Pata era o ponto de encontro no final do dia, onde todas as informações, boas e ruíns da cidade, eram reveladas e discutidas ali.

Prêmio: uma bateira Zero feita pelo Seu Santinho

Não me lembro exatamente o ano, mas durante as discussões sobre o que fazer na comemoração de aniversário do Página 3 (26/07) que acontecia sempre no mês de aniversário do município (para quem não sabe a primeira edição do Jornal era para ter seu lançamento no dia da emancipação do município, mas devido a um problema na gráfica atrasou em uma semana), dei a ideia de fazer todos os anos a corrida de bateiras, só que a remo. Eram dois participantes, um no remo e o outro segurando em pé uma tarrafa (que era bem típico da quela época onde dava muita tainha no Rio Camboriú). O local da saída era a ponte pênsil e a chegada era no pontal da Barra Sul. O primeiro colocado ganhava uma bateira zero, e dois remos, confeccionada pelo seu Santinho (Rodolfo dos Santos), avô do atual presidente da FME, Mazinho Miranda. A bateira era batizada com o nome de 26 de julho. O Miro e o Ezaldo, se não me falha a memória, ganharam todas as três edições, eram imbatíveis.

A Corrida de Bateiras, criação do Gil (Arquivo Pessoal)
Seu Santinho confeccionando o prêmio (Arquivo Pessoal)

O Castigo dos encartes

O pessoal que entregava o jornal, antes de fazer a distribuição tinha (por minha culpa) muitas vezes que incluir manualmente encartes publicitários, lógico que eles me ‘adoravam’ e sempre lembravam da minha mãe Sinhá Maria que não tinha nada a ver com encarte…rs. Era um trabalho difícil, feito manualmente jornal por jornal…e muitas vezes eram três, quatro, cinco encartes para colocar dentro de cada jornal. No final do serviço as mãos ficavam iguais a quem separa carvão, mas dai a Cezar o que é de Cezar… ninguém fazia corpo mole e todo mundo pegava junto, até a turma da redação ou do comercial muitas e muitas vezes ajudava a encartar, para não atrasar demais a entrega.

(Arquivo Pessoal)

Nota da Redação: Gil Koeddermann foi gerente de vendas do Página3. Atualmente é Consultor, Auditor, Perito e Especialista em Direito Ambiental. É Presidente da Koeddermann Consultores Associados. Membro da Comissão Nacional de Meia Ambiente da CBIC. Membro da CDIC da Fiesc. Vice Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Consultor do Sinduscon

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