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Balneário Camboriú

“Três Décadas”, por Ademir Freitas

Memória & Histórias 30 anos JP3

(Equipe de funcionários e colaboradores)

Durante esses 30 anos de jornalismo do Página3, passaram pela redação dezenas de funcionários e colaboradores, esse relato é de um deles.

Parece que foi ontem, mas ainda tenho guardado bem em minha memória meu primeiro dia de serviço, com a primeira dama dona Marlise e seu Waldemar, mais conhecido como Marzinho, em 1995…

Ademir no seu local de trabalho hoje (Arquivo Pessoal)

Ele usou a seguinte frase ao dirigir-se a mim “e aí parceiro disposto a ser colaborador do Página 3?”. Nem me perguntou quanto que eu queria ganhar, nem me ofereceu salário. 

Já instalado na rua 1520, com um pomar atrás, ali tinha para desfrutar uva, figo, pitanga, sem contar as verduras e legumes cultivados pela Sueli, cozinheira de mão cheia. Hoje no local encontra-se um edifício com mais de 40 andares, snif, snif… Modelo de jornal standard, com fotos em preto e branco.

O presidente da República era o filósofo Fernando Viajando Cardoso, já o governador chamava-se Paulo Afonso Vieira, mais conhecido como Paulo das Letras.

A internet era discada.

As encostas do bairro da Barra estavam sendo devastadas com a extração de pedras.

E ainda tinha a Sultepa fazendo explosões…

O batalhão da Polícia Militar era um sonho que começava a ser realizado com a Intersindical atuante em prol da sociedade.

Tinha as invasões nas encostas do bairro das Nações.

E a Saúde com o Dr. João Alfredo Moojen (in memoriam), que implantou um sistema de atendimento que era referência para muitas cidades, sempre disposto a atender as pessoas, mantendo um canal de comunicação.

A Terceira e Quarta Avenida, tinham mão dupla com canteiro no centro bem arborizado, cadê as árvores? 

E a seringueira que foi retirada para ser transplantada do local onde construíram o hotel Pecon, onde está? 

Todo tipo de dano causado ao meio ambiente era pauta na redação do JP3…

Sem contar o dia que fui expulso do gabinete do prefeito Castro, argumentou que o jornal que eu trabalhava denegria a imagem de seu governo. Ora, ora pois, pois. 

Não posso esquecer que houve uma cerimônia de troca de comando da PM e o senhor prefeito que gostava de chegar atrasado, leia-se Pavan, pagou mico ao chegar na rua Noruega, antigo Batalhão, não encontrou mais ninguém, todas as autoridades já tinham se retirado do local. O Sansão fotógrafo da prefeitura ficou a ver navios. 

Depois veio a Capa e a seção de variedades colorida.

Às quintas-feiras era um corre-corre, o Paulo vinha de Florianópolis para montar as páginas, tinha que ligar para o Jota Junior, Karina Peters,  Prado para mandarem suas colunas, esporte, política e sociedade, estavam sempre atrasados. Usar telefone nem pensar estava sempre ocupado com o chefe Waldemar…

Aí chegou o celular, ufa que alívio, Yes temos telefone celular, corri na Telesc falar com a Lisete, precisava assinar o contrato e comprar o aparelho, comprei um tijolo marca Gradiente modelo CP 30, as ligações custavam o olho da cara. 

Enquanto isso a Fernanda e a Carol chegavam da escola, sempre estressadas, mas muito dedicadas aos estudos, valorizavam muito os estudos.

Final de tarde tinha as reuniões da Câmara de Vereadores, reuniões quentes, vereador Santa era o presidente. Que exemplo de legislatura. Mas compensava, ao retornar para a redação sempre tinha uma Pizza do Maria’S bem saborosa. 

Já às sextas feiras era vez do Hilton se atrasar para fazer a charge da semana, que demora hein Hilton! Enquanto isso o Sr. Marzinho ficava futricando seus contatos para descobrir se alguém foi exonerado de cargo na prefeitura. He, he. 

Eu para garantir o rancho da semana, fazia um extra levava o jornal para a gráfica em Blumenau tinha horário para chegar onde era impresso assim que ficava pronto ligava para o Elvis para preparar os meninos para distribuir bem cedo nas casas do leitor.

Mas ainda tinha as ocorrências de última hora quando a Marlise me ligava dizendo ‘segura a impressão que a capa vai ser mudada’. 

Hoje tudo informatizado e digitalizado, On Line só tenho boas lembranças, aprendi muito, me ajudou a criar coragem para novos desafios, fiz o concurso para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Me formei em Direito e trabalho na área administrativa do Fórum de Camboriú.

Nota da Redação: Ademir J. Freitas é advogado e trabalha na Secretaria do Fórum Comarca de Camboriú 47-3261-9248 [email protected] 47 99270-5070

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