Secretário de Segurança fala sobre prisões recentes envolvendo violência doméstica em Balneário Camboriú

Desde o fim de semana, foram seis prisões de agressores, incluindo um homem que tentou estuprar a própria enteada

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O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, falou sobre as seis recentes prisões envolvendo casos de violência doméstica na cidade (saiba mais aqui) – incluindo uma tentativa de estupro contra uma menina de 12 anos (relembre aqui), todas ocorridas entre sexta-feira e segunda (21 a 24). Ele reforça a importância das pessoas denunciarem para que ‘o pior’ não aconteça.

O secretário Castanheira (Foto Renata Rutes)

Corrente de incentivo

Castanheira destacou ainda a última prisão, ocorrida na segunda-feira (24), ocasião em que um homem de 26 anos foi detido após ter agredido a mulher, uma jovem de 23 anos, na Rua Tailândia, no Bairro das Nações, em Balneário Camboriú. A vítima chegou a ficar desacordada após a agressão. O secretário disse que foi preciso uso da força para conter o agressor, que estava muito alterado. 

“Vejo que situações assim são evoluções – a mulher às vezes aceita certas coisas, e chega no ponto que culmina com a agressão física. É importante monitorar e não ter medo de denunciar, temos mecanismos de apoio. Esse aumento no atendimento de ocorrências, com as seis prisões recentes, mostra que as pessoas estão denunciando mais e isso é importante que seja noticiado [as prisões e casos] para mais mulheres verem e se encorajarem a denunciar. É uma corrente de incentivo”, diz.

Rede de apoio em Balneário

O secretário pontua que a Guarda Municipal tem o Grupo de Proteção à Mulher (GPM), assim como a PM tem a Rede Catarina, além do programa municipal Abraço à Mulher (de apoio psicológico para as vítimas), a Casa das Anas (abrigo para mulheres) e a própria Delegacia da Mulher. 

“Denunciar é sempre muito importante. A violência não começa só na parte física e sim verbalmente, com imposições, comportamentos que são inadmissíveis, que evoluem até chegar na violência física. Muitas vezes a mulher aceita e se submete por depender do homem ou por conta dos filhos, mas elas precisam saber que conseguimos apoiá-la, oferecendo lugar para ficar, prestando suporte psicológico. O que ela [a vítima] não pode permitir é que siga acontecendo a violência, porque o pior pode acontecer, até um feminicídio”, acrescenta.

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Vidas em jogo: “precisa ser denunciado”

Castanheira disse que crimes como a violência doméstica comumente acontecem mais aos finais de semana e feriados [a exemplo das recentes prisões em Balneário], quando a família está em casa, muitas vezes com o homem exagerando na bebida, e causando discussões, que podem culminar com a mulher sendo vítima. 

“No caso da tentativa de estupro, o padrasto invadiu o quarto da menina, pediu que ela se despisse, e houve algo que a mãe escutou e interviu a tempo. É uma situação complicada e às vezes não é denunciado, mas precisa ser, para repassarmos para as autoridades e o criminoso ser penalizado. Estamos [as forças de segurança e a prefeitura] bem focados em ajudar e as mulheres precisam se encorajar para que consigamos fazer a intervenção – são vidas em jogo e o sistema funciona”, afirma.

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