Vice-prefeito conta o que mais surpreendeu na China e o que espera ver ‘num futuro próximo’ em Balneário Camboriú

“Nossas obras perto deles é piada”, comentou Nilson Probst, maravilhado com a tecnologia, principalmente a IA

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Políticos da região da AMFRI retornaram nesta quarta-feira (19) da China, onde foram conhecer e buscar soluções inovadoras em tecnologia, mobilidade urbana e sustentabilidade.

Quem representou Balneário Camboriú foi o vice-prefeito, Nilson Probst, que conversou com a reportagem e relatou o que viu por lá. Acompanhe abaixo.

Missão positiva

O vice-prefeito de Balneário disse ao Página 3 que a missão foi ‘extremamente positiva’, porque foram em comitiva de prefeitos buscar informações, conhecimento e possibilidade de trazer empresas para a região – e tiveram sucesso nisso tudo.

“Tivemos reuniões com a Câmara de Comércio, onde estavam presentes mais de 20 empresários que têm vontade de vir para o Brasil, e que querem investir principalmente na região de Balneário Camboriú, porque sabem que é uma das mais prósperas do país, entre elas uma empresa de moto elétrica, inclusive falei com um comerciante de nossa região e citei que tem empresário da China que quer investir aqui”, disse.

Tecnologia e Segurança

Nilson visitando uma Feira voltada para soluções para cidades inteligentes (Divulgação)

Segundo Probst, a comitiva da AMFRI conseguiu reunir muitas informações das áreas de tecnologia e segurança, que também possuem interesse na região de SC.

“Nós visitamos a empresa que ganhou como a melhor empresa de inteligência artificial da China, entre pequenas e médias empresas nessa área, e eles também têm interesse de vir para a nossa região. Conhecemos muitas pessoas e empresas, que tem vontade de sair da China e expandir e um dos países foco é o Brasil. Acredito que num momento próximo devemos colher os frutos dessa viagem. Tem empresa praticamente fechada que vem para Itajaí. Nós abrimos portas”, acrescentou.

Obras impressionaram

A Ponte Shenzhen-Zhongshan (Divulgação)

Questionado pelo jornal sobre o que mais o surpreendeu, Probst disse que praticamente tudo. Citou as obras, já que a China tem expertise de construir, e também as tecnologias.

“Nossas obras perto deles é piada, conhecemos uma ponte especificamente (Ponte Shenzhen-Zhongshan, concluída em junho de 2024, uma maravilha da engenharia moderna com 49,7 km de extensão, apresentando uma combinação de pontes e túneis, a maior ponte rodoviária sobre a água) e é absurdo. No retorno da nossa viagem também passamos por Dubai, onde há muitas cidades ilhas em cima do mar. Além de dificuldade de construção também temos diferenciais construtivos – lá tem cidade no meio de montanha, no meio de mata… eles constroem e acabou”, afirmou.

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Probst citou que para os chineses construir o túnel como o de Itajaí e Navegantes, previsto no PROMOBIS, é muito comum, já que somente na Ponte Shenzhen-Zhongshan há túneis subaquáticos.

Sabem o tempo todo onde você está

(Divulgação)

“Lá é muito normal, corriqueiro. Vimos que é possível e molezinha com tecnologia que a China tem. Para nós tudo é novidade, agora que está entrando carros elétricos no Brasil, e lá na China já corresponde a 30 ou 40% dos carros deles. Eles têm muita tecnologia, estão muito na nossa frente nesse quesito. Vi robô andando no meio do hotel, batendo em porta, levando coisas para hóspedes, robô com rosto humano… lá tem o dobro de câmeras de segurança em relação à população – se tem um milhão de habitantes, tem dois milhões de câmeras. Não ocorre furto, é muito raro, mas se ocorre, em menos de duas horas já sabem quem foi, onde foi e onde está. Batem foto de você quando você entra na China, e o tempo todo sabem onde você está”, acrescentou.

O que sonha ver em Balneário

‘IA é algo possível’, disse o vice (Divulgação)

A reportagem perguntou o que ele espera ver em Balneário em um ‘futuro próximo’ de tudo que viu na China e ele respondeu que a inteligência artificial, pois é algo ‘possível’.

“A empresa que foi premiada quer vir, tem muito interesse. Tenho sonho de ter isso na prefeitura, que tudo funcionasse através da IA, com controle administrativo e atendimento. Iria otimizar o financeiro, tudo seria muito mais rápido também – imagine você chegar na frente de uma tela e pedir informação – exemplo: dona Maria, que horas chegou no serviço, o que produziu, quem atendeu; ou então quantas consultas médico x fez, qual medicamento receitou… Acredito que poder contratar empresa desse porte não está tão distante, esse é mais possível de fazer”, comentou.

Chineses querem apoio institucional

(Divulgação)

Probst apontou que todos os municípios que visitaram tem intenção de trazer essa tecnologia de IA para a AMFRI, então pode haver a possibilidade de contratar por um ‘pacotão’ todos juntos.

“E eles querem vir, é bem possível esse tipo de negócio. A missão da AMFRI foi interessante para abrir conhecimentos e novos negócios para a região. Foi muito proveitoso, abriu muitos canais. Eles não querem terreno, não querem nada financeiro, e sim querem condição de vir – hoje precisam pedir visto para vir ao Brasil e os brasileiros não precisam mais [de visto], e querem auxílio para poder entrar sem visto aqui também, pois veem que isso é uma dificuldade. Querem apoio institucional, no sentido de recebê-los e ajudar a achar local para implantar empresa, dinheiro não é problema, querem é apoio institucional”, completou.

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