Projeto Superando Limites de Balneário Camboriú atende crianças e jovens com deficiência física em contraturno escolar

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A Associação de Apoio às Famílias com Deficientes Físicos (AFADEFI), por meio de projeto ‘Superando Limites: Esporte contraturno para Crianças e Adolescentes com Deficiência’, realizado com apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Balneário Camboriú, comemora os resultados alcançados no primeiro semestre deste ano.

O projeto que começou no início deste ano, oferece atendimento em contraturno escolar para crianças e adolescentes com deficiência física, promovendo atividades inclusivas, educativas e recreativas voltadas ao desenvolvimento integral dos participantes.

Atualmente 28 crianças e adolescentes estão cadastrados e participam regularmente das atividades, número que representa 100% da meta estabelecida para o projeto.

Primeiro evento dos alunos este ano foi em Videira (Divulgação)
Primeiro evento dos alunos este ano foi em Videira (Divulgação)

Os atendimentos acontecem às segundas, terças e quintas-feiras, em dois períodos: pela manhã, das 8h às 11h, e à tarde, das 14h às 16h.

As turmas são organizadas por faixa etária, contemplando crianças de 6 a 12 anos e adolescentes de 12 a 18 anos.

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As atividades são planejadas de forma lúdica e adaptada às necessidades dos participantes, utilizando elementos de modalidades voltadas às pessoas com deficiência, mas sem foco exclusivo na prática esportiva ou no rendimento.

O coordenador do projeto, Caike Rovido, explicou que o principal objetivo é estimular o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional, além de fortalecer a autonomia, a convivência e a inclusão.

Alunos em dinâmica durante a aula com a professora Beatriz (Divulgação)
Alunos em dinâmica durante a aula com a professora Beatriz (Divulgação)

“O alcance da meta de atendimento demonstra a importância de iniciativas que ofereçam oportunidades de participação, aprendizado e integração para crianças e adolescentes com deficiência, além de contribuir diretamente para o apoio às famílias atendidas”, disse.

Caike acrescentou que o projeto segue em andamento ao longo de 2026, reafirmando o compromisso da entidade com a promoção da inclusão, do desenvolvimento humano e da garantia de direitos das crianças e adolescentes de Balneário Camboriú.

A professora Beatriz Bukovitz Bensberg explicou que o projeto busca desenvolver coordenação motora, trabalhar em grupo, não com o objetivo de formar atletas, pois nessa idade as crianças não aguentam treino técnico e nem muita regra.

“Por isso o projeto funciona com alongamentos, relaxamento, usa metodologia de jogos mais livres e divertidos, não buscamos focar nos erros e nem em cobranças,estamos sempre exaltando os acertos e elogiando nossos mini campeões. Por vezes deixamos eles próprios escolherem alguma das atividades, o projeto oferece muita liberdade para que todos possam participar juntos”, detalhou.

Aluna Rafaela em sua estreia como atleta (Divulgação)
Aluna Rafaela em sua estreia como atleta (Divulgação)

O projeto, desta forma, segue Beatriz, oferece muitos benefícios, como a melhora do equilíbrio noção de espaço, ajuda a seguir regras, treinar atenção, cria hábitos não por obrigação, afasta os participantes das telas e reduz o risco da obesidade.

“O projeto é de uma importância tão grande para a formação dos participantes pois estão formando novas amizades, se envolvendo com outros grupos, tomando gosto pelo esporte sem esta percepção imediata. E sendo assim quem está no caminho do esporte só tem benefícios, tanto para uma vida mais saudável como para uma vida social muito mais ativa. É um projeto maravilhoso e de suma importância tanto para as crianças quanto para as famílias, que estão sempre presentes e diretamente envolvidas”, afirmou a professora.

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Thaisi da Silva, mãe de um dos integrantes, disse que poder participar do projeto é sentir-se vista, assistida e amparada.

“É a esperança de ver meu filho na adolescência e vida adulta fazendo coisas extraordinárias não se limitando a telas de celular e TV para ter uma ocupação. É inclusão na prática por uma vida melhor para ele e para nossa família”.

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