Concessão de medalha de 100 anos do CBMSC a Carlos Bolsonaro causa questionamentos

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A principal questão permanece sem resposta: qual foi a contribuição concreta de Carlos Bolsonaro ao CBMSC que justifique o recebimento de uma das mais importantes honrarias da história da instituição.

(Jefferson M. de Souza) – A decisão do Comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), Cel Fabiano de Souza, de conceder a Medalha dos 100 Anos da corporação a Carlos Bolsonaro tem provocado questionamentos e descontentamento entre integrantes da instituição. A controvérsia
decorre da ausência de qualquer contribuição pública conhecida do homenageado para o desenvolvimento do CBMSC, da atividade bombeiro
militar ou da segurança pública catarinense.

Criada para marcar o centenário de uma das instituições mais respeitadas do Estado, a honraria deveria simbolizar o reconhecimento àqueles que efetivamente contribuíram para a construção da história do Corpo de Bombeiros. Entretanto, a escolha de um agente político sem vínculo conhecido com a corporação e atualmente pré-candidato ao Senado por Santa Catarina levanta dúvidas sobre os critérios adotados e alimenta a percepção de utilização política de uma condecoração institucional.

A situação causa ainda mais perplexidade porque personalidades historicamente ligadas ao CBMSC, como o primeiro Comandante-Geral da
corporação após a emancipação e o próprio Comandante de Honra do CBMSC, ainda não foram agraciados com a Medalha do Centenário. Para muitos bombeiros militares, é difícil compreender como figuras que ajudaram a construir a identidade institucional da corporação podem ser preteridas em favor de um agente político sem contribuição conhecida à instituição.

Nos bastidores, militares da ativa e da reserva manifestam inconformismo com a indicação, entendendo que a homenagem desvaloriza bombeiros, veteranos e cidadãos que dedicaram anos de trabalho e serviços relevantes à corporação. A percepção predominante é que uma medalha criada para celebrar um século de história e serviços prestados à população catarinense não deveria ser utilizada para prestigiar projetos políticos ou fortalecer a imagem pública de candidatos em período pré-eleitoral.

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A principal questão permanece sem resposta: qual foi a contribuição concreta de Carlos Bolsonaro ao CBMSC que justifique o recebimento de uma das mais importantes honrarias da história da instituição, enquanto personagens fundamentais da trajetória do Corpo de Bombeiros ainda aguardam o mesmo reconhecimento?

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