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Tanchagem

Tanchagem é uma das plantas medicinais da família Plantaginaceae. É conhecida no mundo todo por suas diversas propriedades curativas: desintoxicante, expectorante, analgésica, anti-inflamatória, antimicrobiana,  cicatrizante, etc.

Seu nome Científico é  Plantago major e popularmente também é conhecida por Trançagem, tansagem, Transagem, plantagem, sete-nervos.

As partes utilizadas são as folhas e, em alguns casos, as sementes.

Nativa do sul e Sudeste do Brasil, ela se propaga por sementes e cresce espontaneamente em áreas antropizadas, como pomares, hortas, jardins e solos agrícolas em geral, principalmente em locais sombreados, chegando a ser considerada uma “planta daninha” em vários locais. Caracterizada como herbácea perene, não possui caule e suas folhas formam uma roseta logo acima do solo, Suas folhas são simples e fortemente marcadas. Sua inflorescência se dá em espigas eretas e cilíndricas de 10 a 35cm de comprimento, com flores discretas.

(Arquivo pessoal)

A Tanchagem é uma PANC – Planta Alimentícia Não Convencional e suas folhas e sementes podem ser consumidas em preparo culinário como saladas, refogados, bolinhos e pães, sopas, etc.

Propriedades medicinais

Entre os princípios ativos da planta, destacam-se irinoides, mucilagens, flavonoides, responsáveis pelo efeito antioxidante, e a aucubina, responsável pela ação antimicrobiana, analgésica e anti-inflamatória da erva. Além disso, a tanchagem contém alantoína, que auxilia na regeneração da pele, com efeito adstringente, fluidificante e emoliente.

Como é descongestionante, a erva é muito utilizada para tratar gripes e resfriados. Ricas em cálcio, minerais e vitaminas – entre elas a vitamina K –, as folhas podem ser muito úteis, como cicatrizante,  no tratamento de cortes, feridas e furúnculos na pele. Ainda possui ação antiviral, imunoestimulante, antibiótica, desintoxicante e analgésica. Tem excelente ação como hepatoprotetora e problemas gastrointestinais com potencial ação de cicatrizar lesões gástricas.

E para que você compreenda, também me proponho a trazer dados sobre a história do omeprazol, droga que já tem as digitais sujas até em casos de Alzheimer.

Por que isso é importante?

Porque eu sei que você usa omeprazol em busca do alívio. É difícil pensar em uma outra opção, quando esta droga parece tirar com a mão os sintomas do refluxo que fazem você perder o prumo. Mas o preço cobrado por essa droga pode ser alto demais, e talvez você não tenha noção do tamanho do buraco provocado.

O omeprazol, medicamento ainda presente da vida de milhões de brasileiros, foi criado em 1988. Apenas dois anos depois, ele chegava ao Brasil e já com status de uma das drogas mais famosas e bem avaliadas. Em relação aos concorrentes, ele apresentava mais eficiência e muito menos efeitos colaterais. O alívio da queimação e das dores causadas pelas úlceras era quase imediato. Parecia a solução para todos os problemas, parecia o medicamento perfeito. Mas os anos foram passando e novos estudos foram surgindo. A situação não ficou boa para o omeprazol, mas essa ficha suja permanece embaixo do tapete.

Trinta anos depois da estreia no mercado farmacêutico, pesquisadores já associam o omeprazol a problemas como: Diarreia; Deficiência de magnésio (essencial para o coração); Osteoporose; Pneumonia; Câncer; e Deficiência de vitamina B12 (essencial para o cérebro).

Alerta: A falta de B12 é tipo um spoiler de declínio cognitivo. Quando ela falta, é quase certo: sua memória vai ruir.

Cientistas já reúnem esforços para reverter a situação e em 2017, pesquisadores canadenses publicaram na revista científica Canadian Family Physician novas diretrizes para ajudar os médicos a retirar os inibidores de prótons (classe à qual pertence o omeprazol)  de seus pacientes. Outra coisa que o relatório ressalta é que o uso desse tipo de medicamento não deve passar de oito semanas.

Eu sei, deu um arrepio aí, né? Muitos, e talvez você, usam omeprazol por décadas e a maioria ainda usa sem prescrição medica, como também aponta o relatório. Diante de um cenário descontrolado como esse, a mudança se faz necessária. Por isso a tachagem, que no mundo científico atende por Plantago major, é tão promissora.

Um estudo realizado pela Universidad Mayor de San Simón, na Bolívia, comparou o omeprazol e a tachagem para o tratamento de úlceras gástricas. A planta apresentou um fator de proteção e cicatrização superior ao omeprazol. Não é só. A erva ainda apresenta essas funções que o medicamento não tem.

A tanchagem também é Analgésica; Imunoestimulante; Gastroprotetora; e Antifadiga. Outro estudo, realizado na Malásia, comparou o efeito da planta, também em úlceras gástricas, com a cimetidina, outro medicamento muito comum para esse tipo de tratamento. A planta também superou o medicamento.

Em apenas 30 minutos de experimento, ela teve um efeito protetor do estômago 20% maior do que o medicamento. E também não apresenta os efeitos colaterais da cimetidina. Isso é ótimo, uma vez que o uso da cimetidina inclui: dor de cabeça, tonturas, diarreia, dores musculares, cansaço, reações alérgicas na pele, depressão, alucinações, confusão mental, aumento dos batimentos cardíacos, inflamação do fígado e impotência sexual. Já a planta é descrita como segura. Ou seja, sua toxicidade não é significativa.

Veja, não estou propondo que você abandone o medicamento (o desmame de omperazol, por exemplo, precisa ser acompanhado por profissional especializado).

Mas você sempre tem as plantas como uma proposta de caminho. Se você quer incluir a tanchagem na sua vida a partir de agora, faça o chá dessa maneira:

Para cada xícara de água, use uma colher de sobremesa de tanchagem seca ou uma colher de sopa de tanchagem fresca. Faça o chá por infusão. Ferva a água, adicione a planta seca ou fresca, deixe esfriar, coe e beba.

No uso externo ela tem ação anti-inflamatorio e antisséptico da cavidade oral, auxilia no tratamento da dor de garganta e aftas, herpes labial, cirurgias ou lesões na boca (na forma de bochechos com chá), cicatrizante e pode ser usada para banhos de assento. As folhas na forma de cataplasma podem ser aplicadas sobre picadas de inseto, feridas e queimaduras.

Lembrando sempre que, as informações contidas nessa coluna têm caráter informativo, portanto não são utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. É de extrema importância que você converse com o profissional de saúde que te acompanha sobre a possibilidade de incluir as plantas medicinais no seu tratamento e nenhum tratamento médico ou uso de medicação química deve ser interrompido ou substituído abruptamente pelo uso de plantas medicinais. Crianças, idosos e gestantes exigem cuidados e dosagens específicas sob algumas plantas. Consulte sempre um profissional da área.

As informações completas sobre as plantas, terapias e dicas importantes sobre tratamentos naturais, estarão sempre disponíveis na página da @banho.de.mato no instagram, mas você também pode me consultar no whatsapp sobre outras plantas e tratamentos naturais, ou enviar sugestões para as próximas publicações.

Gratidão e o desejo de saúde e bem estar a todos!

Banho de Mato – Um cuidado que vem da natureza   

Luciana Andrea – Terapeuta Natural – 47)99997.8889

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Luciana Andréa
Luciana Andréa - terapeuta em construção, apaixonada pela natureza, aprendiz do conhecimento e da vida.
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