Mostra que resgata saberes culturais afro-brasileiros e indígenas no sábado no Teatro de Balneário Camboriú

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As apresentações da mostra de dança ‘Ancestralidades’, financiada pela Lei de Incentivo à Cultura do município (LIC 2025) estreiam sábado (4), às 20h, no Teatro Municipal Bruno Nitz, com retirada antecipada de ingressos gratuitos através do Instagram do coletivo realizador do evento, o Núcleo Corpóreo (instagram.com/nucleocorporeo).

A mostra propõe uma experiência artística que busca fomentar a reflexão sobre saberes relacionados à cultura popular, valorizando as tradições indígenas e afro-brasileiras. Por meio da montagem de performances de dança, o projeto destaca a importância da ancestralidade como fonte de conhecimento e identidade cultural.

A iniciativa reúne quatro performers e criadores que exploram, a partir de suas vivências e raízes, a temática ancestralidade. A dança é usada como uma via de acesso para resgatar memórias corporais e expressões culturais que transcendem a narrativa escrita. 

Historicamente, as culturas originárias e de matriz africana transmitiram seus saberes por meio do gesto, do ritmo e da oralidade, criando sistemas de aprendizado sensíveis e intuitivos, elementos esses resgatados e apresentados nessa proposta.

A pesquisadora e artista proponente Analua Tillery, dançarina e acadêmica negra, traz para a cena o solo “Ara Òrun”, inspirado nos caboclos e nos quatro elementos da Terra, evocando a presença dos ancestrais como uma força viva que atravessa o tempo. 

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Ao seu lado, Giulia Frota, multiartista de ascendência indígena, desenvolve “Auto-Benzimento”, performance que valoriza o corpo como templo e herança ancestral, conectando o presente às tradições xamânicas. 

Caroline Calcaterra, professora e bailarina negra, apresenta “Carolina do Inhatá”, onde a capoeira angola, o samba de roda e a força de Oyá dialogam para manifestar resistência e identidade cultural afro-brasileira. 

(Foto Divulgação)

Já Rodrigo Andrade, coreógrafo e bailarino preto, aposta em “Madama”, uma performance que questiona estereótipos da Kimbanda, em específico das pombo-giras, e explora a ancestralidade a partir da pluralidade de sentidos, trânsitos e estados corporais.

Conscientização social

Sob direção-geral e artística de Fernando Dalla Nora, multiartista da dança e das artes visuais, o projeto promove colaborações criativas que ampliam o diálogo entre corpo, movimento e música, construindo um espetáculo que é também uma provocação à conscientização social.

“Ancestralidades” é um convite para o público vivenciar e refletir sobre a diversidade cultural brasileira, reconhecendo a importância das matrizes indígenas e africanas na construção da identidade nacional e na luta por uma sociedade mais plural e inclusiva.

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