No Dia dos Namorados, leitores compartilham experiências e conselhos de amor

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No Dia dos Namorados, entre flores, jantares e declarações, uma pergunta pode revelar muito sobre as experiências que carregamos ao longo da vida: qual conselho sobre amor ou relacionamentos você daria?

Para celebrar a data, o Página 3 convidou moradores de Balneário Camboriú e região para compartilhar reflexões, aprendizados e lições construídas a partir de suas próprias histórias.

As respostas mostram que, apesar de cada relacionamento ser único, alguns sentimentos, desafios e descobertas acabam sendo universais.

(Arquivo pessoal)
(Arquivo pessoal)

Nicole Pereira, artesã e empreendedora

“Se eu pudesse dar um conselho sobre amor, diria que parceria vale mais do que perfeição. Estar ao lado de alguém é aprender a ceder em alguns momentos, apoiar nos desafios, celebrar as conquistas e construir a vida juntos. Mas parceria não significa abrir mão de si mesmo: é comunicar o que sente e respeitar os próprios limites. Quando existe companheirismo, respeito e diálogo, o amor encontra espaço para crescer de forma leve”.


(Arquivo pessoal)
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Marina Dias, jornalista, comunicadora e artista da dança-teatro

“Não perca a sua individualidade, não coloque nenhum relacionamento amoroso no centro da sua vida, apenas uma parte dela, assim como tantas outras importantes. Tem que ser leve, se não for, cai fora!”.

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(Arquivo pessoal)
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Aldemar ‘Bola’ Pereira, secretário de Obras de Balneário Camboriú

“O amor não há de ser forçado e se não flui naturalmente, muito provavelmente, não é amor. O amor é igual oportunidade, você não sabe o momento que irá encontrar seu amor, até ele emergir de forma repentina”.


(Arquivo pessoal)
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Ciça Muller, vereadora de Balneário Camboriú

“Sou casada com o Flávio Pavan há 26 anos e acredito que um relacionamento duradouro é construído diariamente. Meu conselho é cultivar o respeito, o diálogo e a parceria, mesmo nos momentos difíceis. Nenhum casamento é perfeito, mas quando existe disposição para ouvir, compreender e caminhar juntos, os desafios se tornam mais leves. Também é importante manter o carinho, a admiração e o cuidado um com o outro, porque o amor não se sustenta apenas nos grandes momentos, mas principalmente nas pequenas atitudes do dia a dia”.


(Arquivo pessoal)
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Alex Ferrer, jornalista e relações públicas

“Beije muito e use cada experiência como um ensaio. Assim, quando a pessoa certa aparecer (se ela aparecer), você já estará preparado”.


(Arquivo pessoal)
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Daniel Nardes, designer gráfico

“Procure alguém que compartilhe valores parecidos com você. Nem sempre vocês vão pensar igual, e tudo bem. Relacionamento também é aprender a ouvir, ceder quando faz sentido e enxergar o lado do outro. Mas existe uma diferença entre ceder e abrir mão de quem você é. Se, para fazer a relação funcionar, você precisa abandonar seus princípios ou aquilo que considera importante, talvez essa não seja a pessoa certa. Também é preciso respeitar o tempo de cada um. Há momentos em que um precisa correr atrás dos seus objetivos enquanto o outro apoia e compreende. E, em outros momentos, os papéis se invertem. No fim, uma boa relação é construída por duas pessoas que caminham juntas, mas que também sabem esperar, incentivar e crescer lado a lado”.

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(Arquivo pessoal)
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Sílvia Dunker, influencer e ex-participante do reality “Ilhados com a Sogra” da Netflix

“Meu conselho sobre o amor é: valorize quem te valoriza. O amor não está apenas nos grandes gestos, mas principalmente nas pequenas coisas do dia a dia. Quando você sente alegria ao ouvir o barulho da porta abrindo porque a pessoa que você ama chegou, percebe que encontrou algo que muita gente passa a vida procurando. Encontrar alguém que traga paz, respeito, admiração e felicidade é uma das maiores vitórias que podemos ter na vida”.


(Arquivo pessoal)
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Sibeli Luz, escritora

“Meu conselho sobre amor e relacionamento nasce da minha própria vida: nunca abandone a sua essência para ser escolhida por alguém. Antes de entregar o coração, aprenda a valorizar a pessoa que você é, a sua história, suas conquistas, seus sonhos e tudo aquilo que te tornou quem você é hoje. Alguém que some é bem-vindo. O amor verdadeiro não chega para diminuir a sua luz, ele chega para caminhar ao seu lado, respeitar sua trajetória e construir novos capítulos juntos. Aprendi que amar é ter coragem, maturidade e verdade. É escolher alguém que traga paz, que admire quem você é e que some na sua vida sem tentar mudar a sua essência. Porque o amor mais bonito começa quando você se conhece, se respeita e entende o seu próprio valor”.


(Arquivo pessoal)
(Arquivo pessoal)

Eduardo Machado, modelo

“O amor não é encontrar alguém perfeito, mas encontrar alguém que faça os dias comuns parecerem especiais”.


(Arquivo pessoal)
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Fabi Loos, artista plástica

“Uma relação feliz é composta por amor incondicional e liberdade sem gaiola, sustentada por apoio, respeito e admiração mútua, afinal, a vida a dois é construída com união e com presença. Se existe um verdadeiro encontro de almas, nada abala uma relação, que ganha força com seus erros e com seus acertos.

Brindar olho no olho, não querer mudar o outro, ter um gosto musical semelhante, dançar muito e rir junto são sempre boas recomendações. Lavar a loucinha também!

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Mas cada casal é um universo e precisa encontrar sua essência para construir sua própria história”.


(Arquivo pessoal)
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Diego Santos, artista plástico

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais morre; todavia, as profecias deixarão de existir, as línguas cessarão, o conhecimento desaparecerá.” (1 Coríntios, 13:7-8). Esse é um excelente conselho da Bíblia para se seguir no amor. Precisamos perguntar a nós mesmos se estamos dispostos a: tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo suportar. Esse amor é Divino, aliás o amor é um dom Divino, então seja para iniciar ou permanecer em um relacionamento é necessário buscar viver esse amor muito mais do que palavras mas com ações e com a vida”.


(Arquivo pessoal)
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Aldo Max, professor e mestre de jiu-jitsu

“Ser homem não é sobre poder. É sobre propósito. E no casamento, propósito significa amar com entrega, liderar com exemplo e servir com o coração. O amor sacrificial não é perder algo; é investir tudo naquilo que realmente importa. Ao lado da minha esposa, sigo a jornada de me tornar um homem melhor a cada dia”.


(Arquivo pessoal)
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Thiago Dunker, influencer e ex-participante do reality “Ilhados com a Sogra” da Netflix

“Meu conselho sobre o amor é valorizar quem está ao seu lado de verdade. A gente passa a vida procurando tantas coisas e, no fim, o que realmente faz diferença é ter alguém que te respeite, te admire e queira crescer junto com você. Quando você encontra uma pessoa que te traz paz, faz você se sentir bem sendo quem é e continua sendo sua escolha todos os dias, percebe que encontrou algo raro. E isso já é uma grande vitória”.


(Arquivo pessoal)
(Arquivo pessoal)

Duda Medeiros, modelo

“Se eu pudesse dar um conselho, seria: nunca deixe de ter curiosidade sobre a pessoa que está ao seu lado. Para mim, a comunicação é o mais importante. Não é só falar, mas ouvir de verdade, prestar atenção nos detalhes e ter interesse em conhecer quem a pessoa é todos os dias. Acho que o amor não se mantém sozinho. Ele precisa ser cuidado, escolhido e cultivado diariamente”.


(Arquivo pessoal)
(Arquivo pessoal)

Eudes Moraes tem formação em Psicologia e é presidente da Academia de Letras de Balneário Camboriú

“O conceito romântico da pessoa certa e do amor eterno não resistiu no tempo. O mundo mudou rápido, exigindo readaptação às circunstâncias novas. Mas as mulheres continuam sentimentais e os homens racionais. Nem sempre aprendemos na família e na escola como lidar com as diferenças.

As brigas dos pais modelam os filhos e os padrões dos nossos avós estão sendo varridos pela ventania da globalização. Muitos relacionamentos estão por um fiozinho. A paixão naufragou nos primeiros anos e o amor que era vidro se quebrou. A desgraçada necessidade de se ter razão, anda de braços dados com a impetuosidade. Em nome dos filhos, do padrão de vida e do patrimônio, cria-se uma sociedade hipócrita e doentia, que vive de aparências.

Um fato novo é a separação de casas, ao invés da separação dos casais. A mulher resolveu quebrar os grilhões que a prendiam, foi para o mercado de trabalho, se independeu e paga as suas contas.

Diante da perda da identidade de provedor e chefe da família, a cultura do macho está em crise. A mulher não aceita mais o modelo antigo de homem, que a tratava como um ser sem direito à voz e a quem tinha que se submeter.

O homem está com dificuldade de lidar com o novo modelo de mulher. Há duas variáveis dificultando as relações amorosas, o desequilíbrio estatístico no nascimento de homens e mulheres e o instituto da união estável, que tem atingido os namoros e os chamados “namoridos”.

A espada de Dâmocles pesa sobre as cabeças. Diante disso, surgem novos tipos de relacionamentos. A mulher não está se dando conta que o homem em crise, criou um estágio ardiloso nas relações amorosas, que é o ‘ficar’. Nele, não dá tempo para os defeitos de ambos e está mais para o som de – ‘num momento, vive-se uma vida’ -, frase clássica no filme – Perfume de Mulher. Diante da hesitação da noiva, se aceitaria ou não o convite de Frank Slade (Al Pacino) para dançar o tango, ele insiste afirmando que, no amor e na vida, é preciso se entregar ao presente e aproveitar a intensidade de cada instante, antes que o tempo passe.

Na ânsia de quebrar paradigmas, atropela-se a tradição cultural. Hoje, não basta a vontade de morar juntos, é preciso disposição dos dois para mudanças pessoais e a vontade de se evitar o confronto dos demônios. Talvez, por isso, a maioria reluta diante da ideia de morar juntos. Querer estar juntos não quer dizer que devam morar juntos. Apesar disso, o namoro se firma como ideal para as convergências. Ele propicia à adaptação cognitiva, entre estar só e dividir o mesmo espaço. É a oportunidade para se trabalhar os demônios da caixa de Pandora, antes que mexam na intersubjetividade dos conceitos. Se eles não forem contidos, recomeça o processo de se tentar desconstruir no outro seus modelos mentais. A tentativa de se impor estereótipos no convívio, é o que os mais experientes têm medo de reencontrar. As respostas aos porquês estão dentro de nós. Os terapeutas podem nos ajudar nos consertos, porque os olhos da cobra os seus próprios não veem. Quem não possui o coração, a alma e o amor de uma pessoa, não a possui. A posse não é um direito de propriedade e sim uma comunhão de ideias, que só se sustenta com o amor e a revisão de como lidar com as suas e as idiossincrasias do outro. Tornar possível a vida a dois pressupõe uma via de mão dupla. Em outras palavras, a busca do outro não deveria ser o da complementaridade e soluções para os próprios demônios. É falaciosa a crença que a sua metade está no outro. Nunca você encontrará em alguém a sonhada metade da laranja. Se você não investir na ressignificação de seus traumas, ser uma pessoa bem resolvida e inteira, os demônios íntimos das relações amorosas agirão. Isso vale para homens e mulheres. O resultado da convivência das pessoas bem resolvidos, convergirá para os momentos mágicos da vida, que só a paixão e o amor podem proporcionar”.

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