A Sala de Leitura Bento Nascimento, na Casa da Cultura Dide Brandão, em Itajaí, recebe nesta quinta-feira (25), às 20h, o lançamento coletivo do projeto “espaço publica”, iniciativa do coletivo e Ponto de Cultura “um outro espaço”.
Com entrada gratuita, o evento marca a apresentação de quatro publicações inéditas de artistas da cidade que exploram o livro e o impresso como suportes de expressão artística, memória e experimentação visual.
Contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, edição 2024, o projeto reúne obras produzidas em tiragem limitada de 100 exemplares cada, que estarão à venda durante o lançamento.

Entre as publicações está “isso não é um conto de terror”, de Bill Or, que apresenta uma pesquisa desenvolvida ao longo de seis anos sobre um dos casarões históricos mais emblemáticos de Itajaí, articulando ensaio, biografia, fluxo de consciência e metaficção em torno da memória urbana.
A artista Willa VM Prist lança “modo de espera suspensão”, obra que mistura sonho, realidade, ficção e não ficção em uma narrativa que rompe a linearidade temporal e utiliza símbolos gráficos como parte da linguagem.
Já “bronze”, de Romy Huber, investiga a memória LGBTQIA+ no espaço público a partir da história de uma praça, uma escultura desaparecida e um monólito remanescente, combinando documentos, relatos e reconstruções gráficas.

Completa a coleção “Manifestos Invisíveis”, de Manolo Carlos, publicação que reúne fotografias, textos, arquivos recuperados e trabalhos editoriais para discutir a publicação como prática artística, espaço de circulação e forma de resistência.
Além das obras impressas, o projeto investe em acessibilidade digital. Cada publicação foi registrada em vídeo com os autores lendo trechos selecionados, com legendas e janela de Libras. O site do coletivo também disponibilizará versões em audiodescrição, ampliando o acesso às pessoas cegas ou com baixa visão.
Os quatro artistas integram a cena cultural de Itajaí e desenvolvem pesquisas voltadas às artes visuais, ao audiovisual, à fotografia, à produção editorial independente e às experimentações entre diferentes linguagens artísticas.
