Mais de 80% das profundezas do oceano seguem entre os ambientes menos conhecidos do planeta. A partir de cerca de 200 metros de profundidade, a luz solar praticamente desaparece e, em muitas regiões, a única luminosidade vem dos próprios organismos, por meio da bioluminescência. É nesse universo que o Grupo Oceanic e a Fundação Projeto Tamar unem esforços para ampliar ações de conservação marinha no País.
O Grupo Oceanic investirá R$ 500 mil na expansão do Novo Submarino, iniciativa de educação ambiental da Fundação Projeto Tamar dedicada à fauna das profundezas dos oceanos. Além disso, também aportará recursos para implantação da mesma atração no Oceanic Aquarium de Balneário Camboriú. O acordo torna o empreendimento catarinense o primeiro do País a firmar parceria com a instituição para esse fim.
Atualmente presente apenas em unidades da Fundação Projeto Tamar na Bahia e em Sergipe, a exposição combina exemplares vivos, peças biológicas e recursos imersivos para revelar um ambiente ainda pouco conhecido pela ciência e pelo público.
A experiência reúne animais adaptados a condições extremas de pressão e temperatura, como o peixe-bruxa e o isópode gigante (popularmente conhecido como barata-gigante-do-mar).
O projeto do Novo Submarino surgiu a partir de pesquisas científicas conduzidas pela Fundação Projeto Tamar, com foco na conservação das tartarugas marinhas, testando o uso de anzóis circulares, uma tecnologia que reduz expressivamente os impactos da captura acidental desses animais na pesca de espinhel.
Ao longo desses estudos, os pesquisadores passaram a acessar animais que habitam profundidades entre 200 e 1.200 metros.
Como resultado, além de contribuir para a conservação das tartarugas marinhas, esta pesquisa possibilitou a descoberta de novas espécies para a ciência, bem como registros inéditos para o Atlântico Sul e para o Brasil.
A iniciativa também busca ampliar a compreensão da sociedade sobre a importância desses ecossistemas para o equilíbrio da vida marinha e despertar a curiosidade dos visitantes. Muitos desses organismos, como os tubarões-gulper, são alvo de pesca predatória e apresentam crescimento lento e baixa capacidade de recuperação populacional, o que torna sua conservação um desafio para pesquisadores e instituições ambientais.
“A conservação depende cada vez mais da colaboração entre instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e iniciativa privada. Ao unir a experiência da Fundação Projeto Tamar à capacidade de conectar milhões de pessoas à natureza por meio dos nossos atrativos, ampliamos o alcance da educação ambiental e contribuímos para a proteção da vida marinha”, afirma Kiko Buerger, CEO do Grupo Oceanic.
Para Guy Marcovaldi, oceanógrafo e fundador da Fundação Projeto Tamar, referência nacional na conservação das tartarugas marinhas e dos ecossistemas costeiros e oceânicos há mais de quatro décadas, a parceria permite dialogar com um público mais amplo, para além da comunidade científica.
“Os aquários têm um papel importante na conexão entre ciência e sociedade. Ao levar o Novo Submarino para Santa Catarina, temos a oportunidade de conversar com milhares de famílias e unir lazer, conhecimento e conservação”, afirma.
O atrativo tem previsão de chegar a Santa Catarina em 2027, por tempo indeterminado, e ocupar uma grande área no Oceanic Aquarium.
Evento de assinatura
A parceria foi formalizada nesta sexta-feira (26), durante evento no Oceanic Aquarium, com a presença de Guy e Neca Marcovaldi, fundadores da Fundação Projeto Tamar, e do CEO do Grupo Oceanic, Kiko Buerger.
A cerimônia de apresentação do projeto contou ainda com a participação da banda catarinense de reggae/rock Dazaranha, integrante da cultura popular florianopolitana e parceira do Projeto Tamar.
