Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

Descoberta revolucionária no mundo Maia

Vez ou outra surge uma daquelas descobertas fantásticas na arqueologia, que revolucionam todo nosso conhecimento sobre um determinado tema. Desta vez ocorreu na região de Yucatã (México/Guatemala/Belize), e simplesmente nos obrigou a rever tudo o que sabíamos sobre a cultura Maia!

Graças a uma nova tecnologia aplicada, conhecida como “LiDAR” (Light Detection And Ranging), foram encontradas mais de 60 mil novas estruturas dessa antiga civilização, debaixo da floresta. Sim, debaixo da floresta! O mapeamento foi feito de forma inédita, ao bombardear por avião ou helicóptero, raios laser em direção ao solo. Os cientistas – Stephen Houston, da Universidade de Brown e Thomas Garrison, do Ithaca College (EUA) – já rastrearam mais de 2,1 mil quilômetros quadrados (de um total de 14 mil), revelando uma infinidade de novas cidades, patamares, pirâmides, templos, caminhos elevados, canais de irrigação e casas.

Na prática, a tecnologia LiDAR mapeia o solo, conseguindo retirar digitalmente a cobertura vegetal criada pela copa das árvores. Assim, o que resta é o contorno de construções abaixo do solo. Esses milhões de disparos de laser são capazes de detectar detalhes que escapariam facilmente ao olho humano. Podemos dizer de certa forma, que a técnica imita aquela utilizada pelos morcegos dentro de uma caverna, onde conseguem detectar a existência de paredes e obstáculos através do retorno de um sinal emitido. O que resta, é uma imagem tridimensional da topografia.

Até então, os arqueólogos calculavam a população Maia em cerca de 5 milhões de habitantes. Com essa nova descoberta, podemos seguramente dizer que sua população ultrapassava os 15 milhões! Muito maior do que se imaginava.

Além da revisão populacional, outra descoberta surpreendente foi a existência de inúmeras fortalezas e muralhas defensivas, que revela uma situação mais belicosa do que já foi prevista. Os Maias certamente eram muito mais sofisticados do que imaginávamos, possuíam uma rede de comércio muito mais ativa e fizeram uma ampla “reforma” no meio ambiente, segundo suas necessidades.

O arqueólogo Francisco Estrada-Belli, da Universidade de Tulane (EUA), calcula que serão necessários 100 anos para avaliar todos os dados emitidos pelo LiDAR. Definitivamente, já não se faz mais arqueologia como antigamente. A época das grandes explorações acabou. Hoje, graças a projetos como o LiDAR e os drones, as escavações são objetivas. Não se perde mais tempo em longas e custosas escavações, que nem sempre alcançam o resultado esperado.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 20/02/2018 às 07h45 | daltonmaziero@uol.com.br

Sambaquis - Arquivos da pré-história

Quando os portugueses chegaram ao litoral brasileiro no século XVI, encontraram estranhas formações de conchas, de formas e tamanhos diferentes. Eram montes artificiais, já muito antigos, que precediam os tupis-guaranis, ocupantes de nossa costa. Ao serem indagados, os tupis mencionaram “cernabi” e “sambaqui” - existem várias terminologias -, que significa basicamente taba (conchas) e ki (amontoado).

E foi com sua descoberta pelos europeus, que começou também sua depredação. Já no século XVI, as camadas sedimentadas de conchas são extraídas para fabricação de cal e argamassa que uniu as pedras que formaram nossos edifícios coloniais, como palácios, engenhos, fortificações e colégios. Mesmo assim, existem hoje milhares de sambaquis ao longo de toda costa, praias e foz de rios.

Essas formações – também conhecidas como concheiros – são encontradas em outros países das América, na África e também na Europa. Contudo, em nenhum desses lugares alcançam a quantidade e tamanho dos existentes no Brasil. Os maiores estão em Santa Catarina. Alguns ultrapassam os 30 metros de altura – Sambaqui Garopaba do Sul –, com mais de 200 metros de diâmetro. Essa verdadeira montanha de conchas teve um propósito, utilização e função; e foram criados por um povo chamado genericamente de Povo do Sambaqui, ao longo de milhares de anos.

No século XX, quando efetivamente começaram a ser estudados, pensou-se tratar-se apenas de depósitos de conchas, provenientes da alimentação desses grupos pré-históricos. Contudo, as escavações mostraram tratar-se muito mais do que meros depósitos de “lixo” alimentar. Sobre eles existiram casas, plataformas e sepulturas. Somente em uma unidade  (SC), foram identificados mais de 43 mil corpos. Contudo, existiam finalidades específicas de cada comunidade na construção de um sambaqui, entre elas, estava a demarcação de um território e a utilização do espaço para rituais funerários.

Arqueólogos dataram essas formações entre 8.000 e 2.000 mil anos de antiguidade, o que faz de muitos Sambaquis, construções tão antigas como as pirâmides egípcias de Gizé, os muros da Babilônia, ou a cidade de Caral, no Peru. As centenas de camadas que formam esses concheiros determinam a passagem do tempo, e revelam uma estrutura hierárquica desse antigo povo, que sepultava com certa pompa, pessoas importantes. Muitas delas acompanhadas de zoólitos em pedra, figuras realistas de animais, a ponto de ser possível até hoje, identificar sua espécie.

Os sambaquis são hoje, verdadeiras cápsulas do tempo, com potencial ainda para revelar muito sobre o passado de nosso país.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 01/02/2018 às 10h25 | daltonmaziero@uol.com.br

Mochicas - O uso sagrado de plantas alucinógenas

Durante certo tempo, pensou-se que alguns temas das crônicas espanholas sobre o Novo Mundo (América), eram apenas uma forma de difamar e justificar a conquista sobre os nativos. A questão do sacrifício humano foi um desses temas polêmicos. Na América do Sul em especial, vários autores negaram a existência de sacrifícios. Principalmente entre os Incas e outras civilizações consideradas pacíficas. Contudo, hoje sabemos que eles o realizavam, e que a prática remonta a 3.000 anos de antiguidade na região norte do Peru. A cerâmica Mochica (ou Moche) retratou esses sacrifícios elaborados, que eram até então interpretados como ações de caráter mítico.

Os Mochicas habitaram o litoral desértico do Peru, com seu auge entre 100 e 750 dC. Além de incríveis complexos piramidais - conhecidos como Huacas – eram hábeis ourives, ceramistas e guerreiros. Formaram uma sociedade complexa e estratificada, com forte poderio representado por uma classe sacerdotal, e com espaço para mulheres poderosas nos primeiros séculos de sua existência. Com o controle da água, obtiveram um excedente agrícola e, consequentemente, um aumento populacional.

Na última década, escavações realizadas em algumas Huacas (como Luna e Perro Viejo) e sepulturas como Sipán, revelaram centenas de esqueletos com incisões em seus ossos. Era a prova definitiva que os rituais de sacrifício foram reais e não mitológicos, como muitos pensavam.

Segundo a iconografia da cerâmica encontrada – e também de murais ilustrativos nas Huacas – os sacrificados eram, em geral, guerreiros cativos. Eles faziam parte de um cerimonial propiciatório de culto à divindade Aia-Paec, o Deus Decapitador. A ele, os Mochicas pediam boas colheitas, abundância de água e fertilidade humana. Dentro da complexibilidade ritual dos sacrifícios, um contexto que merece destaque é o uso de plantas e sementes alucinógenas.

Os guerreiros capturados, antes do ritual de sacrifício, passavam por uma longa preparação, que incluía o uso de sementes de Nectandra ap (hamalas)., cactos de San Pedro, e Datura Stramonium; todas plantas e sementes capazes de causar efeito analgésico, narcótico e alucinógeno. Inclusive alguma dessas sementes, como as hamalas e o ulluchu, possuíam efeito anticoagulante para o sangue.

O uso de hamalas foi detectado não apenas nas escavações Mochicas, mas também nas sepulturas de altitudes dos Incas, como na conhecida múmia “Juanita”. Além dessa, o Chamico (Erva do Diabo) foi outra planta alucinógena utilizada em profusão no mundo pré-colombiano. Evidencias de sua utilização foram encontradas nas culturas Nasca e Valdívia, sempre associadas à manipulação da consciência pelos sacerdotes locais.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 16/01/2018 às 18h11 | daltonmaziero@uol.com.br

Cacaxtla – Mágico mural Mesoamericano

Cacaxtla (México) é praticamente desconhecido do público brasileiro. Contudo, foi um dos mais espetaculares achados arqueológicos do século XX. Trata-se do maior e mais bem conservado mural pré-colombiano, pintado com tintas naturais (branco, preto, azul, amarelo, vermelho), entre 640 e 800 dC.

Inicialmente, os arqueólogos pensaram tratar-se de ruínas maias, mas as escavações mostraram que vários grupos ocuparam aquele espaço. Além dos Maias, os Mixtecas, Teotihuacanos, Zapotecas, Nahuatlacas e, o que parece ser o grupo principal, criador dessa maravilha pictorial, os Olmecas-Xicalancas descendentes de grupos paleo-olmecas! O termo “Cacaxtla” significa na língua náhuatl, “cesto utilizado para carregar mercadorias”. É uma espécie de cesto trançado, utilizado nas negociações comerciais, levado normalmente nas costas, preso por uma faixa de tecido à cabeça.

O auge de Cacaxtla, entre 650 e 900 dC veio com a decadência de dois grandes centros regionais: Teotihuacán e Cholula. A partir dai, toda a cidade foi remodelada, ganhando um fosso com muralha para sua proteção e um gigantesco palácio, com vários pisos adornados de forma magnífica, com o que seriam os murais de Cacaxtla. Por volta do ano 1000 dC a cidade foi abandonada, por motivos ainda não totalmente explicados.

Contudo, em 1975 foi redescoberta por camponeses do povoado de San Miguel del Milagro. Ao cavarem a terra para suas plantações, encontraram um pedaço de muro com o rosto colorido de um personagem, conhecido hoje como “Homem Ave”, parte de uma extraordinária criação pictórica, de grande riqueza simbólica.  O mural hoje possui 25m² de superfície, alcançando 22 metros de comprimento. Toda essa superfície pintada encontra-se unicamente no Palácio dessa urbe pré-hispânica. Mas o sítio é formado também por plataformas, templos, adoratório, pirâmides e ruas, o que pode revelar ainda novos murais no futuro.

O trecho mural mais conhecido de Cacaxtla é o grande Mural da Batalha. Nele, podemos ver cenas de batalhas, com a vitória dos antigos Cacaxtlis – Guerreiros Jaguar ricamente ornamentados com escudos e facas de obsidiana – sobre os derrotados Maias, representados como Guerreiros Aves, nus, desarmados e em posição de submissão. Em outra parte do mural, podemos observar a narração dos sacrifícios que sofreram os derrotados. Com a presença do Deus Tláloc, um Guerreiro Jaguar afunda impiedosamente, sua faca de obsidiana no peito de um Guerreiro Ave.

O ciclo de vida e morte, tão importante na vida dos mesoamericanos, alcança em Cacaxtla o status de arte, representado em ampla palheta de cores!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 04/01/2018 às 13h09 | daltonmaziero@uol.com.br

Xibalbá – O inframundo Maia

Segundo o “Popol Vuh” - o livro sagrado dos Maias -, existia nas antigas terras de Yucatã (México), um espaço de obscuridade e mistério. Era o “Inframundo”, habitado por uma legião de seres mitológicos e comandado pelos Deuses da Morte. Esse lugar existe geograficamente, e é hoje alvo da arqueologia, que aos poucos, nos revelam descobertas estarrecedoras.

 
Existe abaixo de Yucatã, uma gigantesca rede subterrânea de tuneis esculpidos pacientemente pela natureza. Ela é formada por milhares de passagens interligados, hoje debaixo d’água. Os antigos maias, que viveram ali por centenas de anos, desenvolveram toda uma mitologia em torno desses tuneis e de suas “portas” de entrada, chamadas Cenotes. Os cenotes podem ser visitados hoje, e são incríveis poços de água cristalina – alguns imensos – que dão acesso a essa rede subterrânea. Quase toda a água doce da região provém dessas grutas e rios, que correm abaixo do solo. Não é por acaso, que algumas cidades maias – como Mayapán e Chichen Itzá – foram construídas ao lado de famosos cenotes. Além de locais mitológicos – divisores entre o terreno e o mundo das sombras – eram também provedores de água doce. 
 
Na mentalidade maia, o Inframundo era um lugar habitado por deuses malignos. Um caminho marcado pelo perigo e proibido aos estranhos que não o conheciam. Governavam essa terra de mistérios dois senhores demoníacos: Hun-Camé e Vucub-Camé. Seguiam-se a eles Xiquiripat, Ahalpuh, Chamiabac, Chuchumaquic, Ahalcaná, Quicxic, Chamiaholom, Patán, Quicré, Quicrixcac e Kinich-Ahau (personificação do medo e do sofrimento humano). A lista desses deuses é vasta e contraditória. O leitor certamente encontrará outros nomes como Sukukyum e Yum Kimil (Senhor dos Mortos). Essa legião de deuses era conhecida como Senhores de Xibalbá. A mitologia maia nos conta que ao morrer, os homens não eram julgados em Xibalbá. Ao invés disso, para chegarem lá, deveriam passar por uma série de provações, nas quais enfrentavam animais selvagens, fogo, frio, rios traiçoeiros e penhascos.  
 
A mitologia relacionada ao Inframundo era motivo de adoração e, aos seus deuses, eram feitos sacrifícios. Em 2011, no cenote de Chichen Itzá, o arqueólogo Guillermo de Anda (Universidad Autónoma de Yucatã) encontrou a cerca de 5 metros de profundidade, uma oferenda que, pelo seu simbolismo, foi dedicada ao Deus da Chuva: Tlaloc. Além de cerâmica e carvão, foram encontrados esqueletos de um cachorro e um veado (animais caminhantes do Inframundo), além de restos humanos de 6 indivíduos e uma faca de sacrifício. No mesmo local, descobriram depois esqueletos de 20 indivíduos, há cerca de 50 metros de profundidade. A cada ano que passa mais e mais oferendas são descobertas pela arqueologia subaquática nos aquíferos maias, revelando dados preciosos sobre o que eles compreendiam como o Inframundo de Xibalbá.
 
Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)
Escrito por Dalton Delfini Maziero, 18/12/2017 às 11h44 | daltonmaziero@uol.com.br

Cholula - a grande pirâmide mesoamericana

A América ainda é um continente a ser escavado!

Quando visitei o México em 2012, estive em um pequeno povoado chamado Cholula. Aquele lugar estaria fadado ao esquecimento, se não fosse por um gigantesco morro – chamado por alguns moradores de “cerrito” – bem no coração da cidade. No alto desse morro, figura a igreja de Nuestra Señora de los Remedios, que compõe uma bela paisagem com o vulcão Popocatépetl ao fundo.

Nem todos se dão conta, mas aquela montanha é, na verdade, a maior pirâmide do mundo em volume! A Grande Pirâmide de Cholula – também conhecida como Pirâmide de Tepanapa ou de Tlachihualtépetl – possui cerca de 4,45 milhões de metros cúbicos, cerca de 30% maior (em volume) do que a pirâmide de Quéops, no Egito. Ela foi dedicada a Chiconaquiahuitl (Deus das nove chuvas) e posteriormente a Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada. Sua base mede 450 x 450 metros e alcança 66 metros de altura. Os arqueólogos descobriram que a grande pirâmide foi erguida em vários estágios – entre os séculos II aC e VIII dC – como se uma pirâmide fosse sobreposta a anterior.

O povoado de Cholula é habitado desde o século II aC. Contudo, alcançou seu auge no Período Clássico, entre 600 e 700 dC. Durante esse período, Cholula logrou grande importância dentro do mundo Mesoamericano. Vários povos ocuparam o lugar, entre eles Olmecas, Teotihuacanos, Toltecas e Mexicas. Sua importância religiosa dentro do mundo mesoamericano era tão grande, que possuiu paralelo com Teotihuacán, onde se encontra a gigantesca Pirâmide do Sol. Mesmo pouco tempo antes da invasão espanhola (1519), o mundo Mexica (asteca) solicitava para diversas cerimônias, sacerdotes oriundos do povoado de Cholula.

Os espanhóis, presenciando a importância sagrada desse local, pretenderam sacramentar a supremacia católica com a construção (1594) da Igreja de Nuestra Señora de los Remédios no topo da antiga pirâmide nativa. Mas o que se vê hoje é a igreja proveniente de sua reconstrução (1864), após um terremoto.

Para não danificarem o monumento colonial, arqueólogos decidiram perfurar a base da pirâmide com mais de 8 km de túneis. A entrada dos visitantes se faz por um desses túneis - verdadeiramente impressionante - que leva o visitante a percorrer a base das antigas pirâmides sobrepostas, observando vários detalhes de sua antiga construção. Cholula é, sem dúvida, mais um exemplo da perseverança e técnica dos antigos povos das Américas.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 04/12/2017 às 10h24 | daltonmaziero@uol.com.br



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Dalton Delfini Maziero

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Historiador, arqueólogo, explorador, viajante, escritor e especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria.


















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