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Balneário Camboriú

Diagnóstico nos costões de Balneário Camboriú vai identificar resíduos submersos e não são poucos

Estudo pode durar de cinco a 12 meses e já começou

A Secretaria do Meio Ambiente de Balneário Camboriú anunciou há alguns meses que Balneário Camboriú terá, em breve, um diagnóstico de resíduos em costões, que são deixados nas praias, principalmente após a pesca (pilhas, latas, iscas, plástico, etc.). A Univali foi a vencedora do chamamento público e está coordenando a ação, que contará com um estudo dos pontos e também limpeza, em terra e com mergulhadores.  

Ewerton Wegner (de óculos) na entrega do selo da Abrelpe esta semana (Renata Rutes)

O oceanógrafo e professor Ewerton Wegner, responsável pelo laboratório de mergulho científico da Univali, está na coordenação do estudo. 

Ele conta que as equipes da universidade farão os mergulhos científicos, remoção do material e relatório que embasará ações de educação ambiental direcionadas aos pescadores que atuam na região. 

Já foi feita uma ‘saída piloto’ para ver o que seria encontrado nos costões de todas as praias, do Pontal Norte as agrestes. 

“Fizemos justamente para saber o que encontraríamos nesses locais, e tem bastante material; na parte submersa, pela característica de que a maioria das pessoas não vê no dia a dia, há uma grande quantidade de resíduos, inclusive com objetos grandes como pneus, aros de roda e o principal – plástico, materiais de pesca, como redes abandonadas, que continuam matando organismos, embaraçando peixes e caranguejos, fica como um ‘local de morte’ dentro da água”, diz. 

O lixo encontrado na saída piloto da equipe já mostrou que o trabalho será intenso
(Equipe Laboratório de Mergulho da Univali)

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Por conta da quantidade de materiais, o professor Ewerton vê que o trabalho tende a ser bastante extenso e minucioso.

“Calculamos cerca de cinco quilômetros de área linear. São 13 pontos, desde o Pontal Norte, no canto do Morro do Careca, até o Estaleirinho. Contempla todas as praias, e são pontos que se definem como áreas de pesca recreativa, então por ter um acesso maior de pessoas acreditamos que há bastante material dentro da água”, explica. 

A previsão é que o estudo dure de cinco a 12 meses, mas deve passar dos cinco, porque os pesquisadores dependem da condição meteorológica para fazer a coleta dentro da água [é preciso de visibilidade]. 

“Agora estamos em uma época boa, esse período antes do verão é positivo, e temos que aproveitar essa janela de tempo bom para poder fazer as saídas, que envolve toda uma logística – utilizamos dois barcos, pessoal da universidade. Ainda não abrimos para voluntariado, por enquanto são quatro pesquisadores, dois técnicos e quatro estagiários/monitores, mas queremos abrir a possibilidade para voluntários [estudantes do curso de Oceanografia da Univali]”, acrescenta. 

Wegner aproveita para citar que, após a coleta do lixo, pretendem avaliá-lo e fazer uma estatística em cima do que encontraram e assim propor ações de educação ambiental.

“Para tentarmos atingir a origem do lixo e conscientizar a comunidade que frequenta esses locais”, finaliza.

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Texto: Renata Rutes


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