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Balneário Camboriú

Pessoas que sofrem com insônia relatam como encaram o problema

Imagine passar várias noites sem dormir direito ou várias semanas…ou ainda vários anos com sono alterado. Ficou cansado só de pensar? Essa é a realidade de muitas pessoas que, a cada noite, vêem as horas passarem no relógio, sem conseguir dormir. E a falta de sono cobra seu preço – o cansaço no dia seguinte e, é claro, o sono atrasado, além de dores de cabeça, estresse e ansiedade. O Página 3 ouviu moradoras de Balneário Camboriú, de diversas idades, porque a insônia pode afetar qualquer faixa etária, que sofrem com insônia, em maior ou menor escala, e compartilham como encaram esse transtorno. 

Fernanda Cezar

39 anos, administradora

(foto Arquivo pessoal)

“Não sei exatamente há quantos anos a insônia me acompanha, mas sei que faz muito tempo. Já experimentei chá de erva doce, de melissa, de erva doce com melissa, cálice de vinho, óleos essenciais e acredite, até reza para espíritos obsessores. 

É que quando você escuta muitas opiniões sobre esse assunto, acaba acreditando em várias soluções, até que entende que a cura  – ou a melhora – da sua insônia, reside dentro de você mesmo. 

O filósofo francês Alain de Botton escreveu uma frase que define perfeitamente: “A insônia é a vingança da mente por todos os pensamentos que evitamos durante o dia”. Bingo, se minha mente é muito agitada, ou encontro um modo de desligar ela para relaxar à noite, ou ela seguirá agitada. 

No meu caso particularmente os chás e óleos não tem surtido efeito (apesar de eu ser uma amante de chás e óleos para tantas outras finalidades), mas eu tenho hipotireoidismo e na bula do remédio, consta lá como efeito colateral “insônia”. Aceito que tenho uma mente agitada, mas também estou buscando tratamentos alternativos para que consiga eliminar o uso desse remédio para a disfunção da minha tireóide. Enquanto não alinho isso, tento lidar de maneira amigável com as noites insones. 

Não fico brava, venho aprendendo a não pensar como o dia seguinte será cansativo se só dormi 3 horas, às vezes vejo um filme, leio algo que me interessa ou simplesmente escuto meu emaranhado de pensamentos, sem me culpar ou me julgar por estar nessa situação. 

O segredo todo a meu ver, é amorosamente ir me ouvindo, me conhecendo e prestando atenção no que a insônia quer me dizer. 

O resto, é opinião alheia e o que serve para os outros, muitas vezes não serve para nós”.


Victoria Fernandes

26 anos, Residente no Ministério Público

(foto Arquivo pessoal)

“Sofro de insônia há aproximadamente cinco anos. Passo por períodos diferentes, tem momentos que tenho insônia apenas de vez em quando, outros períodos tenho quase que diariamente, depende do meu estado mental. 

A insônia afeta sempre o dia seguinte, fico ansiosa por não conseguir dormir, acabo dormindo pouco e acordando exausta, o que me dá enxaqueca e variação de humor durante o dia. 

No início da pandemia minha insônia se acentuou por conta dela [da pandemia], mas agora normalizou. 

Logo no início da pandemia, tinha dias que dormia apenas 2h por noite. 

Consulto com psiquiatra e psicóloga, tomo medicação que estimula sono (Zolpidem), melatonina, florais, óleo de cannabis. 

A minha insônia está bem relacionada com períodos de estresse, pressão e descontrole emocional, quanto pior estou emocionalmente mais insônia tenho”.


Beatriz Helena Cezar Lopes

65 anos, professora readaptada (hoje trabalha no CRAS)

(foto Arquivo pessoal)

“Sofro de insônia há muitos anos, mais de 10 anos, bem mais. Depois que tive filho comecei a querer fazer tudo ao mesmo tempo, e quando vim morar em Santa Catarina isso se agravou, pois comecei a trabalhar fora, tendo muitos compromissos. 

Esse nervosismo e ansiedade acabou virando insônia. 

Não durmo direito. 

E é diário, se durmo quatro horas é muito. Durmo quando deito e depois de quatro horas acordo pensando nos problemas que tenho para resolver. 

Tenho a sensação de estar dormindo, mas estou acordada. Tenho fama na família de ser preguiçosa e gostar de dormir (risos), porque tenho muito sono durante o dia. 

Começo a trabalhar cedo, por volta de 7h, e depois do almoço tenho muito sono. 

Às vezes eu durmo à tarde e dizem que tira o sono da noite, mas já fiz o teste de não dormir durante o dia e continuei tendo insônia. 

Nunca fiz tratamento para a insônia, só para os meus outros problemas psicológicos. 

Não gosto de remédio, ainda mais para dormir. 

E eu gosto da noite, rendo mais no serviço de casa, e é da idade também (risos)”.


Cíntia Bilhar de Souza

47 anos, esteticista

(foto Arquivo pessoal)

“Tenho insônia há uns 10 anos, não consigo pegar no sono ou durmo e acordo no meio da noite e não consigo dormir mais. Arde os olhos, bate cansaço, mas não consigo apagar. 

Afeta o dia a dia, pois sinto problema de cognição e dor de cabeça por não ter dormido bem. A pandemia piorou meu quadro, sim, pois gerou bastante insegurança, medo e instabilidade financeira. Faço consulta com psiquiatra, o qual me receitou medicação e psicoterapia, que ajudou muito a qualidade de vida e de sono”.


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