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Francisco Graciola: 70 anos de uma história de empreendedorismo e inspiração

“Um homem que deseja ir além, precisa ousar fazer aquilo que ninguém ou poucos se atrevem. É preciso sair da zona de conforto, ter ambição e, ao mesmo tempo, ter com quem dividir responsabilidades e as conquistas. Olhar para os erros não como forma de se vitimizar, mas como aprendizado, como uma possibilidade para traçar uma nova rota”.

Francisco Graciola

Simplicidade, humildade, ajuda ao próximo e o desejo por ir além. Essas são características genuínas e que definem o empresário Francisco Graciola. Olhar sereno e determinado, com estilo despojado, quem o encontra no dia a dia – seja em suas rotineiras caminhadas na praia ou nos caminhos centrais da cidade – no trajeto para seu escritório, não imagina sua trajetória de vida.

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Foi na roça que ele desenvolveu seu espírito empreendedor, foi na infância que a mente e a alma de Francisco começaram a se alimentar dos sentimentos mais genuínos de luta e de perseverança. Esses sentimentos o ajudaram a dar os seus primeiros grandes passos no mundo empreendedor.

Seus cabelos brancos e o olhar sereno traduzem toda sua experiência, mas sua simplicidade e sorriso largo escondem toda sua superação. E engana-se quem acredita que não houve trabalho, somente sorte. Ao contrário. Além de colocar a mão na massa, ele oportunizou a parentes e amigos condições para tocar adiante seus sonhos. Também deu espaço a quem abraçou com ele seus objetivos.

Francisco Graciola é o terceiro entre os 12 irmãos

Natural do interior de Gaspar, começou desde muito jovem no campo e foi neste mesmo campo, em um acidente, perdeu a visão de um dos olhos aos sete anos, mas nem assim se deixou abater. O espírito empreendedor é nato, intrínseco a sua existência. Aos 14 anos, atendendo ao convite de um tio, passou a exercer o ofício de barbeiro, ele foi o primeiro da família a abandonar o trabalho na roça, mas nunca deixou para trás sua história. Queria morar na cidade, crescer na vida e agarrou essa oportunidade com todas as suas forças. O jovem rapaz, perspicaz, com sua simpatia, logo conquistou muitos clientes e levou um a um de seus irmãos para seus negócios.

“Sempre fui muito observador. Em poucos anos já tinha minha clientela, aluguei uma salinha pequena e comecei o meu próprio negocinho, abri minha barbearia”, relembra ele saudosista.

Para conquistar clientes, o jovem empresário inovava

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“Eu botava uma placa na calçada: ‘Corte o cabelo e ganhe a barba de graça’”, conta. A barbearia ficava ao lado de uma lanchonete, que fechava cedo. “Aquilo me intrigava. O proprietário, que tinha alugado o espaço para a barbearia, viu que tinha potencial para crescer, e propôs que eu assumisse também a lanchonete. Me fez uma proposta para pagar em 36 vezes. Acabei comprando. Aí eu olhei para os 11 irmãos que estavam lá no sítio em Gaspar, e fui trazendo. Primeiro uma irmã, depois mais um irmão, e assim íamos realizando sonhos”, completa.

Seu Chico, como é carinhosamente conhecido, recorda que como a barbearia nem sempre estava com clientes, nas horas de folga eles faziam costura.

“Isso porque abrimos a barbearia perto da indústria Hering, e aí eles traziam aquelas camisas de malhas que a gente, nas horas de folga, corrigia a gola, a manga, pregava botão. Assim surgiram a Barbearia do Chico e, depois, a Barbearia, Lanchonete e Alfaiataria do Chico. Foram aparecendo outras lanchonetes para que a gente administrasse também”. Em uma determinada época, eram 15 lanchonetes.

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O empresário é um grande visionário e tudo o que planejou ao longo de sua trajetória foi um sucesso. A construção civil sempre foi uma paixão. E ele sempre sonhou ir além. Queria transformar realidades, fazer a diferença na vida das famílias, ir atrás do inimaginável.

Começou com pequenos prédios em Blumenau, isso em 1983, tijolo a tijolo, todo dinheiro das lanchonetes era reinvestido. Ia até São Paulo, com um caminhão emprestado, buscar o material para as obras.

Descarregava, fazia massa, colocava a mão na massa. “Comecei para não mais parar. Na medida em que eu ia construindo, eu tinha vontade de aumentar um andar. Olhava para qualquer sobrado, para qualquer casa, para qualquer terreno pensando em empreender. Me questionava sobre as alturas, com tanta tecnologia, desenvolvimento e ainda não tinham prédios maiores, aquilo sempre me intrigou”, lembra. Tinha uma paixão por Balneário Camboriú, isso que naquela época a cidade não beirava a todo desenvolvimento que hoje a posiciona como o município com maior valorização econômica do país.

“Saía de Blumenau domingo de manhã, aí eu já tinha o Jean, meu primeiro filho. Ele, ainda criança, já se envolvia. No domingo cedinho, a gente botava a família num Fiat 147 e íamos de Blumenau a Balneário, cobrindo 80 quilômetros. Parávamos para visitar as obras em todo caminho”, relata.

Nesta época, o comércio de Balneário Camboriú começava a ganhar força e a construção civil ainda não era muito pujante. Os investimentos vinham de grupos familiares locais.

“A cidade me hipnotizava. Eu via aquele mar, aquele céu azul e pensava: é possível romper barreiras, eu vou mais longe”, comenta com saudosismo.

Nos anos 80, quando surgiu a oportunidade de investir em um terreno em Balneário Camboriú. Então, em meados dos anos 90 foi projetado o primeiro prédio na cidade, com 14 andares, já na Avenida Atlântica.

Até 2001, Graciola e seu filho, com quem compartilha o dia a dia na gestão da empresa, se dividiam em outros empreendimentos, na administração dos negócios.

Foi então que Francisco Graciola e seu filho Jean Graciola, fundam a FG Empreendimentos e focam em Balneário Camboriú, nos empreendimentos surpreendentemente diferentes e, também, com o objetivo de superar os limites. Passaram a viajar o mundo, conhecendo os grandes centros em busca de inovações. Trouxeram para Balneário a ideia de que cada condomínio deveria ter o seu espaço de lazer, de resort estilo home club. Piscina aquecida, academia, área de crianças, áreas para encontros de família.

“Foi uma novidade para região. Ampliamos a força de nossa marca, adquirimos terrenos, sempre pensando à frente”, destaca Jean Graciola.

Foi a partir de 2007 que a empresa acelerou a busca por novas tecnologias e os planos pelo ineditismo, trazer para a cidade prédios maiores. Até então a FG havia construído prédios de 30 andares.

Foi em 2008 que os empresários adquiriram um grande terreno, com mais de cinco mil metros. Era um local que seria possível construir três torres de 20 andares.

“Chamei minha equipe e disse: se nesse terreno cabem três torres de 20 andares, vamos construir uma de 60”. Por quê? Se você erguer três torres em uma área de 5 mil metros, vai usar 50% do terreno só para elas. Se sobe uma torre só, usa-se para isso apenas 20% do terreno. Com isso, sobra uma grande área para oferecer opções de lazer. Então, a gente foi atrás para construir o residencial Infinity Coast, que tem 66 pavimentos habitáveis e equivale a um prédio de 76 pavimentos. São 234 metros de altura. Foi o primeiro edifício no país a passar da barreira dos 200 metros de altura”, relembra com um sorriso no rosto.

As maiores empresas do mundo da área de cálculo estrutural e da área arquitetônica, como a RWDI do Canadá e a BRE e WSP da Inglaterra, tornaram-se parceiras da FG. São as mesmas que desenvolveram os estudos para arranha-céus como o Petronas Towers, na Malásia, e o Central Park Tower, em Nova York. Aos poucos, a FG Empreendimentos foi deixando de ser um grande sonho para estar atualmente entre as maiores e melhores empresas do setor de construção civil do país e com destaque internacional.

Foi a partir de 2010 que a empresa investiu em seu processo de governança corporativa e desde 2013 é auditada pela EY, uma das big fours do segmento de auditoria do mundo. “Fomos em busca de capacitação, o inimaginável sempre foi nosso objetivo. Para quem sonha, nem o céu é o limite. E eu sempre quis ajudar a transformar o skyline de Balneário Camboriú e alcançar o céu. Por isso desenvolvemos cada vez mais, empreendimentos ainda mais audaciosos. Sinto prazer em fazer coisas bonitas e diferentes”, explica.

Seu Chico está à frente de uma holding com 60 empresas e com mais de cinco mil colaboradores. Além da construção civil, entre seus empreendimentos estão três hotéis, o Fazzenda Park Hotel, em sua cidade natal, o Vila Germânica, em Piratuba, e o Hotel Marambaia em Balneário Camboriú. Mas, uma característica ele mantém até hoje: sua simplicidade, sua essência, nunca esqueceu suas origens, de onde veio e a força de toda a família.

Francisco Graciola faz questão de cumprimentar um a um, pelo nome. Tem orgulho em ser cofundador de uma das mais importantes empresas do segmento de construção civil do país e potencializando a força da empresa familiar no país. Com espírito jovem, o empresário Francisco Graciola olha para o céu e já almeja voos mais altos. “Temos grandiosos projetos, que vão não apenas transformar o mercado da construção civil, mas criar um novo legado para toda a humanidade. Que venham os próximos anos para que possamos continuar investindo”, finaliza.

Texto: Adriana Laffin / Apoio Comunicação

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