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Como o calendário de jogos próximos um do outro prejudica os times do futebol brasileiro?

Este não é um tema inédito, tampouco recente no futebol brasileiro. Afinal, há muito tempo se discute como otimizar o calendário de jogos no país, principalmente em anos de Copa do Mundo, como é o caso da temporada 2022, quando as competições no universo da bola param totalmente por pelo menos um mês para a disputa do maior torneio de seleções do planeta.

O grande debate em torno do assunto tem a ver com a quantidade de partidas disputadas pelos times da elite nacional ao longo do ano, fazendo com que muitas equipes encarem um número excessivo de compromissos em pequenos intervalos de tempo. Atualmente, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro disputam em média de 70 a 80 jogos por temporada, entrando em campo uma vez a cada três dias.

Não à toa, muitos jogadores, técnicos e dirigentes frequentemente externam suas insatisfações com essa maratona, que, além de tudo, gera conflito com as datas-Fifa, podendo muitas vezes desfalcar os times brasileiros em confrontos importantes por conta das convocações para as seleções nacionais.

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De olho nisso, o diretor de competições da Confederação Brasileira de Futebol, Julio Avellar tem discutido alternativas dentro da entidade para 2024, mas sabe que o desafio vai muito além do poder de decisão da CBF. Por trás de tudo, as solicitações dos clubes divergem dos interesses das emissoras de televisão, que pagam boa parte do dinheiro para se fazer futebol no Brasil, e de patrocinadores.

O quanto realmente o calendário interfere?

A maior reclamação por parte de quem defende uma reformulação do calendário do futebol brasileiro tem a ver com o desgaste excessivo de jogos e viagens. De acordo com especialistas, o tempo ideal de recuperação de um atleta após uma partida é de 72 horas, mas não é incomum que esse limite seja ignorado.

Além de aumentar o risco de lesões, há também a preocupação com o lado emocional desses indivíduos, colocados cotidianamente em situações de pressão, com pouco tempo para curtir a família e tendo de assimilar resultados de um dia para o outro e já pensar no próximo jogo.

Por sua vez, os treinadores costumam reclamar da falta de tempo hábil para fazer ajustes ou promover novos conceitos táticos em suas equipes. Isso porque é preciso considerar o intervalo de descanso dos atletas e a logística de viagens para enfrentar adversários de diferentes regiões do país, diminuindo ainda mais o tempo de preparação.

Rodízio, surpresas e exceções

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Para os clubes que alcançam as fases mais decisivas das competições, o calendário se torna ainda mais cruel e exige um melhor planejamento e adaptações rápidas para encarar a intensa sequência de jogos, como o rodízio de atletas e escalações de times reservas. Tal improviso pode abrir margem para surpresas e trazer boas oportunidades para os adversários e até para quem gosta das apostas futebol e queira pleitear bons investimentos.

Um exemplo recente é o caso do Flamengo, que em apenas uma semana disputou as semifinais da Copa Libertadores contra o Vélez Sarsfield (ARG) e enfrentou o Ceará pelo Brasileirão. A prioridade dada ao torneio continental fez os cariocas entrarem em campo mesclando titulares e suplentes para encarar os cearenses e, mesmo jogando em casa, acabaram empatando com uma equipe considerada mais fraca, mas que um ano antes já havia aprontado no mesmo Maracanã.

Vale destacar que o time rubro-negro chegará ao final de 2022 tendo disputado todas as partidas que lhe eram possíveis na temporada, alcançando as finais do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Copa do Brasil e Copa Libertadores. Somando as 38 rodadas do Campeonato Brasileiro, terão sido 77 jogos ao todo.

Apesar de parecer possível, o feito do Flamengo é uma rara exceção no futebol brasileiro e poucos clubes atualmente possuem condições de ter à disposição jogadores de alto nível até no banco de reservas. Diferentemente de Dorival Júnior, a maioria dos técnicos brasileiros precisa lidar com elencos limitados e um calendário exigente como esse pode ser determinante para prejudicar todo o seu trabalho.

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