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Balneário Camboriú
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Dia Mundial dos Animais: Balneário Camboriú tem rede que trabalha em prol dos pets e silvestres

O Dia Mundial dos Animais e de São Francisco de Assis, santo católico que é o padroeiro dos animais, é celebrado nesta terça-feira (4). 

Balneário Camboriú possui uma rede ativa que trabalha em prol dos animais, através do programa Abraço Animal, que une entidades como a ONG Viva Bicho, a Secretaria do Meio Ambiente, o Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Municipal e protetores de animais.

Abraço Animal: programa é lei em Balneário

O programa Abraço Animal existe em Balneário Camboriú desde 23 de fevereiro de 2019 e tem como objetivo proteger e resgatar os animais vulneráveis (denúncias devem ser encaminhadas ao 153, da GM), sejam eles domésticos ou silvestres, que possam estar machucados ou que possam oferecer riscos. 

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Transformado em lei em 3 de setembro de 2020, o programa tem protocolos de atendimento definidos pelo Conselho Municipal de Proteção Animal (COMPA).

Abraço Animal é o ‘elo’ entre o resgate e a ONG Viva Bicho e Complexo Ambiental Cyro Gevaerd (Foto Divulgação/Abraço Animal)

Por exemplo: só são resgatados bichos que não estejam bem de saúde, cadelas/gatas prenhas ou com filhotes ou ainda animais debilitados ou idosos, que são encaminhados para a ONG Viva Bicho, que fica no Bairro Nova Esperança, em Balneário (saiba mais sobre a ONG ao longo da matéria).

Como é o trabalho

O Abraço Animal envolve as secretarias do Meio Ambiente, de Saúde e de Segurança (Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Municipal), além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. 

Com esse programa, órgãos públicos passaram a gerir a proteção animal, função antes desempenhada por voluntários. Quando é acionado o número telefônico 153, o Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Municipal os recolhe e, se a situação estiver dentro dos critérios de acolhimento, os animais são atendidos pela ONG Viva Bicho ou clínica conveniada. 

Com os silvestres, o procedimento é semelhante, mas os encaminhamentos são feitos para o Complexo Ambiental Cyro Gevaerd (Zoo da Santur, que hoje é o lar de muitos animais que não têm condição de retornar à natureza por possuírem deficiências físicas ou psicológicas), onde eles ficam até terem condições de voltarem à natureza. 

No caso dos de grande porte, como cavalos, os atendimentos ocorrem conforme a demanda, com veterinários especializados.

Um exemplo do trabalho do GPM foi um caso ocorrido nesta segunda-feira (3): um cão da raça pinscher foi resgatado no Bairro das Nações. Ele estava preso há duas horas dentro de um carro. Os guardas quebraram o vidro do veículo porque já estava desidratado. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento veterinário.

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O tutor não foi identificado, pois ninguém se apresentou no local, será aberto inquérito  provavelmente no nome do proprietário do veículo.

Mais de 7 mil resgates

Nos três anos de existência, o programa resgatou 5.158 cães e gatos e encaminhou-os para atendimentos na ONG Viva Bicho. Também foram socorridos cinco cavalos. 

Dos silvestres, o Abraço Animal resgatou 2.257. Puderam voltar à natureza 1.209 deles, depois de reabilitação. 

Mais informações sobre o programa estão no site http://abracoanimal.bc.sc.gov.br

Viva Bicho é hoje o lar de mais de 600 animais

Hoje, a ONG Viva Bicho atende mais de 600 animais, entre cães e gatos, que esperam por um lar. Muitos deles são adultos ou idosos, que também precisam de atenção das famílias e uma chance de serem adotados.

Abandono registrado no portão da Viva Bicho no fim de setembro. Trata-se de um crime. (Foto Divulgação/Onh Viva Bicho)

A voluntária da ONG, Patrícia Debrassi, salienta que diariamente a Viva Bicho é acionada para acolher e receber animais vítimas de maus tratos, abandono, etc. 

“Muitos animais chegam pela Guarda Municipal e outros são levados pela comunidade que, sob as mais diferentes justificativas, querem deixar ou devolver os animais para a ONG. Hoje, estamos com mais de 600 animais, sem condições de receber mais vidas e sem condições de dar aos que lá estão todo o  cuidado e o bem-estar que merecem”, diz.

Importância da adoção de adultos, idosos e deficientes

Cãozinho da raça pinscher foi resgatado de dentro de carro na segunda-feira (Divulgação/GMBC)

Patrícia lembra que as adoções são poucas, muito abaixo do número de animais que dão entrada e que, para piorar a situação, a grande maioria que vai até a ONG adotar quer filhotes de porte pequeno e, assim, adultos, idosos, com deficiência, acamados, os sem raça definida ‘ficam à espera de uma adoção que nunca chega’. 

“Portanto, precisamos não apenas de doações, mas de pessoas que possam dar um lar para os animais abrigados, para que eles possam ter uma família e receberem todo amor e respeito que merecem; e precisamos que a sociedade não abandone seus animais e que façam a castração. Que este Dia dos Animais seja para reflexão, que muitos sejam adotados e sejam felizes”, acrescenta.

Ajude e doe

A voluntária destaca que toda ajuda é bem-vinda, seja de trabalho voluntário direto no abrigo ou ainda através da doação de produtos de limpeza (cloro, sabão em pó, detergente, esponjas), material de trabalho: botas, pás, vassouras, etc., material de construção: blocos de cimento, ferro, areia, cimento e telas galvanizadas com fio 2mm e malha 5cm e ainda doação em dinheiro para pagar as dívidas que hoje a entidade possui, já que o convênio com a prefeitura não é suficiente para sanar todas as despesas.

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