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Jucy, itajaiense participante do MasterChef, detalha trajetória no programa e fala do futuro

O MasterChef é o maior talent show de gastronomia do Brasil. O programa da Band exibiu neste ano a sua 10ª edição e contou com uma participante itajaiense, Jucyléia Machado, a Jucy, que chegou na semifinal.

Jucy atualmente mora em Porto Belo e angariou com o programa muitos fãs – atualmente mais de 50 mil pessoas a acompanham no Instagram. A catarinense levantou a bandeira do etarismo e defendeu muito que não há idade limite para conquistar os sonhos.

Jucy detalha os desafios que enfrentou no programa (Endemol Shine/Rede Bandeirantes)

Jucy é a entrevistada desta semana do Página 3. Acompanhe:

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JP3: Como surgiu a vontade de participar do MasterChef? Foi a primeira vez que se inscreveu?

Jucy: Esta foi a quarta vez que me inscrevi e em todas elas fui chamada para fazer a prova presencial. É um processo: você faz a inscrição, preenche perguntas longas e intensas, depois disso faz um vídeo que deve durar no máximo 15 minutos e envia para eles e fica aguardando. 

Eu passei para a presencial, que é em São Paulo, quando você cozinha para eles, todas as vezes. Na penúltima eu fui bem adiante, uma antes da que entrei desta vez. Vejo que fui galgando aos poucos. No período da pandemia eu parei, porque não queria participar do programa que durava só um dia, com participantes diferentes em cada episódio. Eu queria participar do programa normal. Eu já tinha meio que desistido, mas quando voltou o programa normal, eu resolvi tentar mais uma vez, neste ano, e deu certo. Vejo que o interessante é esse MasterChef padrão, o ‘normal’, que tem a torcida, o pessoal acompanhando toda semana… participar foi uma felicidade imensa.

JP3: Qual foi o maior desafio que você enfrentou no MasterChef?

Jucy: Eu não esperava chegar tão longe, achava que chegaria uns 5, 6 capítulos… porque cada prova é um mata leão, é muito difícil. O maior desafio, de todos, foi o leilão. Eu não entendi o tempo que foi retirado, eu achava que era 15min de prova para fazer, eu fui dando o lance para pegar o mínimo de tempo porque eu queria aquele peixe (o namorado), mas pelas minhas contas eu tinha 15min, e a Ana Paula disse ‘corajosa, Jucy’. Eu não tinha entendido que tinha só 10 minutos. Eu transmitia calma, mas eu tremia de nervoso. Os chefes, Rodrigo e Helena, arregalaram os olhos, diziam que eu estava ‘maluca’, diziam que eu não entendi, que eu não ia conseguir, como que eu fiz uma coisa dessa, isso tudo me deixou nervosa. 

Leilão foi o maior desafio enfrentado: Jucy fez o peixe namorado em 10 minutos (Endemol Shine/Rede Bandeirantes)

Nunca ninguém tinha feito prova com 15min, quem dirá com 10. Eu fui recordista no leilão, até hoje a prova com menos tempo na história do MasterChef Brasil foi a minha. O chef Jacquin disse ‘eu te conheço e você vai dar conta, sim’ e isso me deu confiança. Fui para minha bancada tranquila, mas seguia no desespero porque eu vi todo mundo fazendo comida e eu ali parada sem poder fazer nada. Olhar para o relógio é a coisa mais desesperadora.

JP3: Com a repercussão on-line de programas estilo reality acontece muito de participantes serem ‘cancelados’ pelo público, que comenta coisas negativas. Mesmo sendo um programa de gastronomia, o MasterChef vive isso. Como foi para você?

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Jucy: Em um momento do programa eu fiz um comentário para uma participante com muito carinho, inclusive, eu disse para ela continuar com o sonho dela. Nos bastidores a gente conversa muito, ela disse que tinha sonho de ter um pub, e na gravação eu sustento o sonho dela, eu digo ‘ela precisa continuar com o sonho’, e faço uma frase longa, mas o programa cortou, fez edição, e fica só uma frase pequena, que deu impressão ‘não faz isso, não’, e com aquilo eu sofri muito hate. 

As pessoas acharam que eu estava fazendo deboche, em relação a um restaurante francês e não tinha nada a ver. Quem viu de novo e quem me segue entendeu que eu falei com carinho. Teve quem entendeu e me defendeu, mas não passei nada disso (muitos participantes sofreram hate a temporada inteira). 

Eu recebi tanta mensagem de apoio e carinho, me senti muito acolhida. Mesmo já tendo acontecido o programa, eu fui muito longe, então recebi como se estivesse acontecendo agora. Eu sabia que a torcida não era em vão, porque eu ia para frente sempre. Sentia a decepção de todo mundo por eu não ter ganho. Teria sido lindo uma final, eu e Luma ou eu Danilo, por exemplo. Eram perfis bacanas que poderiam chegar para a final, mas tudo certo, foi tudo muito bom e eu estou muito feliz com o resultado. 

Só tenho gratidão pelo programa, pela minha passagem. A gente sofre muito lá dentro, teve momentos que quis desistir, até mesmo por conta de alguns participantes que foram pesados, com brincadeiras de mau gosto, a história de ‘aquela senhora’. Etarismo foi algo que combati muito lá dentro. Tive que levantar a cabeça e continuar porque era um sonho que eu ia realizar. Se tivessem agido de forma natural, talvez eu teria saído antes, mas quando me desafiam, eu sinto que preciso seguir adiante para sentir que eu consigo ser melhor. Me dá vitalidade para continuar. Se a intenção era me derrubar, não deu certo, porque eu continuei. 

A itajaiense chegou na semifinal da 10a edição do programa (Endemol Shine/Rede Bandeirantes)

JP3: Como está o seu contato com o público? Você tem 54 mil seguidores… o que costuma compartilhar com eles?

Jucy: Posto meus vídeos de receitas, interajo muito com eles. Uma coisa que chamou muito a atenção das pessoas é o meu gosto pelas artes no geral – me perguntavam muito isso. Eu comentei em algum momento que domino desde desenho como também pintura e a culinária é uma arte, quem cozinha e tem esse dom de criar pratos, eu fazia empratamentos diferentes e bonitos, e eu acho que é por esse lado da arte é porque sou libriana (risos). 

Algo engraçado que apareceu foi algo que não domino, que foi o lado da moda. Perguntavam quando passava os programas de onde era a minha roupa. Duas lojas me chamaram para fazer live, mandaram presentes, faço stories divulgando. As pessoas perguntam, dizem que sou elegante, pedem dicas… não é uma área que domino, mas aconteceu. 

JP3: E quais são os seus planos agora, após o programa? Sua família teve restaurante, você tem vontade de abrir um também?

Jucy: Hoje eu não tenho intenção de abrir restaurante exatamente porque venho de família dessa área. Eu sei o quanto é intenso e difícil, vi minha mãe numa loucura de vida, porque restaurante para dar certo você tem que estar lá. Não tem sábado, não tem domingo. 

Eu tive loja, cheguei a ter quatro ao mesmo tempo, que abriam aos finais de semana, e eu me virava nos 30. Então talvez isso me assuste um pouco – no momento em que penso em recomeçar algo que vai ser essa loucura. 

Mas eu sou pedagoga formada e lidei muito tempo com área de educação, passei 20 anos nisso e tenho muita didática em relação às pessoas, ao ser humano. E uma área que me fascina e que quero continuar, já estou estudando em um intensivo, é sobre palestras. 

Quero muito entrar em um ramo de palestrantes, principalmente de incentivo às mulheres a conquistar sonhos, focando em pessoas que param o sonho e só trabalham, sem tempo para ganhar dinheiro ou se realizar… vai passando a vida, chega aos 50 e não fez nada por si. Deu muito certo para mim isso, me ligam, eu faço consultoria. Eu vejo que tenho muito dom para esse lado. Acho que é uma missão que tenho e quero muito continuar isso. 

Sendo palestrante também tem o lado financeiro, pode ser algo bom, vou tentar fazer isso de uma forma comercial, inclusive a Endemol (produtora do MasterChef) viu isso em mim, a própria Band me incentivou, considerando a forma que fui no programa. Eles conversam e orientam, falamos muito sobre isso e realmente é uma coisa que me encanta e estou tentando me aprimorar na parte legal da coisa, assim como me identifiquei com a gastronomia, esse lado (pedagogia/palestra) talvez comece com essas palestras. 

Na palestra vai entrar muito a gastronomia, tem tudo a ver com o que eu quero levar, incentivo do que fazer, não posso nunca deixar a gastronomia de lado. As redes sociais também vão acontecer, inclusive penso em fazer um projeto social, estou tentando com a prefeitura de Porto Belo para ensinar e engajar pessoas a cozinhar e entrar no mercado de trabalho – sem custos, com o lado social. 

Mas quem sabe posso fazer eventos onde possam provar minha comida, porque pedem muito isso – aulas show eu gosto muito de fazer. Vou fazer uma na Marina Itajaí para um grupo fechado. Sem dúvidas vou continuar na gastronomia.

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