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SÍNDROME PÓS-COVID: Os sintomas que precisam de atenção

Olá queridos leitores. Há dois meses, atendendo muitos casos de amigos com covid e sintomas de gripe, me dividindo entre conclusão de cursos, atendimentos e recuperação de uma pequena intervenção cirúrgica, faltou tempo para atualizar esta coluna mas, hoje retomo as publicações semanais sobre plantas medicinais e terapias naturais, desejando a todos vocês um 2022 de muita saúde, alegrias e realizações!

Diante do quadro crescente de casos de covid e suas variantes e das inúmeras pessoas que me procuram buscando tratamentos naturais para tratar os sintomas e/ou sequelas pós covid, quero compartilhar com vocês sobre a Síndrome pós-Covid e algumas das plantas e alimentos que usei na minha própria recuperação e de amigos que atendi. Lembrando sempre que cada caso é um caso e cada pessoa têm sintomas e sequelas diferentes de acordo com seu histórico de saúde anterior.

Então vamos lá…

Você teve covid e se sente muito cansado, indisposto, deprimido, sem energia para realizar as tarefas do dia a dia, constantemente esquece as coisas e tem dificuldade de memorização ou foco?

Depois de um período de 20, 30 dias a partir do inicio dos sintomas, entramos numa fase chamada Fase-Pós-Covid ou Síndrome da incapacidade pós-covid.

Enquanto nosso corpo esteve doente, ele gastou muita energia para combater o vírus. Muitas células foram destruídas e agora é o momento da recuperação. O seu corpo precisa construir novas células para se recuperar e voltar às funções normais. Tudo aquilo que não melhorou no seu corpo ou ficou diferente é chamado de sequela.

Por ser uma doença inflamatória multissistêmica que afeta vários órgãos, principalmente o pulmão e os sistemas hematológico e cardiovascular, podendo comprometer também os rins e o sistema nervoso, as sequelas decorrentes da Covid-19 atingem grande parte dos pacientes, e podem persistir por meses após a infecção pelo vírus. Estudos indicam que até 80% dos recuperados sentem ao menos um sintoma por até quatro meses depois do fim da infecção.

Os males causados por quem já se recuperou da doença ainda estão sendo desvendados e requerem atenção especial dos serviços médicos, mas a orientação é que os cuidados não devem ser encerrados após o fim dos sintomas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como síndrome o conjunto de sintomas prolongados apresentados por pacientes no pós-covid-19. Este tipo de síndrome já foi observada em outras infecções virais do passado como a gripe espanhola ou a infecção por SARS, e, embora a pessoa já não tenha o vírus ativo no corpo, continua apresentando alguns sintomas que podem afetar a qualidade de vida. Dessa forma, esta síndrome está sendo classificada como uma possível sequela da COVID-19.

Quais sequelas podemos ter?

Alguns dos sintomas que parecem continuar depois da infecção, e que estão caracterizando a síndrome pós-COVID, são: 

No Pulmão: ainda ocorre diminuição de oxigênio no sangue, cansaço e dificuldade para respirar, além de tosse seca e intensa.

No coração: palpitações, pressão muito alta ou muito baixa, sensação de tonturas e desmaios

Nos nervos: sensação de choque e formigamentos no corpo e até mesmo sensação de não sentir determinadas parte do corpo ou dormência.

No cérebro: sonolência, sensação de desânimo, medo, ansiedade, depressão, esquecimento, falta de foco, dificuldade e memorização ou dificuldade para dormir.

Nos músculos: fraqueza e atrofia dos músculos, cansaço intenso em atividades simples do dia a dia, fraqueza, desequilíbrio quando está de pé ou caminhando, dificuldade de exercer movimentos nos braços e pernas, dores no corpo e no peito.

Nos rins: Dificuldades de urinar, retenção de líquidos e inchaços no corpo.

No estômago e intestino: dificuldade para fazer a digestão, diarreias ou intestino preso.

Nos vasos sanguíneos: trombose (inchaço, vermelhidão, dor e peso em uma perna).

Na garganta: dificuldade para engolir ou falar.

No nariz: dificuldade ou incapacidade de sentir e identificar cheiros.

Na boca: dificuldade para sentir gosto, aftas, herpes labial.

Imunidade: baixa imunidade, herpes zosters, fungos de pele e unhas, perda de cabelo e muitos outros…

Estes sintomas podem surgir como sintomas “novos” ou manter-se desde a fase inicial, mesmo depois que a pessoa é considerada curada e os testes de COVID-19 dão negativo. Também é possível que os sintomas vão flutuando ao longo do tempo, isto é, que tenham períodos em que são mais intensos e outros em que são mais leves. Se você apresenta alguns destes sintomas persistentes por mais de 2 meses após a infecção, procure seu médico ou um especialista na área.

Por que acontece a síndrome?

A síndrome pós-COVID, assim como todas as possíveis complicações do vírus, ainda estão sendo estudadas. Por esse motivo, não se conhece a causa exata para o seu aparecimento. No entanto, como os sintomas aparecem mesmo depois que a pessoa é considerada curada, é possível que a síndrome seja causada por alterações deixadas pelo vírus no corpo.

Nos casos leves e moderados, a síndrome pós-COVID está sendo relacionada à “tempestade” de substâncias inflamatórias que acontece durante a infecção. Essas substâncias, conhecidas como citocinas, são produzidas em grande quantidade durante a infecção e podem acabar se acumulando no sistema nervoso central, causando vários dos sintomas característicos da síndrome.

Já nos pacientes que apresentaram uma forma mais grave de COVID-19, como foi o meu caso, é possível que os sintomas persistentes sejam resultado de lesões causadas pelo vírus em várias partes do corpo, como pulmões, coração, cérebro e músculos, por exemplo.

Como prevenir a síndrome pós-COVID

Até o momento, a única forma de evitar desenvolver a síndrome pós-COVID continua sendo evitar a infecção por SARS-CoV-2 e suas variantes. Dessa forma, deve-se manter os cuidados recomendados, como utilizar máscara, lavar frequentemente as mãos e manter o distanciamento social, assim como fazer a vacinação completa contra a COVID-19. 

Tratamentos:

É muito importante que tenhamos acompanhamento de médicos especialistas para cada área afetada, fazer exames para acompanhar cada quadro e orientação de tratamentos, além de adquirir ou retomar hábitos saudáveis para que nosso organismo retome o mais rapidamente suas funções normais.

A Fisioterapia pode auxiliar na fase inicial do pós-covid com exercícios de respiração para melhorar a função pulmonar, física e de memória. São exercícios simples que com auxilio de um bom profissional da área, você poderá praticar em casa ou qualquer lugar. A secretaria de saúde do município e algumas universidades têm um programa de fisioterapia pós-covid, inclusive com atendimento domiciliar quando necessário. Consulte, pois todos esses exercícios irão ajudar nosso corpo a se recuperar e a voltar mais próximo do normal mais rápido.

É importante saber que, mesmo estando um pouco cansado, devemos iniciar os exercícios 20 a 30 dias após o inicio dos primeiros sintomas. Depois da fase de maior inflamação da doença, a cada dia que você continuar em repouso, mais células serão destruídas. Portanto, mesmo com alguma dificuldade e fadiga, é necessário realizar exercícios para não agravar as sequelas.

A Acupuntura e Aromaterapia também têm apresentado excelentes resultados no tratamento de diversos sintomas, vale consultar um profissional da área.

Hábitos alimentares saudáveis e uma alimentação rica em nutrientes, vitaminas e minerais e pobres de alimentos inflamatórios, assim como o consumo adequado de água é indispensável para recuperar e melhorar o organismo no pós-covid. Nesta fase é importante o acompanhamento de um nutrólogo ou nutricionista para indicar a melhor dieta para uma rápida recuperação.

Alimentos e plantas importantes de se consumir como tratamento são:

Inhame : (cru, na forma de suco, pastinha ou cozido na alimentação) Estimula fortemente a ação do sistema imunológico, auxilia na eliminação de radicais livres e possui significativa ação anti-inflamatória, combate anemias, tem leve atividade ansiolítica e calmante, controla os níveis de açúcar no sangue e reduz a síntese de colesterol.

Açafrão: (na forma de chá ou tintura e na alimentação), um rizoma importantíssimo na recuperação pós covid e tem matéria especial sobre ele nesta coluna. Clique aqui.

Beterraba: (crua na forma de suco ou salada), rica em acido fólico, zinco, manganês, ferro e triptofano… reduz hipertensão, é relaxante, combate depressão, protege o fígado, reduz colesterol e auxilia nos processos de anemia.

Cebola e alho: (Suco, água,chá, xarope, salada ou capsulas), anti-inflamatório, expectorante, excelente como antitrombótica impedindo a agregação plaquetária, colesterol, gripes e resfriados.

Gengibre: (na forma de chá, tintura ou capsulas) combate tosses persistentes, tem propriedades antitrombóticas, estimula o fígado e a vesícula, alivia náuseas, ação cardiotônica… é outra planta que já falamos nesta coluna – leia aqui

Abacaxi: (suco da casca, chá, tintura e o fruto) rico em vit c, com excelente ação antioxidante e estimulante do sistema imunológico, é um anti-inflamatório natural, age no sistema respiratório, tem excelente capacidade antidiarréica, inibe a agregação plaquetária evitando trombose e melhorando a circulação e o sistema cardiovascular.

Unha de gato: (chá ou tintura) aumenta em até 60% a atividade do sistema imunológico, excelente anti-inflamatório, atua no trato urinário e nos rins e inflamações gástricas.

Ipê-roxo: (chá ou tintura) combate inflamações da pele e mucosas, garganta, anti-inflamatório comparado com a fenilbutasona, protetor gástrico, antibiótico contra fungos e bactérias.

Macela: (chá ou tintura) aumenta em até 50% a atividade do sistema imunológico, dores de cabeça, anti-inflamatória e analgésica, relaxante muscular.

Samambaia grande: (chá ou tintura) atua no aparelho respiratório e é um excelente anti-inflamatório e potente protetor e regenerador das fibras musculares.

Mentruz: (chá ou tintura e também como cozida como salada) depurativa do sangue, expectorante, estimula o fígado.

Guaco: (Chá ou tintura) atua no sistema respiratório como broncodilatador, expectorante e auxilia nas tosses persistentes.

Manga: (entrecasca do tronco e folhas na forma de chá ou tintura): atua fortemente no sistema respiratório, broncodilatadora, anti-inflamatória pulmonar, analgésica e antitérmica, estimulante do sistema imunológico… também já falamos um pouquinho sobre ela nesta coluna: leia aqui.

Trançagem – (na forma de chá ou tintura e também como salada) problemas respiratórios, garbanta, boca… já falamos sobre ela aqui

Erva baleeira- (chá ou tintura) anti-inflamatória geral, analgésica, sua ação terapêutica é comparada a nimesulida e dexametasona… consulte aqui.

Colônia: (ansiedade e insônia) ver matéria completa sobre ela.

Picão preto: (chá ou tintura) combate febres, dores de cabeça e tem significativa ação anti-inflamatória.

Plantas para uso externo: alecrim e folhas de goiaba para tratar queda de cabelo. Leia aqui.

Lembrando sempre que, as informações contidas nessa coluna têm caráter informativo, portanto não são utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. É de extrema importância que você converse com o profissional de saúde que te acompanha sobre a possibilidade de incluir as plantas medicinais no seu tratamento e nenhum tratamento médico ou uso de medicação química deve ser interrompido ou substituído abruptamente pelo uso de plantas medicinais. Crianças, idosos e gestantes exigem cuidados e dosagens específicas sob algumas plantas. Consulte sempre um profissional da área.

As informações completas sobre as plantas, terapias e dicas importantes sobre tratamentos naturais, estarão sempre disponíveis na página da @banho.de.mato no instagram, mas você também pode me consultar no whatsapp sobre outras plantas e tratamentos naturais, ou enviar sugestões para as próximas publicações.

Gratidão e o desejo de saúde e bem estar a todos!

Banho de Mato – Um cuidado que vem da natureza

Luciana Andrea – Terapeuta Natural – 47)99997.8889

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Luciana Andréa
Luciana Andréa - terapeuta em construção, apaixonada pela natureza, aprendiz do conhecimento e da vida.
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